Mercado com sentimento misto no fechamento de ontem. Das trinta e uma praças pesquisadas pela
Scot Consultoria, houve alta em cinco e queda em seis para o boi gordo.
Para os estados com recuo de preços, destaque para São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde a
referência caiu em todas as regiões pesquisadas.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Há menor necessidade de compra de boiadas nestes estados, sobretudo para as empresas de médio e
grande porte. As ofertas de compra ocorrem em valores menores que os verificados nos últimos dias.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, os preços fecharam em alta. Os estoques estão
ajustados. Além disso, as exportações vêm colaborando com o escoamento e com o resultado dos
frigoríficos.
Crescem as expectativas quanto ao desempenho da economia nesta reta final de ano e como isto
impactará o mercado da carne bovina.
Por enquanto, observamos inflação acima da meta, atingindo um acumulado anual de dois dígitos pela
primeira vez desde 2003, e taxas de desemprego crescentes. Com informações da Scot Consultoria.
domingo, 22 de novembro de 2015
domingo, 15 de novembro de 2015
Arroba registra novas valorizações
Mercado do boi gordo com valorizações em quatro praças. Houve altas em duas regiões mineiras, Belo
Horizonte e no sul do estado. As outras altas foram no Maranhão e Norte do Tocantins.
Apesar de algumas escalas de abate em São Paulo estarem confortáveis, as tentativas de pagar valores
menores pela arroba têm sido sutis.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Também ocorrem programações de abate menores, com cerca de quatro dias, o que colabora com a
manutenção das cotações.
De maneira geral, o cenário é de oferta limitada de boiadas.
No mercado atacadista de carne com osso não houve alterações. Oferta está ajustada à demanda
lenta. Com informações da Scot Consultori
Kátia diz que demanda árabe chega a bilhões
A ministra da Agricultura, Katia Abreu, encerrou ontem visita de cinco dias à Arábia Saudita e aos
Emirados Árabes Unidos convencida de que abriu as portas para a captação de "alguns bilhões" de
petrodólares para o agronegócio brasileiro.
"Estou com raiva de não ter vindo antes. Aqui só se fala em segurança alimentar", afirmou a ministra.
Segundo ela, os empresários árabes mostraram grande interesse sobretudo nos segmentos de grãos,
carne bovina e frutas. "Eles querem fornecimento estável e seguro de alimentos, através de compra
direta ou de parcerias com empresas brasileiras".
Conforme Katia Abreu, o Abu Dhabi Investment Authority (Adia), maior fundo soberano do Oriente Médio,
com cerca de US$ 800 bilhões, é um dos investidores que enviarão missão ao Brasil para avaliar
negócios na agricultura.
Outras três tradings da Arábia Saudita (Almunajen, Arasco e Salic) e duas dos Emirados Árabes Unidos
(Al Dahara e Al Ghurair) deverão seguir o mesmo caminho. O Ministério da Agricultura vai mobilizar o
setor privado para os contatos.
Autoridades da Arábia Saudita disseram à ministra, por exemplo, que já desistiram de produzir 3 milhões
de toneladas de trigo por ano no país para evitar consumo de água, e querem assegurar sua segurança
alimentar com acordos no exterior. Mesmo que o Brasil não possa atender a essa demanda por trigo, já
que é um dos maiores importadores do cereal do mundo, haverá oportunidades em outras frentes.
Segundo Kátia Abreu, os empresários árabes querem depender menos das grandes tradings e fazer
negócios diretamente com produtores brasileiros.
"O Brasil é parceiro preferencial, porque eles acham que a Austrália é muito quente para a produção [de
certos produtos agrícolas] e os EUA muito caros", disse. Ela relatou que a reação foi muito boa quando
foi apresentado o potencial de produção e exportação do Matopiba (confluência entre os Estados do
Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). E destacou oportunidades de investimentos em infraestrutura,
principalmente para estimular o escoamento pelo Norte do Brasil.
De acordo com a ministra, os árabes demonstraram grande interesse sobre a estratégia do governo
brasileiro para estimular a logística no Norte, mas não perguntaram nada sobre política ou Petrobras.
O presidente do banco de investimento Emirates Capital, Erik Essinger, que há alguns anos anunciou a
intenção de investir na agropecuária brasileira, disse ontem que desistiu já na primeira tentativa de
estabelecer uma parceria com uma companhia brasileira para criar gado. "O idioma foi um problema, e o
Brasil fica muito longe". Essinger disse estar investindo no setor na Rússia.
Katia Abreu agora visita a Índia e depois segue para a China. Na bagagem, leva a abaia, um dos trajes
típicos em países muçulmanos, que usou em algumas visitas. Com informações do Valor.
Estabilidade no mercado de reposição
O mercado de reposição está andando de lado. Considerando as categorias de machos anelorados, os
preços ficaram praticamente inalterados nos últimos sete dias.
Na maioria dos estados pesquisados pela Scot Consultoria, as chuvas dos últimos dias devem
colaborar para a melhora das pastagens, mas ainda não foi o suficiente para dar ânimo ao pecuarista.
Junto a isso, a oferta curta, justifica a firmeza dos preços.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
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A campanha de vacinação contra febre aftosa, que ocorre na maioria dos estados brasileiros, vem
colaborando para a redução do ritmo dos negócios.
Em São Paulo, o boi magro (12@), garrote (9,5@) e bezerro desmamado (6,0@) estão cotados em
R$2.000,00, R$1.730,00 e R$1.320,00 por cabeça, respectivamente.
Nos últimos doze meses as valorizações foram de 19,0%, 20,1% e 17,9%, na mesma ordem. Com
informações da Scot Consultoria.
PIB do agro deve bater novo recorde em 2016
Em seu primeiro prognóstico para o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do país em 2016,
divulgado ontem, o Ministério da Agricultura projetou um montante de R$ 488,1 bilhões, um novo recorde.
Se confirmado, o montante será 0,2% superior aos R$ 487,3 bilhões previstos para este ano, também
recorde.
Baseado em 21 das mais importantes lavouras do país, o VBP da agricultura deverá totalizar R$ 310,3
bilhões no ano que vem, 0,47% menos que os R$ 311,8 bilhões projetados para 2015. Já o VBP da
pecuária, que inclui os cinco principais produtos do segmento, foi estimado pelo departamento de
gestão estratégica do ministério em R$ 177,74 bilhões, alta de 1,28% sobre os R$ 175,48 bilhões
esperados para este ano.
De acordo com o cenário traçado, a soja continuará a capitanear o VBP e seu avanço. A projeção é de
uma expressiva alta de 12% no valor da produção da oleaginosa, para R$ 114,27 bilhões. Para 2015, o
montante foi ajustado para R$ 102,22 bilhões.
Na segunda posição da lista, o segmento de bovinos tende a amargar uma queda no VBP em 2016,
depois do crescimento significativo deste ano. A estimativa é que o valor bruto da produção do segmento
diminua dos R$ 74,51 bilhões, indicados para 2015 para R$ 72,58 bilhões em 2016 ainda assim,
acima dos R$ 69,28 bilhões de 2014.
As novas projeções do ministério também confirmam o cenário em que o valor da produção de frango
ultrapassa o da canadeaçúcar, tendência que veio se desenhando este ano. A perspectiva é que o VBP
de frango alcance R$ 53,46 bilhões em 2016, ante os R$ 44,18 bilhões da cana. Para 2015, a expectativa
é que esses números fiquem ainda muito próximos, mas já com alguma vantagem para o frango com
R$ 47,58 bilhões, ante R$ 46,82 bilhões da canadeaçúcar.
Já o VBP do milho deverá cair 5,2% ante os R$ 40,53 bilhões esperados para este ano, para R$ 38,41
bilhões. Com isso, o cereal se aproxima dos níveis de 2014, quando encerrou o ano contabilizando R$
38,64 bilhões.
O valor da produção do leite também tende a descer um degrau a mais em 2016. De acordo com as
novas estimativas do ministério, o VBP do setor deve totalizar R$ 26,98 bilhões, um recuo na
comparação com os R$ 27,82 bilhões previstos para este ano e os R$ 30,10 bilhões de 2014.
Os números mostram, ainda, que VBP da agricultura permanecerá concentrado no CentroOeste em
2015 (R$ 90,09 bilhões), enquanto o da pecuária será liderado pelo Sul (R$ 56,68 bilhões). Com
informações do Valor.
domingo, 8 de novembro de 2015
Exportações batem as 100 mil t pela primeira vez
As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo de recuperação. O volume
embarcado em outubro subiu pelo segundo mês consecutivo, atingindo 108,6 mil toneladas, a maior
quantidade deste ano – a última vez que as vendas mensais superaram 100 mil toneladas foi em
dezembro/14.
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Pesquisadores do Cepea indicam que o bom desempenho dos embarques reduz a oferta de carne no
mercado brasileiro e sustenta o movimento de alta dos preços.
A média da carcaça casada de boi no atacado da Grande São Paulo, em outubro, foi de R$ 9,70/kg, o
segundo maior valor real deste ano (corrigidos pelo IGPDI de setembro), abaixo apenas do de abril, de
R$ 9,90/kg. Com informações do CEPEA.
Exportações de boi em pé serão taxadas
A Companhia Docas do Pará (CDP) pretende tornar permanente a cobrança de R$ 5,00 por tonelada de
boi vivo embarcado no porto de Vila do Conde, no município paraense de Barcarena. A ideia é que o
dinheiro seja destinado à formação de um fundo emergencial, que poderia ser utilizado apenas no caso
de acidente envolvendo os animais, como o ocorrido no mês passado com 5 mil bois que pertenciam à
Minerva Foods, terceira maior exportadora de carne bovina do Brasil e maior exportadora de gado vivo.
Segundo o presidente da CDP, Parsifal Pontes, o dinheiro será recolhido junto aos exportadores de bois
vivos assim que as operações com animais forem retomadas. Por ora, no entanto, a cobrança será em
caráter temporário.
"A ideia inicial é que as empresas contribuam até que os trabalhos de remoção da embarcação e dos
animais seja finalizado", disse ele. Pontes, exdeputado estadual e secretário do Pará pelo PMDB,
afirmou que a remoção total deve ser finalizada até fevereiro. "Mas queremos tornar essa taxa
permanente para contingenciamentos", acrescentou Pontes. Para tornála permanente, a medida
precisa ser aprovada pela Secretaria de Portos e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários
(Antaq).
Em nota publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU), os exportadores de bois vivos passam a ser
obrigados a pagar a tarifa como compensação pelo dano ocorrido com a embarcação libanesa, que
afundou em Vila do Conde e provocou estragos ambientais e sociais aos munícipes de Barcarena.
Desde o incidente, o berço 302, que realizava os embarques de animais vivos, está interditado pela
Secretaria de Meio Ambiente (Sema) do Pará. Outro berço, o de número 1, no mesmo píer, no entanto,
está operando. "Assim que a Sema permitir, voltamos a embarcar os animais", disse o presidente da
CDP.
Conforme a CDP, a Minerva Foods, que detém 80% dos embarques de bois vivos em Vila do Conde, tem
contratados mais 100 mil cabeças até o fim deste ano. Considerando que em média cada boi é
exportado com 18 arrobas (270 quilos), a taxa cobrada pela exportação seria de cerca de R$ 135 mil.
Além da Minerva Foods, que obtém em torno de 8,5% de sua receita líquida com as exportações de boi
vivo, outras duas empresas fazem embarques de bois vivos pelo porto, a AgroExport e a Global. Vila do
Conde é a maior porta de saída de bois vivos do país. Com informações do Valor.
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