quarta-feira, 29 de junho de 2016

Faive terá 8ª edição do leilão Nelore da Aymoré

 PECUÁRIA 

Pecuarista Mencius Abraão (esq.) com Marcelo Queiroz
(Foto: Divulgação/A.I.)
A comissão organizadora da 40ª Feira Agropecuária e Industrial de Presidente Venceslau (Faive) confirmou a participação da marca Nelore Aymoré na exposição deste ano. Os animais do pecuarista Mencius Mendes Abraão serão leiloados no dia 23 de agosto, terça-feira. O evento contará também com animais de pecuaristas convidados.

O leilão contará com 70 touros Nelore PO, além de 10 animais de pecuaristas convidados. Os espécimes da marca Nelore Aymoré são destaques da Embrapa Geneplus há seis anos, fruto de um trabalho de seleção iniciado por Mencius há 17 anos. Esta será a 8ª edição do leilão.

Na edição do ano passado, todos os animais disponibilizados pela Nelore Aymoré foram arrematados. Para que neste ano a história seja a mesma, o pecuarista aposta em novas tecnologias disponíveis no mercado para melhorar o rebanho anualmente. “Passamos por uma transição no sentido do encurtamento do ciclo pecuário, de incorporação de tecnologias que agreguem no retorno econômico do rebanho nacional. O exemplo disso é o ultrassom de carcaça, que chegou ao mercado para aumentar a pressão de seleção dos rebanhos com o intuito de agregar aos selecionadores qualificações de carcaças que serão importantes no retorno econômico de seus plantéis. Nós como selecionadores temos que incorporar esta tecnologia e outras que surgirem, mas destaco essa em especial porque oferece um retorno financeiro muito rápido”, conta.

Presente pelo oitavo ano na feira, Mencius elogia a comissão e destaca a organização e divulgação que a exposição venceslauense oferece a todos os pecuaristas. “A Faive está em plena expansão, em franca consolidação no mercado do Oeste Paulista, com resultados que deixarão satisfeitos todos os presentes na feira. Se trata de um evento que se tornou referência na região na questão da organização e movimentação econômica”, finaliza.

A parceria foi comemorada por Marcelo Queiroz, presidente da comissão organizadora da exposição. Segundo ele, ações como esta preservam a essência da Faive e fortalecem o evento. “É uma parceria que vem de encontro ao nosso objetivo principal, que é o de divulgar nossa produção e auxiliar nossa região no desenvolvimento econômico”, exalta Queiroz.

Leilão
O leilão será realizado no Tatersal da Leilosul a partir das 18h de terça-feira. Os pecuaristas Ângelo Munhoz Benko, Carlos Ricci, Luiz Malacrida, entre outros, também disponibilizarão animais para arremate. Para mais informações sobre o evento, o interessado pode entrar em contato com a comissão através do telefone (18) 3271-5618.
(A.I Faive)
 
Reportagem: Eduardo Maduro

domingo, 26 de junho de 2016

Temer nega que vá taxar exportações do agro

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O presidente em exercício, Michel Temer, negou em entrevista à Rádio Estadão que o governo estaria discutindo a possibilidade de cobrar das empresas exportadoras do agronegócio uma taxação extra para ajudar a financiar a reforma da Previdência. "Não houve nenhuma discussão neste sentido de taxar o agronegócio", comentou o presidente. Na edição desta quinta­feira, o jornal O Estado de S.Paulo noticiou que o governo começou a formatar sua proposta de reforma previdenciária. Uma das alternativas seria cobrar uma contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) das empresas exportadoras do agronegócio. 'Quem vai definir a reforma da Previdência é o Congresso', diz Temer Atualmente, essas empresas, que concentram suas vendas ao exterior, não precisam recolher a contribuição. É o único setor da economia a ter esse tratamento, segundo técnicos que trabalham na proposta. Quando a venda é para o mercado interno, pagam uma alíquota de 2,6% sobre o faturamento. A proposta provocou uma forte reação negativa no setor. Até mesmo o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez oposição à ideia, que classificou como "loucura" e "abraço de afogados". Na entrevista à Rádio Estadão, Temer disse ter certeza que será possível fazer uma reforma da previdência. "Ela é indispensável. Quem vai definir a reforma da Previdência é o Congresso. E o Legislativo age impulsionado com o que acontece na sociedade", afirmou. Com informações do portal Estadão.

Arroba: preço firme, margem de frigo melhorou

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A oferta de animais terminados está restrita e tem colaborado com o cenário de preços firmes. Parte das indústrias buscam animais em outras regiões, a fim de alongar as programações de abate. O lento escoamento da carne no atacado tem feito com que alguns frigoríficos optem por abater um volume reduzido de animais. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php A margem de comercialização das indústrias que fazem a desossa (Equivalente Scot Desossa) melhorou nos últimos dias, contudo, ainda está patamar historicamente baixo. A margem do Equivalente Scot Desossa está em 11,6%, aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao início da semana. Para os próximos dias não é esperado aumento na oferta de boiadas e os preços tendem a continuar firmes na maioria das regiões. Com informações da Scot Consultoria.

Como fica o acordo com a UE após a saída britânica

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Em um encontro realizado há alguns meses em Londres, representantes do governo brasileiro foram interpelados por membros da Confederação de Indústrias Agrícolas do Reino Unido, a principal entidade do setor, sobre um tema polêmico que vem dividindo no país. Eles queriam saber a posição do Brasil sobre o Brexit ─ o plebiscito sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, realizado nesta quinta­feira. A Grã­Bretanha optou, em votação de 52% contra 48%, pela saída do bloco. "Nossa prioridade é negociar com a União Europeia e não com o Reino Unido individualmente", respondeu, então, um alto funcionário do governo brasileiro presente na reunião. Por trás da defesa do governo brasileiro pela permanência do país no bloco, estavam não apenas aspectos econômicos, mas também políticos. Isso porque, segundo apurou a BBC Brasil, o Reino Unido tem sido um dos principais "fiadores" das negociações para o tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Encabeçado pelo Brasil, o acordo sofre resistência de países como a França, temerosos de que produtos agrícolas sul­americanos possam enfraquecer a agricultura local. Por outro lado, apesar de subsidiada, a agricultura não é o forte da economia do Reino Unido (o setor responde por menos de 1% do PIB britânico), mais interessado nas perspectivas de negócio que se abririam com a ampliação do fluxo comercial ─ especialmente para os setores de indústria e de serviços. "O setor agrícola não é tão forte no Reino Unido como em outros países da Europa. O país sempre teve como princípio defender o livre comércio e está interessado nas oportunidades de investimento que vão surgir", disse à BBC Brasil uma fonte envolvida nas negociações. O Mercosul negocia há cerca de 16 anos com a União Europeia um acordo para ampliar o intercâmbio comercial entre os dois blocos. O objetivo é que o tratado envolva não só questões de barreiras tarifárias, mas também convergência e padronização de regras que facilitem a integração de cadeias produtivas. Em maio deste ano, pela primeira vez desde 2004, União Europeia e Mercosul trocaram ofertas tarifárias para negociar um acordo de livre comércio do qual foram excluídos "produtos sensíveis" ─ como carne bovina e etanol ─ para o bloco europeu, em grande parte por pressão da França, maior potência agrícola europeia, e de outros países. Mesmo assim, entidades agrícolas europeias criticaram o avanço das negociações. Segundo estudos citados por elas, a UE poderia perder até 7 bilhões de euros (R$ 27 bilhões) se firmar o tratado com o Mercosul, "que já é um grande exportador de matérias­primas agrícolas". A UE e o Mercosul vão "analisar ofertas" e voltarão a se reunir em breve, antes das férias do verão europeu (inverno no Brasil), segundo o Itamaraty. Mas não é só essa a razão que explica a preferência do Brasil em negociar com a União Europeia. Se somados todos os seus Estados­membros, o bloco europeu é hoje o principal parceiro comercial do Brasil ─ com trocas anuais da ordem US$ 70,6 bilhões (R$ 241 bilhões). "É muito mais vantajoso para o exportador brasileiro negociar com um bloco do que com um país individualmente", disse à BBC Brasil uma representante do governo brasileiro que pediu para não ser identificada "Estamos falando de um mercado de 500 milhões de pessoas contra um mercado de 64 milhões. Na hipótese de o Reino Unido deixar a União Europeia, seria necessário criar novas normas e se adaptar a elas. Isso leva tempo e custa dinheiro", acrescentou. Na outra ponta, o Reino Unido responde, atualmente, por apenas 1,5% das exportações brasileiras. Como 15º parceiro comercial do Brasil, está longe de ser economicamente desprezível, mas sua importância geopolítica dentro da EU é "muito maior", disseram especialistas à BBC Brasil. Em entrevista à BBC Brasil, Alan Charlton, embaixador do Reino Unido no Brasil entre 2008 e 2013, disse que o país sempre se mostrou favorável ao acordo de livre comércio com o Mercosul.
"Se o Reino Unido sair da União Europeia, o Brasil perde um de seus maiores apoiadores dentro do bloco europeu e isso tornaria o acordo mais difícil de ser forjado", afirmou. Na avaliação de Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV­SP, o Brasil poderia ser prejudicado pela instabilidade gerada pela eventual saída do Reino Unido do bloco europeu. Ele lembra que o Brexit (saída britânica) pode desencadear o início de um processo de ruptura maior na UE. "Em primeiro lugar, a saída do Reino Unido da União Europeia poderia provocar uma crise financeira na Europa cujas implicações seriam, sem dúvida, sentidas no Brasil. Além disso, traria de volta o risco de instabilidade no continente aumentando tensões e aprofundando divisões. Essa instabilidade não é benéfica para o Brasil em termos de comércio", afirma. "Não acredito, assim, que essas perdas sejam compensadas por acordos bilaterais que o Brasil possa a vir firmar com o Reino Unido", acrescenta. Mas Charlton faz a ressalva de que, na eventualidade de o Reino Unido sair da União Europeia, o Brasil ou até mesmo o Mercosul poderiam ter mais "facilidade" para negociar um acordo bilateral com o país "a longo prazo". "Se o Reino Unido realmente optar por abandonar a União Europeia, talvez seja mais fácil para o Brasil ­ ou até mesmo para o Mercosul ­ negociar um acordo bilateral. Um dos maiores problemas na negociação atual é a agricultura, que hoje já não tem presença forte na economia britânica", avalia. "Sem dúvida para o Brasil é mais vantajoso negociar com a União Europeia. Mas não me parece ser difícil que um acordo bilateral com o Reino Unido seja firmado numa eventual saída. Os novos governos brasileiro e argentina já se mostraram inclinados a explorar novos mercados", acrescenta. O atual ministro das Relações Exteriores, José Serra, já deu indicações de uma possível guinada na política externa. Em declarações recentes, ele disse que o Mercosul não fará "concessões unilaterais" para destravar o acordo com a União Europeia. "O Brasil não vai fazer concessões unilaterais, não faz sentido. Eles (UE) não fazem, por que nós vamos fazer?", questionou Serra a jornalistas, durante viagem no mês passado a Paris, na França. Com informações da BBC. 

Terras para pastagem: um excelente investimento

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O ativo “terras para pastagem” foi um dos investimentos mais rentáveis da última década. Apenas o ouro negociado na BM&F Bovespa – a Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo – apresentou remuneração equivalente em dez anos: uma valorização real de 83%. Na opinião de José Vicente Ferraz, diretor técnico do Informa Economics Group – Consultoria e Informações em Agronegócios (IEG­FNP), a valorização das terras para pastagem ocorre por ser um bem não reprodutível e com demanda crescente. “Além disto, estas terras também se valorizam, em particular, porque em muitos casos podem ser transformadas em áreas de lavouras mais produtivas e com maior faturamento por unidade de área”, explica. Ele, no entanto, ressalta que este mercado é de baixa liquidez e com comportamento bastante regionalizado. “As terras, de modo geral, têm baixa liquidez porque o investimento é complexo; a compra de uma gleba envolve procedimentos de investigação (das condições físicas do imóvel, potencialidades, condições legais, etc.) que normalmente demandam tempo, ademais terras nunca são iguais, portanto, o processo de negociação depende da região e leva tempo”, explica. De acordo com o diretor do IEG­FNP, os negócios do setor deverão oscilar muito nos próximos anos. “O mercado corporativo de terras, de grandes áreas, esteve parado no último ano e há expectativa de que as taxas de valorização na próxima década sejam menores que os índices observados no passado recente”, prevê Ferraz. Ele acrescenta que a indefinição do cenário político e a paralisação dos projetos de infraestrutura reduzem o potencial de retomada do mercado de terras em curto prazo. Com o desenvolvimento imobiliário, a atividade pecuária, tradicionalmente de baixa rentabilidade, torna­se bastante atrativa. Além disto, o mercado de terras tem se mostrado bastante rentável na última década e tende a manter bons níveis de valorização no longo prazo. Porém, para Ferraz, ainda é cedo para quaisquer conclusões. “Não é possível fazer uma previsão numérica, mas estamos convencidos que a taxa (média) nos próximos 10 anos será menor que nos 10 anos passados, pois teremos que recuperar uma crise que deve incluir na média taxas muito menores”, informa. Na opinião do diretor técnico do IEG­FNP, apenas a recuperação de pastos degradados já proporciona ganhos significativos de capital. “Também temos os sistemas de integração produtiva, como o ILPF, que são estratégias bastante interessantes e que podem elevar significativamente a rentabilidade da atividade com nível de riscos gerenciáveis.” Para ele, o principal gargalo do segmento de terras é o crédito. “O maior problema desse mercado, no momento, é o risco de crédito. Empresas com endividamento elevado, em alguns casos em dólar, podem colocar seus ativos em liquidação para honrar seus compromissos financeiros”, destaca. Neste sentido, ele explica que os bancos podem executar suas garantias em caso de inadimplência, gerando pressão no mercado. Segundo ele, a execução de garantias já ocorreu este ano no Mato Grosso e pode aumentar se o cenário econômico não melhorar. Com informações da SNA.

Venda de fertilizantes em alta

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As vendas de adubos totalizaram 2,35 milhões de toneladas no país em maio, segundo a Associação nacional para Difusão de Adubos (Anda). O volume aumentou 13,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Em todos os meses deste ano, as vendas de fertilizantes foram maiores em relação ao mesmo período do ano passado. No acumulado de janeiro a maio de 2016 foram entregues 10,19 milhões de toneladas de fertilizantes ao consumidor final, 12,7% a mais que em 2015. Em curto e médio prazos, a expectativa é de aumento da demanda interna por fertilizantes para o plantio da safra 2016/2017. Apesar da demanda mais firme, as quedas nos preços dos fertilizantes no mercado internacional e as recentes quedas do dólar em relação ao real têm pressionado para baixo as cotações no mercado interno.Com informações da Scot Consultoria.

domingo, 19 de junho de 2016

Abates caíram em 21 estados

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Mato Grosso registrou um recuo de 43,41 mil cabeças de bovinos abatidas no primeiro trimestre de 2016, em relação ao período o ano passado. Ao todo no Brasil 21 das 27 Unidades da Federação tiveram queda no envio de animais para os frigoríficos. Apesar da retração, Mato Grosso se mantém líder no ranking de abates de bovinos, seguido do Mato Grosso do Sul e São Paulo. Os números constam na "Estatística da Produção Pecuária", referente ao primeiro trimestre de 2016, divulgado nesta quinta-­feira, 16 de junho, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre janeiro e março foram abatidos em Mato Grosso 1,117 milhão de cabeças de bovinos, 3,7% a menos que as 1,160 milhão do período em 2015. Mesmo com a queda nos abates, o Estado registrou ganho de peso das carcaças de 2,5%. No Brasil, o decréscimo foi de 7,739 milhões de cabeças para 7,292 milhões. Desde o ano passado, Mato Grosso vem enfrentando uma diminuição no volume de animais destinados ao abate, visto o baixo estoque de machos. Além de Mato Grosso, tiveram recuo nos abates os Estados do Mato Grosso do Sul (­6,9%), Goiás (­15,2%), São Paulo (­7,5%), Rio de Janeiro (­25,9%), Espírito Santo (­6%), Minas Gerais (­15,6%), Bahia (­13,4), Sergipe (­4,3%), Alagoas (­7,6%), Pernambuco (­10,3%), Rio Grande do Norte (­13,8%), Ceará (­11%), Piauí (­10,1%), Maranhão (­2,6%), Tocantins (­5,6%), Pará (­1,3%) e Amazonas (1,4%). Com informações do Olhar Direto.