domingo, 21 de dezembro de 2014

FELIZ NATAL


Cuidados especiais garantem o bem estar do rebanho bovino

As boas práticas de manejo são essenciais para garantir as condições de saúde dos bovinos, e consequentemente a boa qualidade da carne, produto almejado pelos consumidores do Brasil e do mundo.
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Neste contexto, é necessário utilizar as condições adequadas para alcançar o bom desempenho na produção animal: calendário de vacinação em tempo certo, nutrição equilibrada, manejo correto dos animais e ambiente saudável.

A médica veterinária da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Érika Jardim, explica algumas atitudes para alcançar os melhores resultados para uma produção saudável dos animais. Segundo Érika, atualmente o mercado mundial, anseia em consumir uma carne de qualidade e, as boas práticas na criação dos bovinos garantem ótima saúde dos animais. “É importante que o produtor siga corretamente as fases de criação dos bovinos, seguindo rigorosamente o calendário de vacinação com o uso de técnicas de aplicação corretas, água saudável, boa pastagem, tudo isso contribui para a saúde do animal”, informou.

Érika informa ainda que, entre os diversos aspectos para a saúde animal, está a vacina, um dos fatores determinantes de imunização das doenças. A vacina contra aftosa, por exemplo, o produtor deve seguir algumas técnicas como: trocar a agulha a cada dez animais vacinados e, manter o frasco de vacina numa temperatura entre 2 a 8ºC graus. “As vacinas mais comuns são as da aftosa, raiva e a brucelose. A recomendação da aplicação destas vacinas depende da idade e sexo dos animais, cada idade tem uma recomendação específica, acrescentou”.

Manejo

Outros fatores também influenciam no bem estar animal, as práticas de manejo e o meio ambiente. Entre as práticas adequadas estão: separação dos animais por faixa etária; cuidados especiais com vacas e bezerros; fazer coleta de materiais para realização de alguns exames como brucelose, leptospirose, tuberculose e verminose. Além disso, reservar pastos de boa qualidade para animais logo após a desmama; fazer rotações de cultura, pastagens e de espécies animais; pastagens e nascentes; ter destino adequado de águas servidas e de estercos; evitar áreas alagadiças ou muito úmidas para permanência dos animais; evitar pastos sujos e com presença de plantas tóxicas, entre outros cuidados.

domingo, 14 de dezembro de 2014

Estudo mostra que apenas 40% das pastagens brasileiras são economicamente viáveis

Trabalho também sustenta que a área de pastos é menor do que a registrada nas estatísticas oficiais
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Apenas 40% das pastagens brasileiras são economicamente viáveis, de acordo com estudo realizado pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).
As melhores pastagens, de acordo com a pesquisa, estão nas áreas de cerrado dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O chamado Arco do Desmatamento, no norte de Mato Grosso e sul do Pará, estão pastos de média produtividade. Já as pastagens de baixa produção espalham-se em faixas por todo o país.
Segundo o coordenador da UFG Laerty Ferreira, os dados da pesquisa são preliminares, mas foram baseados dados de fluxo de água para chegar aos resultados.
No levantamento do tamanho da área de pastagem no Brasil, os números do estudo entram em conflito com as estatísticas oficiais, que mostram 220 milhões de hectares. A pesquisa, no entanto, chegou a uma área de 172 milhões de hectares de pastagem plantada. 
– É um numero que a gente acredita que seja consistente. Obviamente, precisa ser validado em campo com um trabalho de mapeamento – diz Ferreira.
Atualmente, a produtividade da pecuária brasileira está em um animal por hectare. Para o coordenador da UFG, se essa média for elevada em 30%, há a possibilidade de liberar 44 milhões de hectares para a agricultura, sem desmatar nada. Ele afirma que pequenas mudanças na lotação da pastagem podem liberar algumas áreas.
A Fundação Gordon Moor, dos Estados Unidos, vai investir mais de um milhão de reais para dar continuidade ao projeto. Nos próximos dois anos, os pesquisadores esperam gerar um mapa das pastagens brasileiras, mostrando onde estão as áreas que precisam de investimento para serem recuperadas.

Preço da arroba deve cair no início de 2015

Diminuição das exportações para a Rússia e pressão sazonal tendem a baixar o preço do boi gordo
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As oscilações da arroba do boi gordo devem ter uma média de R$ 2,00 até o fim do ano, aponta o analista de mercado da Informa FNP José Vicente Ferraz.
O mercado do boi gordo já iniciou esta semana com leve queda nos contratos negociados na BM&FBovespa. Por volta das 10h, o vencimento de dezembro recuava 0,07%, com a arroba cotada a R$ 143,60. Já o contrato para janeiro de 2015 registrava perda 0,08%, a R$ 141,35 por arroba. A partir de janeiro, a expectativa do analista é de baixa nas cotações devido a uma pressão sazonal e ao aumento da oferta. A projeção de recuo nas exportações também deve contribuir para a queda dos preços do boi.
– O produtor deve comercializar seus lotes com tranquilidade até o fim do ano, sem muitas oscilações de preço, mas programar as vendas do início de 2015 prevendo pressão de baixa – sugere.
Ferraz destaca que, historicamente, as vendas externas caem em dezembro e janeiro. No entanto, a recessão do mercado russo, maior comprador de carne do mundo, pode gerar um impacto global no comércio bovino em 2015. 
– A Rússia deixou a situação mais aguda. A moeda deles está desvalorizando demais e a importação está ficando cara. Eles são grandes compradores da carne bovina, de aves e de suínos do Brasil – pontua.
Segundo ele, a previsão de mais impostos na economia brasileira é outra variável que colabora para a queda no consumo interno, o que deve gerar mais recuo nas cotações. A queda no valor do petróleo também afeta diretamente as exportações.
Rússia
Na semana passada, o ministro da Economia do país, Alexei Ulyukayev, alertou que a Rússia deve entrar em recessão no ano que vem e que o rublo deve permanecer fraco em virtude da queda dos preços do petróleo e das sanções de países ocidentais. O economista sênior do Australia and New Zealand Banking Group (ANZ),  Paul Deanne, prevê que as importações russas de carne bovina em 2015 caiam ao menor nível em 15 anos. Assim, cerca de 150 mil toneladas de carne congelada do Brasil e do Paraguai, previamente destinadas à Rússia, terão que ser escoadas para outros mercados.
Além disso, de acordo com previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Brasil e Paraguai devem aumentar as exportações de carne bovina em 2015 em 220 mil toneladas, um cenário que deve reduzir os preços do produto. Segundo Deanne, dois mercados importantes para o Brasil, possivelmente capazes de absorver maiores volumes de carne, são China e Oriente Médio, que apresentaram rápida expansão da demanda pelo produto da Austrália nos últimos anos. 
Mercado doméstico abre semana em queda
De acordo com a Scot Consultoria, a oferta de animais terminados registrou melhora nos últimos dias em algumas regiões do país. As escalas de abate cresceram, gerando recuo no preço da arroba em três praças pecuárias, das 31 pesquisadas. De maneira geral, no entanto, a oferta não está abundante. No Sul da Bahia, por exemplo, a semana passada terminou com alta de R$ 6,00 por arroba. Em São Paulo, seguem ocorrendo negócios acima da referência. O consumo de carne bovina não evoluiu nos últimos dias, mesmo com o início de mês, quando a população está mais capitalizada.

Frente Parlamentar da Agropecuária obtém vitória

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O deputado federal Marcos Montes vai solicitar, ao Contran, prorrogação do prazo para emplacar máquinas agrícolas

Atual vice-presidente, a cerca de dois meses de assumir a presidência do colegiado, o deputado federal Marcos Montes (PSD/MG) comemora importante vitória da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) garante que vai solicitar, ao Conselho Nacional de Trânsito (Contran), a prorrogação do prazo para exigência de registro e emplacamento de máquinas agrícolas.
A decisão foi tomada após o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, se reunir com os deputados da Frente e representantes do Denatran e ouvir as queixas do setor no que se refere à Resolução 429 - prevista para entrar em vigor em janeiro de 2015.
Recém-eleito para a gestão 2015/2016, Marcos Montes lembra que ele, pessoalmente, e a FPA, enquanto colegiado, têm sido procurados por produtores de todo o Brasil, pedindo que trabalhem contra a resolução. “Dos menores aos maiores produtores brasileiros, todos entendem que a exigência de registro e emplacamento prejudica o setor”, disse Marcos Montes.
Resolução 429/2013 estabelece critérios para o registro de tratores destinados a puxar ou arrastar maquinaria de qualquer natureza ou a executar trabalhos agrícolas e de construção, de pavimentação ou guindastes.
Hoje, formada por 205 parlamentares (191 deputados federais e 14 senadores), a FPA é considerada uma das mais atuantes e influentes no Congresso Nacional e tem por principais objetivos estimular e ampliar as políticas públicas para o desenvolvimento do agronegócio nacional. Marcos Montes assume a presidência no dia 24 de fevereiro.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Como Criar uma Fazenda de Gado

Criado por Ipereira, Jack.aw

Existem muitos motivos pelo qual uma pessoa poderia querer começar uma criação de gado. Alguns criam várias cabeças para vendê-las, enquanto que outros preferem o leite desses animais. Alguns preferem exibir a criação em feiras e em outros eventos locais. Na economia atual, muitas famílias optam por criar gado para o uso pessoal. Independente de sua escolha, há algumas orientações básicas referentes à criação; desde a compra da terra até a seleção das espécies.

Passos

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    1- Faça um plano de negócios. Faça uma análise PFOA de si mesmo e da indústria do tipo de gado na qual você entrará. Planeje que tipo de vacas deseja sem procurar por raças específicas. Reflita sobre qual tipo de fazenda lhe é desejável.
    • Lembre-se de começar de baixo. Não gaste todo o seu dinheiro nas duas primeiras semanas após comprar ou herdar a fazenda/rancho. Conserte apenas muros ou prédios que representem uma prioridade sobre as outras coisas. Renove o galpão ou a casa, ou atualize as instalações relacionadas aos seus planos. Compre o maquinário em leilões, e nada inteiramente novo. Compre equipamentos e outros objetos necessários para este primeiro momento. Evite comprar apenas aquilo que quer. Você poderá realizar suas vontades após 5 ou 10 anos dentro do agronegócio.
    • Foque em ser um produtor de baixo-custo, pois este é o melhor jeito de fazer dinheiro e de começar em caso de pouca verba inicial!
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    2 - Localize a área onde pretenda criar o gado pelos próximos 10 ou 30 anos, quem sabe mais. Isto é importante, pois é preciso encontrar uma localização que seja familiar ou realmente admirável. Um lugar onde seja possível criar animais.
    • A localização varia muito. Fatores como o clima, as mudanças entre estações, mercados, vegetação e topografia diferem para cada local encontrado.
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    3- Encontre terras à venda na região onde queira começar. Mantenha em mente de que é bem provável que você tenha de hipotecar, financiar ou alugar o local se não possuir dinheiro para comprar tudo de uma vez só.
    • O preço do terreno tende a crescer em áreas com populações maiores ou cuja demanda seja muito alta.
    • Note também que é altamente recomendável comprar uma fazenda ou rancho que já possua as instalações apropriadas e cercas posicionadas em vez de optar por um terreno que tenha de ser alterado em prol de suas finalidades.
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    4- Descubra mais sobre a localização desejada. Contate o dono da área que lhe interessa e peça mais informações sobre o tipo de solo, vegetação, lucros relacionados a vendas de gado e capacidade máxima para determinados tipos de pasto, as demandas, etc. Visite os vizinhos na área e converse com eles.
    • Normalmente, os vizinhos oferecerão mais informações do que agências governamentais.
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    5- Pesquise antes para comprar os tipos certos de instalações, equipamentos e maquinários necessários para o tipo de gado escolhido. Analise sua operação e sua situação financeira para descobrir do que precisa (e não o que quer). Cercas, instalações para hidratação e comedouros são o que há de mais importante. Um trator, equipamento para manuseio de feno, jamantas, instalações de controle e outras construções também são importantes.
    • Você precisará de múltiplas construções, de um galpão e de suportes caso queira ordenhar os animais. Construa instalações para os partos, um estábulo para bezerros e outro estábulo para as vacas que não estejam sendo ordenhadas.
      • Existem diversos itens a se considerar para obter o equipamento certo para a ordenha: primeiro, as vacas já foram ordenhadas alguma vez? Com o que elas estão acostumadas? É melhor manter o mesmo tipo de estação de ordenha. Ao fazer isso sozinho, pesquise sobre quais os equipamentos adequados para sua situação.
    • A criação de gado de corte normalmente requer cercas, fontes de sombra e de água. Isso funciona especialmente bem se sua operação visar alimentar o gado apenas com grama, seja ela uma operação vaca/bezerro ou uma de engorda simples. A exceção ocorre se você quiser gastar dinheiro extra em rações para o inverno ou se preferir suplementar o gado com grãos. Há também a possibilidade da construção de um curral de engorda.
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    6- Determine o tipo de gado que você irá criar de acordo com seus objetivos e seu orçamento. As escolhas mais populares são gado leiteiro ou de corte. Tenha em mente que começar uma criação de gado leiteiro irá consumir mais tempo e dinheiro do que gado de corte, além desta requerer mais equipamentos.
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    7- Pesquise os vários tipos de raça que você pode criar. Determine a raça que irá criar de acordo com os objetivos de sua fazenda/rancho, e não de acordo com o que gosta e quer fazer. Concentre-se em uma raça em particular.
    • Escolha raças conhecidas por bom comportamento e que não sejam trabalhosas caso seu objetivo seja criar gado de corte. Hereford, Red Poll, Shorthorn, Galloway e British White são raças conhecidas pela docilidade.
      • Caso insista em criar gado Angus por causa da alta demanda em sua região, tenha muito cuidado.
    • Se quiser criar vacas para ordenhá-las, as raças mais populares são Holstein, Jersey e Pardo Suíço. Guernseys e Ayrshires são populares entre os que não vivem na América do Norte.
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    8 -Comece com algumas poucas vacas. Não exagere; compre vacas o suficiente para manter dentro do terreno comprado por um ano. Compre boas vacas: aquelas que têm conformação, temperamento, habilidades maternas e convertibilidade (entre outras coisas) e evite aquelas que parecem magras e quase morrendo. Heifers podem ser uma opção se você deseja esperar por 2 anos antes de ver terneiros; deixe as mães criarem as novilhas e você poderá vender essas vacas novas após um mês ou dois. Vacas experientes são mais facilmente administradas.
    • Evite comprar um touro caso possua apenas 4 ou 5 fêmeas; compre-o apenas quando possuir 10 vacas e não quiser mais utilizar a inseminação artificial. A inseminação é um método de procriação que lhe poupará custos caso possua apenas 2 ou 5 vacas. Se não quiser utilizar a inseminação, alugue um touro ou encontre outro produtor que concorde em cuidar das vacas até elas estarem prenhas.
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    9- Determine a quantidade de pasto necessária para a criação de gado selecionada. Decida se a terra que você possui é suficiente ou se será preciso comprar ou alugar mais pasto.
    • Determine se você cultivará feno para o gado ou se o comprará. Certifique-se de obter feno de alta qualidade.
    • Mantenha em mente que a alimentação representa 26% dos custos da criação de gado. Ter terras o suficiente nos meses de verão para o gado se alimentar reduz imensamente os custos, assim como o cultivo de feno de alta qualidade.
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    10 - Comece a manter bons relatórios de finanças, criação/bezerros, saúde/vacinações, compras/vendas e detalhes de suas operações. Os relatórios mais importantes são os financeiros, pois eles determinam se suas operações estão gerando lucros ou despesas. 
     
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    11 - Acima de tudo, divirta-se! Este é um estilo de vida exigente e estressante, mas você aprenderá muitas coisas e se manterá ocupado enquanto alimenta e administra a saúde de sua criação.

Conheça os principais conceitos sobre o crescimento de bovinos de corte


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O crescimento animal envolve interações entre fatores hormonais, nutricionais, genéticos e de metabolismo. Caracteriza-se como o aumento da massa dos tecidos do corpo, seja pela produção e multiplicação de novas células, o que defina a hiperplasia, ou pelo aumento do tamanho das células existentes (hipertrofia) (OWENS et al., 1993). O conhecimento da curva de crescimento de bovinos de corte é de extrema importância, pois fornece informações para o estabelecimento de estratégias de manejo, contribuindo para a tomada de decisão sobre a adoção de determinada tecnologia.
Um dos fatores mais importantes para determinação do peso de abate é a eficiência de ganho de peso nas várias fases da curva de crescimento. Diversos fatores alteram a eficiência do crescimento de bovinos, como o peso, idade, nutrição, genética (raça e tamanho corporal), sexo e utilização de hormônios exógenos. Os fatores citados afetam a eficiência de crescimento de animais de corte através de duas características básicas: taxa de ganho e composição química dos tecidos depositados (gordura e proteína). Quanto maior a taxa de ganho, maior a eficiência de conversão em função da diluição das exigências de manutenção, que são relativamente constantes (LANNA, 1996).
A Figura 6 mostra o crescimento em função da idade do animal. Verifica-se que o crescimento inicia por ocasião da concepção (a) e segue até maturidade do animal (d). O peso acumulado do animal em relação a sua idade segue uma curva sigmóide; esta curva é composta por uma fase pré-puberdade de auto-aceleração e de outra pós-puberdade de auto-inibição. Adequar a disponibilidade de nutrientes às exigências do animal durante estas duas fases constitui-se num dos maiores desafios para os sistemas de produção de bovinos de corte.

Destacam-se dois pontos importantes da curva. Primeiro a puberdade (c), também chamado de ponto de inflexão, onde o crescimento passa da fase de auto-aceleração para auto-inibição. A partir deste ponto, ocorrem importantes alterações na deposição dos tecidos da carcaça e na eficiência alimentar. Já a maturidade (d) ou peso adulto é o ponto no qual cessa o crescimento muscular e ósseo e o ganho de peso passa a ser composto exclusivamente de gordura.
O peso adulto é positivamente associado com o peso no qual a fase de acúmulo de gordura é iniciada. Como resultado, o bovino com potencial maior de tamanho à maturidade (raças taurinas, por exemplo), normalmente cresce mais rápido e começa a acumular gordura com peso mais elevado, em relação a seus contemporâneos de tamanho menor.
O crescimento dos tecidos ósseo, muscular e adiposo (constituintes da carcaça) ocorre de maneira seqüencial e definida. Da concepção à puberdade, o crescimento é acelerado e rápido, à custa do desenvolvimento de ossos e músculos. Por ocasião da puberdade, aumenta a deposição de gordura.
Durante o crescimento, o indivíduo experimenta aumento de massa e alteração da forma corporal, em intensidade dependente das prioridades de desenvolvimento dos tecidos, na seguinte ordem: nervoso, ósseo, muscular e adiposo.

Como pode ser observado na Figura – 7, o crescimento ósseo pós-natal é pequeno, apresentando desenvolvimento mais precoce, mantendo-se constante praticamente durante a vida toda do animal. O tecido muscular tem seu maior desenvolvimento após o nascimento, sendo mais tardio em relação aos ossos, predominando até atingir a maturidade, sendo o principal constituinte do ganho de peso. O tecido adiposo é o último a se depositar, tendo seu crescimento de maneira mais acentuada após a puberdade, quando o crescimento muscular começa a diminuir (MANELLA e BOIN, 2002). A partir deste ponto, a maior parte dos alimentos fornecidos ao animal será convertida em gordura.
* Esta dica é um trecho do primeiro módulo do curso Produção de Gado de Corte conceitos técnicos e econômicos, que é instruído pelo zootecnista e consultor em nutrição e produção de bovinos de corte, formulação de dietas e suplementos, Dr. Rafael da Costa Cervieri.