terça-feira, 13 de maio de 2014

REGALIA FIV AYMORE



REGALIA FIV AYMORE - GRANDE CAMPEÃ FAIVE 2012 - BASCO X SALSITA - ATMA DE NAVIRAI NA SALSA 3

A IMPORTÂNCIA DA VACINAÇÃO CONTRA BRUCELOSE

http://www.emater.go.gov.br/wp-content/uploads/2014/05/Vacina%C3%A7%C3%A3o-contra-aftosa2.jpg 
A brucelose é uma doença grave causada por uma bactéria chamada Brucela, que ataca bovinos, suínos, equinos, caprinos, ovinos e pode ser transmitida ao homem. A brucelose não tem cura e a única forma de evitá-la é com a vacinação.
O fiscal estadual agropecuário do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) Marcelo de Aquino explica que no caso de bovinos somente as bezerras devem ser vacinadas. “É importante destacar que somente as bezerras devem ser vacinadas contra essa doença, e a vacina só pode ser aplicada entre os três e os oito meses de vida do animal. A vacina só pode ser aplicada por um veterinário credenciado pelo IMA, porque ser uma chamada ‘vacina viva’. Se na hora de vacinar a pessoa que estiver aplicando furar o dedo com a agulha, ela pode contrair a doença, que não tem cura.”
Aquino explica ainda que depois de vacinar as bezerras o produtor precisa procurar o Estado. “Ele deve vir ao escritório do IMA e declarar que o animal foi vacinado. Porque, ao pedir uma Guia de Transito Animal [GTA], se não tiver o registro que o animal foi vacinado, o produtor não consegue emitir a guia e não pode transitar com os animais”, destaca.
Além de não poder requerer a guia de trânsito no IMA, caso a vacinação não seja feita, o produtor comete uma infração por isso, como explica Aquino. “As bezerras só podem ser vacinadas com idade entre três e oito meses — nada de vacinar antes disso ou depois. E a vacina só pode ser aplicada em bezerras, isso porque são elas que reproduzem as bactérias da doença — com os machos isso não acontece. E hoje, infelizmente, estamos tendo um grande número de autos de infração no quesito de vacinação de bezerras contra a brucelose.”
O fiscal sugere que os produtores vacinem as bezerras contra a brucelose quando forem vaciná-las contra a febre aftosa. “No mês de maio vamos ter a primeira etapa de vacinação contra a febre aftosa dentro do Estado de Minas Gerais. O produtor já pegou o gado, já prendeu o gado e já pode aproveitar e vacinar também contra a brucelose.”
Aquino explica de que forma a doença pode ser transmitida ao homem e os cuidados que devem ser tomados. “Quando a fêmea infectada aborta ou dá cria, a bactéria que causa a brucelose contamina pastagens, água, alimentos, estábulos e outros animais, por meio de corrimento vaginal e restos de feto. O homem pode contrair a doença ao entrar em contato com animais doentes, carnes e miúdos contaminados, tomando leite cru ou mal fervido e comendo queijo fresco produzido com leite cru. Então, a melhor forma de prevenir o próprio produtor e as bezerras é aplicando a vacina. E é importante ressaltar que os produtores devem comprovar no IMA a vacinação de suas bezerras”,

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Programa Geneplus

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjm2YtRr1W82e9fKbnssknWwb2f45a20Ug94pGd36H6y1jtYQ3m16iQhB270d5bvc9OOmOdHEw7j1BRjlIMJKoMogCTUAUiowtPXtiSMRiohTKxJ4BTkukyozVz2OJLBnmplu68ezvr_lo/s1600/geneplus+empraba.png
Desde a fundação da Embrapa Gado de Corte em julho de 1977, os pesquisadores da área de melhoramento animal tinham a convicção de que para se realizar, de fato, o melhoramento genético, é preciso uma atuação direta nos rebanhos de seleção.

Esta percepção foi decisiva para a busca de parcerias privadas, cujo primeiro exemplo foi o convênio com a Associação Brasileira de Criadores de Zebu, assinado em 1979. Com a expansão desta cooperação técnica para nível nacional, em 1982, e a nomeação da Embrapa pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, como Gerente do Arquivo Zootécnico Nacional, em 1987, os sumários nacionais de touros das raças zebuínas passaram a ser editados, periodicamente.

A partir da difusão desta nova tecnologia os criadores, aos poucos, passaram a demandar por informações mais detalhadas sobre os seus próprios rebanhos. Desta forma, calcada na experiência adquirida ao longo de quase vinte anos de trabalhos, a Embrapa Gado de Corte, em parceria com a Geneplus Consultoria Agropecuária Ltda., desenvolveu e colocou à disposição da cadeia produtiva, em 1996, o Programa Geneplus-Embrapa.

Programa Geneplus

O Programa Geneplus é um serviço especializado de melhoramento genético animal colocado à disposição do criador, pela Embrapa Gade de Corte.

Como se inscrever no programa


Para se cadastrar neste serviço, o criador deve procurar pela equipe técnica do Programa, em conjunto com a qual será estabelecido um Plano de Trabalho a ser conduzido na Fazenda. Nesta proposta, em função das condições de infraestrutura e de pessoal, bem como do material genético disponível (matrizes e reprodutores) serão definidos os objetivos do Programa, as características a serem monitoradas, a rotina de coleta de dados envolvendo as fases de acasalamneto, nascimento, cria e recria dos animais e as estratégias de melhoramento genético a serem aplicadas.

Após a assinatura do contrato de prestação do serviço, a etapa seguinte é a implantação do Programa. Nesta oportunidade, um técnico credenciado se fará presente na Fazenda, apresentando ao seu pessoal administrativo e de campo os objetivos e metas a serem cumpridos, o cronograma de coleta de dados e a metodologia do trabalho, dentre outras informações, de modo a integrar todas as pessoas em um trabalho de equipe.

Compromissos do criador


Zelar pela fidedignidade dos dados e enviar cópias destes dados (backups) a Coordenação do Programa duas vezes ao ano, conforme calendário apresentado no Plano de Trabalho.

Metodologia para análise dos dados


Uma vez recebido o backup dos dados do participante, os mesmos são submetidos a análises de consitência e migrados para a base da raça a qual pertencem, mantida pelo Programa Geneplus.

Esta base de dados é preparada adequadamente e submetida a avaliação genética pela equipe técnica do Programa. Os resultados para cada animal - valores genéticos expressos em DEP-Diferença Esperada na Progênie e respectivas acurácias (precisão das deps) e percentis (posição da estimativa dentro da população) são apresentados ao participante em meio eletrônico (SGP-Sistema Geneplus) com opções de buscas por categoria (touros, matrizes e produtos) e com diversas ferramentas para a prática do melhoramento genético e suporte de programas de comercialização dos animais.

Manejo de pastagem

http://www.neloreirca.com/wp-content/uploads/2009/08/Produ%C3%A7%C3%A3o-de-carne-a-pasto-502x377.jpg

Introdução
Um dos principais problemas dos sistemas de produção leiteira da Zona Bragantina, como em toda a Região Amazônica, é a falta de persistência das pastagens, que normalmente culmina com a sua degradação. É considerada degradada uma pastagem cuja maior parte foi tomada por plantas invasoras ou constitui-se solo descoberto. Entre as causas dessa degradação, o manejo inadequado da pastagem é um dos mais notados. Outro importante problema, que também depende do manejo de pastagem, é o baixo valor nutritivo da forragem consumida pelos animais.
O sistema de pastejo mais utilizado nas propriedades leiteiras da Zona Bragantina é o rotativo não-controlado, com longos períodos de ocupação, com três ou mais piquetes ou subdivisões. Apesar da preocupação dos produtores em melhorar a utilização dos recursos forrageiros, via manejo da pastagem, isso não ocorre, normalmente, na prática. Além dos períodos de ocupação dos piquetes serem demasiadamente longos, não existe um controle da lotação, ocorrendo problemas de sub ou superpastejo. Essa inadequada utilização da pastagem pode provocar sua degradação, possibilitando a invasão de plantas indesejáveis, não-forrageiras, comprometendo a alimentação do rebanho (Hostiou et al. (2004).
Em levantamento das pastagens nas propriedades leiteiras da Microrregião de Castanhal, na Zona Bragantina, Bendahan (1999) verificou que a área de solo coberto pela pastagem variou de 45% a 84%, enquanto que a digestibilidade, o teor de proteína bruta e o de fósforo na forragem alcançaram apenas 75%, 38% e 26% das respectivas recomendações para as vacas leiteiras.
O grande objetivo do manejo de pastagem no sistema de produção leiteiro é permitir às vacas uma eficiente utilização de forragem da melhor qualidade, durante o ano inteiro, sem comprometer a sustentabilidade da pastagem. Dessa forma, o manejo da pastagem deverá permitir uma adequada colheita da forragem produzida por parte dos animais. Por exemplo, desde que a qualidade da dieta não seja comprometida, as práticas de pastejo que reduzem as sobras de forragem sobre o solo, ao final de um pastejo, deverão ser privilegiadas.
Fatores de manejo de pastagem
Pressão de pastejo (lotação animal)
O fator de manejo que mais afeta a persistência das pastagens é a pressão de pastejo, expressa na prática pela lotação animal. Visando lucros imediatos, muitos produtores utilizavam - sem o devido descanso e por longo tempo - lotações animais muito acima da capacidade de suporte das pastagens, chegando, em alguns casos, a 2-3 UA/ha1, sem a devida reposição de nutrientes ao solo, comprometendo a sua vida útil. A experiência regional de manejo de pastagem, em sistemas extensivos (sem reposição de nutrientes do solo via adubação), recomenda se ajustar a carga animal à disponibilidade de forragem, o que leva, após o devido tempo de ajuste, a uma lotação de 0,75 a 1,5 UA/ha. Em sistemas intensivos (com reposição de nutrientes do solo via adubação), é possível alcançar lotações bem mais altas, 2 a 3 UA/ha, ou mesmo maiores, dependendo do nível de aplicação de insumos.
Freqüência de pastejo (sistema de pastejo)
Outro fator de manejo de pastagem, que nas condições regionais pode ser de considerável importância, é a freqüência de pastejo. No passado, esse fator era pouco considerado, tanto que o sistema de pastejo predominante era parecido com o contínuo (sem descanso e sem rotação de pastagem), com pouca divisão de pastagem. Mesmo sob uma lotação animal razoável, periodicamente, as pastagens tropicais, principalmente aquelas formadas por gramíneas de hábito ereto ou entoiceirado, necessitam descansar do pastejo animal. O descanso da pastagem permitirá a restauração do seu índice de área foliar e do seu sistema radicular, possibilitando maior cobertura do solo e competitividade com as plantas daninhas. Maior eficiência desse processo pode ser alcançada, quando o controle das plantas daninhas é feito no início do descanso da pastagem.
A freqüência de pastejo se expressa pelo sistema de pastejo. No pastejo contínuo, a pastagem não tem descanso, ou seja, o tempo de descanso é zero, e por isso, não requer subdivisão da pastagem. No pastejo rotativo, o número

UA1 = Animal de 450 kg.
de subdivisão ou de piquete da pastagem (2, 3, 4, 5, 6 ... n) e o tempo de pastejo ou permanência dos animais em cada piquete, determinam o descanso da pastagem.
Interação pressão de pastejo versus freqüência de pastejo
Os fatores pressão de pastejo e freqüência de pastejo não atuam isolados, sendo a sua interação muito importante. Mesmo considerando as características intrínsecas de cada forrageira, as respostas das pastagens à variação desses fatores seguem mais ou menos um mesmo padrão. Nas pastagens tropicais, há um consenso entre os estudiosos de que o fator que mais afeta a produtividade animal é a pressão de pastejo, ou seja, maior parte da variabilidade na produção animal de uma pastagem é explicada pela variação da pressão de pastejo do que pelo sistema de pastejo.
A experiência e as pesquisas regionais possibilitam estabelecer padrões de manejo de pastagem para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da pastagem e, por conseguinte, a produção animal. Na Tabela 1, é encontrado o padrão da resposta das pastagens, manejadas extensivamente, à pressão de pastejo (lotação animal) nas condições regionais.
Tabela 1. Padrão de resposta das pastagens, manejadas extensivamente, à pressão de pastejo (carga animal) nas condições regionais.
Lotação Animal (UA* /ha ) Resposta da pastagem Reflexo na produção animal
Baixa (<0,75) Acúmulo de forragem de baixa qualidade,porém os animais podem selecionar.
Maior persistência da pastagem e maior concorrência com as plantas daninhas
A produção por animal é alta, porém aprodução por hectare é baixa
Média (0,75 a 1,25 ) Situação Intermediária Situação Intermediárias
Alta (>1,25) A quantidade de forragem embora de boa qualidade tende a diminuir A produção por hectare é baixa, porém a produção por hectare é alta.
A partir de certo nível de lotação, a produção por animal e por hectare são baixas
*UA = Equivalente a um animal de 450kg de peso vivo.
Fonte: Veiga e Tourrand (2001)
Igualmente, o desempenho das pastagens, em virtude da freqüência de pastejo (sistema de pastejo), em condições regionais, é sintetizado na Tabela 2.
Tabela 2. Desempenho de pastagens regionais em virtude da freqüência de pastejo (sistema de pastejo).
Frequência ou sistema de pastejo Definição Indicação Investimento
Produção
Por
Animal
Por
Hectare
Continuo O gado fica mais de 30 dias numa mesma pastagem Sistemas extensivos (pastagens de baixa produtividade ou nativas, baixa lotação animal)
baixo (em cercas) Média /alta Média / baixa
Rotativo menos intensivo Pastagens com no máximo quatro sub-divisões.
O gado fica numa sub-divisão por 7 a 30 dias, enquanto as outras descansam
Sistemas menos intensivos (pastagem recém e bem fornada, média lotação animal).
Médio (em cercas) Média Média
Rotativo mais intensivo Pastagens com mais de quatro sub-divisões.
O gado fica numa sub-divisão por 1 a 7 dias, enquanto as outras descansam
Sistemas intensivos (pastagem de alta produção e qualidade, solos adubados, alta lotação animal). Alto (em cercas e adubos) Média /baixa Média /alta
Fonte: Veiga & Tourrand (2001)
A pressão de pastejo (lotação animal) pode ser mais facilmente manipulada que o sistema de pastejo. Enquanto que para alterar a lotação, apenas é necessário se adicionar ou retirar animais da pastagem. Para passar de um sistema de pastejo contínuo para um rotativo, são necessários investimentos em cercas, bebedouros e cochos de sal, assim como maior gasto com mão-de-obra na sua condução.
Apesar de já ter sido estabelecido o padrão de resposta das pastagens aos fatores de manejo de pastagem, ainda se ressente de informações específicas às espécies forrageiras e à estação do ano. Na falta de pesquisa mais conclusiva, algumas informações práticas são apresentadas na Tabela 3.
Tabela 3. Altura da pastagem e fator tempo no manejo de algumas pastagens regionais.
Espécies forrageiras / hábito de crescimento Altura da pastagem em pastejo contínuo (cm) Tempo em pastejo rotativo (dias)
De descanso De pastejo
Máxima* Mínimia** Inverno*** Verão****
Quicuio (decumbente) 35-45 15-20
28-35 35-42 1-15
Branquiarão (semi-decumbente) 45-50 25-30
Colonião e outras espécies do gênero Panicum (erecto, entoicerado) 60-80 30-40
*Acima da qual a lotação deve ser aumentada. **Abaixo da qual a lotação deve ser reduzida. *** Período mais chuvoso. ****Período menos chuvoso ou seco
Fonte: Veiga & Tourrand (2001).
Exemplos de sistemas de pastejo rotativo
Um sistema de pastejo rotativo, com 6 piquetes e com tempo de pastejo de 6 dias e de descanso de 30 dias, apenas com adubação na formação da pastagem, foi testado satisfatoriamente em pastagem de braquiarão, em propriedade leiteira da Zona Bragantina (Camarão et al. 2002).
A seguir, descrevem-se os passos na concepção de dois exemplos de sistema de pastagem rotativo. Esses sistemas são mais intensivos que a média dos praticados nas propriedades leiteiras da Zona Bragantina.
a) Sistema de pastejo rotativo _ Exemplo 1
Especificações
Quantidade de animais: 12 vacas e 1 touro
Tempo de descanso de cada piquete: 30 dias
Tempo de pastejo de cada piquete: 15 dias
1 UA (unidade animal): 450 kg de peso vivo.
Peso de uma vaca: 400 kg de peso vivo.
Peso de um touro: 600 kg de peso vivo.
Taxa de lotação: 1,5 UA/ha.
Adubação da pastagem: Nenhuma ou apenas de formação.
Cálculo do número de piquetes (subdivisões)
Aplicando-se a fórmula N = D/P + 1, onde N é o número de piquetes, D é o tempo de descanso e P é o tempo de pastejo, tem-se N = 30/15 + 1 = 3 piquetes.
Cálculo do peso dos animais
12 vacas x 400 kg + 1 touro x 600 kg = 5.400 kg.
Cálculo da área total da pastagem
Como a carga é 1,5 UA/ha, logo 1 ha irá suportar 1,5 x 450 kg ou 675 kg de peso vivo.
Então, a área de pastagem para o total de animais é 5.400 kg/675 kg = 8 ha.
Cálculo da área de cada piquete
8 ha/3 piquetes = 2,67 ha.
Representação gráfica do sistema
b) Sistema de pastejo rotativo _ Exemplo 2
Especificações
Quantidade de animais: 24 vacas e 1 touro.
Tempo de descanso de cada piquete: 35 dias.
Tempo de pastejo de cada piquete: 7 dias.
2,67 ha
12 vacas
1 touro
2,67 ha 2,67 ha
1 UA (unidade animal) 450 kg de peso vivo.
Peso de uma vaca: 400 kg de peso vivo.
Peso de um touro: 600 kg de peso vivo.
Taxa de lotação: 2,0 UA/ha.
Adubação da pastagem: De formação e de manutenção.
Cálculo do número de piquetes (subdivisões)
Aplicando-se a fórmula N = D/P + 1, onde N é o número de piquetes, D é o tempo de descanso e P é o tempo de pastejo, tem-se N = 35/7 + 1 = 6 piquetes.
Cálculo do peso dos animais
24 vacas x 400 kg + 1 touro x 600 kg = 10.200 kg.
Cálculo da área total da pastagem
Como a carga é 2 UA/ha, logo 1 ha irá suportar 2 x 450 kg ou 900 kg de peso vivo.
Então, a área de pastagem para o total de animais é 10.200 kg/900 kg = 11,33 ha.
Cálculo da área de cada piquete
11,33 ha/6 piquetes = 1,89 ha.
Representação gráfica do sistema
Obs.: As informações para adubação de sistemas de pastejo rotativo podem ser obtidas no capítulo "Formação e manutenção de pastagem".
1,89 ha
24 Vacas
1 Touro
1,89 ha 1,89 ha 1,89 ha 1,89 ha 1,89 ha

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Marmoreio é a principal característica sensorial para carne bovina

http://revistagloborural.globo.com/Revista/GloboRural/foto/0,,43979064,00.jpg
Desde a primeira Auditoria Nacional de Qualidade da Carne Bovina (NBQA) em 1991 – e recorrente a cada cinco ano – identificar os desafios de qualidade que limitam o crescimento da demanda por carne bovina, a indústria tornou uma prioridade resolver essas preocupações. Apesar de terem acontecidos alguns progressos em se tornar mais ciente com relação aos consumidores, são necessárias contínuas melhoras. A satisfação ao consumo continua sendo um dos maiores desafios de qualidade, seguido de segurança alimentar.
À medida que a indústria se torna mais consciente sobre o que afeta a demanda, mais é aceito que o que é fornecido ao consumidor não é meramente carne bovina, mas sim, sabor. Pesquisas têm reforçado que as pessoas pagariam mais para ter um nível maior de satisfação, pois quando se fala de carne bovina, o sabor é o maior destaque.
A ciência continua mostrando que a satisfação ao consumo é um reflexo da maciez, do sabor e da suculência, que melhora à medida que o marmoreio aumenta. A maciez tem sido uma importante prioridade dos consumidores da cadeia de fornecimento de carne. Porém, pela primeira vez na história da auditoria, uma melhora no sabor foi mais importante do que na maciez. Uma vez que um nível de maciez é alcançado, o sabor se torna mais importante.
Segundo estudo da Universidade do Estado do Colorado, existe uma forte relação entre o nível de marmoreio e as propriedades sensoriais da carne, especialmente o sabor.  O trabalho descobriu que a maciez e a presença de um sabor “amanteigado e de gordura na carne” foi responsável por 91% da variação em todas as experiências sensoriais. Por sua vez, 40% da variação da maciez e 71% da variação no sabor desejável foi devido ao nível de marmoreio.
Avaliando as características sensoriais, o estudo concluiu que o consumo dentro da classificação Prime (alta quantidade de marmoreio) tem probabilidade maior que 98% de satisfação. Com quantidades modestas e moderadas de marmoreio, o limiar para muitas marcas premium Choice, a chance de uma boa experiência é de 82-88%. Em contraste, pouco marmoreio teve 62% de probabilidade de uma experiência positiva e um leve marmoreio na carne classificada como Select teve chance de apenas 29% de satisfação.
Fornecer produtos com melhor sabor é refletido dentro das indústrias, para oferecer produtos de classificação Choice através de carne de qualidade e programas de marcas que ajudam a garantir a satisfação do consumidor.
De acordo um uma análise da demanda de carne bovina no atacado, da Universidade Estadual de Kansas, de 2002 a 2011, a demanda por carne de marca aumentou em 70%, enquanto que a demanda por Choice conseguiu pouco mais de 15% de aumento. Isso, em meio à crise econômica, sugere que os consumidores levam em conta a relação entre preço e qualidade, e não apenas preço.
O marmoreio e seu impacto benéfico no sabor se torna cada vez mais importante. Maiores níveis de marmoreio ajudam a apoiar o propósito de valor à carne, pois os consumidores são convidados a gastar mais por isso. Sem uma melhora contínua, a decisão dos consumidores de comprar outras proteínas mais baratas se torna mais fácil.
Um ganho de peso eficiente e a deposição de marmoreio são frequentemente vistos como características antagônicas. Os dois principais fatores que governam essa área são a genética, pois determina o máximo de marmoreio e o quão rápido o gado pode ganhar peso; e o manejo. Existe um amplo acordo de que a carcaça bovina de alta qualidade e com bom marmoreio é um produto final mais valioso para a indústria, com uma parição bem sucedida e criação saudável do bezerro com ganho de peso rápido e eficiente.
Os sinais econômicos disseminam a percepção de que é muito mais fácil e construtivo produzir o que os consumidores realmente desejam, ao invés de produtos que eles precisam ser convencidos a comprar através de descontos. Esses sinais são a geração de mercado premium que busca a meta prática e sustentável em marcas de carne bovina com bom marmoreio e classificações premium.
A relevância do marmoreio está baseada em seu papel chave na determinação de sabor e, dessa forma, na crescente demanda dos consumidores. Isso representa uma oportunidade financeira para toda a cadeia. Os esforços para não somente manter, mas melhorar os níveis de marmoreio podem beneficiar a todos, do produtor recebendo preços premium, aos parceiros estabelecendo mais relações estáveis com consumidores satisfeitos.