domingo, 16 de novembro de 2014

China encerra embargo à carne bovina brasileira

http://canalrural-cdn.agilecontents.com/resources/jpg/4/2/1415988616224.jpg 

Após reunião técnica neste sábado, dia 15, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, confirmou ao Canal Rural o fim do embargo da China à carne bovina brasileira. Esse imbróglio existia desde dezembro 2012.
Geller viajou ao país asiático para resolver essa pendência e falou sobre o assunto na edição da última sexta, dia 14, de Mercado & Cia, exibido pelo Canal Rural. O agronegócio brasileiro conquista um mercado promissor para a compra de carnes. Para a China, ficou acordado que a carne poderá entrar por Pequim, processo que antes era feito via Hong Kong e que onerava o custo de produção de 25% a 30%.
– Temos possibilidade de exportar no ano que vem cerca de US$ 400 a US$ 500 milhões em carne bovina para a China, o que significa que a produção deve avançar no mercado brasileiro – salientou Neri Geller em entrevista ao programa Mercado & Cia na sexta, dia 14.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Jorge Camardelli, considera um "presente de natal" a notícia. Ele parabenizou a equipe do Ministério da Agricultura pela conquista e já projeta futuros negócios com a China.
– A China tem uma especificidade que ela consome todos os tipos de cortes de carne. A China vai aumentar gradativamente o seu consumo e já estamos voltando a enteder esse mercado. Estamos prontos para trabalhar. Foi uma grande conquista – reforça Camardelli.
O dirigente também lembrou que, nos últimos meses, o Brasil conseguiu abrir novos mercados no Egito, Irã e Arábia Saudita. Agora, segundo ele, o objetivo é traçar meta para buscar novos mercados.
Temos possibilidade de exportar no ano que vem cerca de US$ 400 a US$ 500 milhões em carne bovina para a China, o que significa que a produção deve avançar no mercado brasileiro
Neri Geller, em entrevista ao programa Mercado & Cia na sexta, dia 14.

domingo, 9 de novembro de 2014

Bruno Grubisich, de Camapuã, viu no déficit de touros para reposição uma oportunidade de empreender no mercado de embriões

Atento à falta de animais prontos para o abate e à demanda aquecida pela carne bovina nos mercados interno e externo, o produtor rural de Camapuã (MS), Bruno Grubisich, passou a replicar o rebanho utilizando-se de biotecnologia.
Por meio da técnica conhecida como Fertilização in Vitro (FIV), que consiste na fertilização de óvulos em laboratório, com sêmen selecionado, o plantel é replicado e o produtor se torna pioneiro no mercado de embriões que serão destinados à pecuária de corte, com garantia de qualidade.
Segundo o produtor rural, também diretor presidente da empresa Verdana Agropecuária, a FIV, antes utilizada apenas para multiplicação de genética de gado de elite, apresenta-se como alternativa eficaz para multiplicação de animais melhoradores a campo, sejam matrizes ou touros reprodutores.
– Ao identificarmos as linhagens e famílias mais produtivas, conseguimos multiplicá-las com maior agilidade e precisão através do uso de ferramentas biotecnológicas – diz Grubisich.
O produtor afirma que a Inseminação Artificial em Tempo Fixo é uma realidade inquestionável neste processo de melhoramento e seleção, mas o uso da FIV traz ao sistema produtivo um salto de evolução ainda maior.
– Podemos aumentar a pressão de seleção formando um time de doadoras de alto valor genético e lançar mão de doses de sêmen de touros líderes genéticos que seriam caros demais para serem utilizados numa inseminação artificial, já que uma única dose, no processo da FIV, fertiliza um número grande de óvulos, diluindo o custo da mesma – enfatiza Grubisich.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Tecnologia de Embriões (SBTE), o Brasil é líder no ramo com produção anual de aproximadamente 600 mil embriões por ano e exportações para países de primeiro mundo. A técnica é desenvolvida há cinco anos por Bruno em Camapuã, onde neste período três mil embriões foram produzidos e inseridos em cerca de 1,5 mil vacas.
Com bases nessas informações e com a finalidade de diminuir o déficit de touros para reposição, o produtor rural resolveu inovar e empreender no mercado de embriões, passando a comercializar matrizes já prenhas por meio da técnica FIV. Para a primeira experiência comercial de embriões voltados para pecuária de corte, Grubisich e sua equipe enxertou 150 matrizes nelore Pura de Origem, com embriões de alto padrão genético e as comercilizará virtualmente no dia 25 de novembro.
Quanto ao custo da FIV, Grubisich aponta vantagens se comparada à técnica de inseminação artificial. Ele afirma que o custo compensa e é proporcional à produtividade e explica que, geralmente, são necessárias duas tentativas e meia para conseguir uma prenhez por inseminação artificial.
Cada dose de sêmen chega a custar R$ 40,00 e cada protocolo em torno de R$ 20,00, além do custo de mão de obra em torno de R$ 10,00 por animal inseminado. Para se conseguir uma prenhez por inseminação artificial em tempo fixo, o investimento pode chegar a R$ 175,00. Já na FIV o produtor terá apenas o custo do protocolo, do sêmen (lembrando que uma única dose fertiliza um número grande de óvulos) e da prenhez quando confirmada e sexada, já que a empresa responsável pela FIV só recebe mediante o sucesso da operação.
– Na Verdana trabalhamos com um custo por prenhez FIV de R$ 300,00.  A diferença de menos de uma arroba entre uma técnica e outra é extremamente compensador se levarmos em conta o valor genético dos indivíduos colhidos – finaliza.

Brasil e Arábia Saudita estão perto de reativar comércio de carne bovina

Autoridades árabes aceitaram justificativas técnicas repassadas pelo Mapa, sobretudo no quesito rastreabilidade

http://www.zooflora.com.br/thumbs.php?w=614&h=422.2301369863&imagem=conteudo/noticias/2192.jpg

A suspensão definitiva do embargo imposto pelo país árabe à carne bovina brasileira só depende agora de visita do corpo técnico daquele país ao Brasil, já agendada para o final deste mês, e posterior assinatura de decreto pelo rei Abdallah.
O sinal positivo foi dado neste domingo, dia 10, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller, por seu colega de pasta da Arábia Saudita, ministro Fahd bin Abdulrahman Balghunaim, e pelo CEO da Saudi Food and Drug Authority (FDA), Mohammed bin Abdulrahman Al Mishal, autoridade máxima do país para importação de produtos agropecuários. O entendimento vai derrubar um embargo de mais de dois anos, motivado pelo caso atípico de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) registrado no Brasil em dezembro de 2012.
Para o ministro Neri Geller, a reabertura deste mercado é um avanço no esforço do governo brasileiro de restabelecer o comércio entre os dois países.
– A recuperação deste mercado fortalece ainda mais a posição do país como uma referência no atendimento à crescente demanda mundial por alimentos e reforça a confiança do mercado internacional na robustez do nosso sistema de vigilância sanitária animal – enfatiza Geller, o primeiro ministro da pasta a cumprir uma agenda oficial na Arábia Saudita.
A decisão Saudita é vista como estratégica para a produção de carnes do Brasil, tanto pelo volume que pode acrescer às vendas do setor quanto pela possibilidade de abertura imediata de outros mercados do Golfo Pérsico como Kuaite, Bahein, Omã, Emirados Árabes Unidos e Catar, ampliando a pauta atual. Em 2012, antes do embargo, o Brasil exportou cerca de US$ 200 milhões (mais de 33 mil toneladas) em carne bovina para a região do Golfo.
De janeiro a outubro deste ano, as vendas do agronegócio do Brasil para o país árabe registram um volume de U$$ 1,75 bilhão, com destaque para a carne de frango, com negociações em torno de US$ 1,04 bilhão – o mercado brasileiro é a origem de 75% das importações de frango da Arábia Saudita.
A delegação liderada pelo ministro Neri Geller é composta também pelo secretário de Relações internacionais do Mapa, Marcelo Junqueira, pelo diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Leandro Feijó, técnicos do ministério e representantes de entidades do setor, com o Associação Brasileira da Indústria de Exportação de Carnes (Abiec) e Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Depois da Arábia Saudita, a missão segue para a China e Malásia.

domingo, 2 de novembro de 2014

Maciez do Nelore

"A carne do Nelore tem maciez. Mas ela ainda não é generalizada e produzida em larga escala como no Angus. E comparações do tipo não são aconselháveis". Raysildo Lôbo, ANCP.
Carolina Rodrigues

 
 http://cdn.ruralcentro.com.br/1/2013/6/5/nelore-natural-fazenda-bartira-presidente-prudente.jpg

A qualidade de carne de animais da raça Nelore foi dos pontos debatidos nos painéis do seminário da Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), no mês de abril, em Ribeirão Preto São Paulo. A entidade foi criada a partir de um núcleo de pesquisas da USP de Ribeirão Preto e tem hoje um dos sistemas de avaliação mais difundidos do Brasil. O Programa de Melhoramento Genético da Raça Nelore (PMGRN), hoje Nelore Brasil, surgiu em 1988 a partir da colaboração dos criadores Cláudio Sabino Carvalho e Newton Camargo de Araújo em disponibilizar os dados de seus animais para os pesquisadores da entidade. O programas foi um dos primeiros a utilizar o perímetro escrotal como critério para seleção na raça Nelore, com realização de mensurações mensais da desmama aos 550 dias de idade.

Mercado do boi gordo segue com pressão de alta

Referência em São Paulo subiu para R$ 136 por arroba, à vista

http://www.nelorems.org/upload/noticia_imagem/1311101086.jpg

O mercado do boi gordo iniciou a semana com pressão de alta e poucas negociações. Com a oferta restrita de animais e a dificuldade na aquisição de grandes lotes, alguns frigoríficos iniciaram a segunda, dia 27, ofertando valores maiores pela arroba.

De acordo com a Scot Consultoria, parte das indústrias ainda aguarda melhor posicionamento do mercado para entrar nas compras. Em São Paulo a referência subiu para R$ 136 por arroba, à vista.

As escalas no Estado oscilam ao redor de quatro dias e vêm acompanhadas de falhas. As programações mais longas são dos frigoríficos que trabalham com bois a termo e parcerias.

País

O cenário é de pouca oferta e preços em alta em todo o país, o que levou à valorização na referência em 14 praças. O preço da carne com osso segue estável em R$8,02/kg.

A expectativa em curto prazo é de que os estoques baixos continuem sustentando os atuais patamares.

Brasil vence campeonato mundial de montaria em touros

Silvano Alves, de Pilar do Sul (SP), é o novo campeão da Professional Bull Riders, da PBR

 

O peão Silvano Alves, de Pilar do Sul, no interior de São Paulo, é o novo campeão mundial de montaria em touros. Ele venceu o campeonato mundial da PBR, a Professional Bull Riders.
A final aconteceu neste domingo, dia 26, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O peão parou os oito segundos no touro Asteroid, um dos mais importantes animais da história do esporte, e garantiu nota de 87,25 pontos.
Silvano tem 26 anos e já conquistou o mundial outras duas vezes, em 2011 e 2012.

 

Precocidade Sexual


"Não se faz cruzamento sem uma vaca com boa habilidade materna e precocidade sexual. Muitos criadores acreditam que precocidade sexual é emprenhar novilhas com 14 ou 15 meses, mas se trata de manter as fêmeas ciclando aos 16,17,18 meses de tal forma, que quando você abrir a estação de monta 90% delas empenhem no máximo de 21 a 25 dias de trabalho", José Bento Stermann Ferraz, FZEA-USP
Carolina Rodrigues

José Bento Sterman Ferraz é geneticista com ênfase em genética quantitativa, atuando principalmente nos seguintes temas: Nelore, parâmetros genéticos, bovinos de corte e marcadores moleculares. Também é mestre e doutor em genética pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, com pós-doutorado na Universidade de Nebraska (EUA), e professor titular de Genética e Melhoramento Animal da USP.