domingo, 2 de novembro de 2014

Brasil vence campeonato mundial de montaria em touros

Silvano Alves, de Pilar do Sul (SP), é o novo campeão da Professional Bull Riders, da PBR

 

O peão Silvano Alves, de Pilar do Sul, no interior de São Paulo, é o novo campeão mundial de montaria em touros. Ele venceu o campeonato mundial da PBR, a Professional Bull Riders.
A final aconteceu neste domingo, dia 26, em Las Vegas, nos Estados Unidos. O peão parou os oito segundos no touro Asteroid, um dos mais importantes animais da história do esporte, e garantiu nota de 87,25 pontos.
Silvano tem 26 anos e já conquistou o mundial outras duas vezes, em 2011 e 2012.

 

Precocidade Sexual


"Não se faz cruzamento sem uma vaca com boa habilidade materna e precocidade sexual. Muitos criadores acreditam que precocidade sexual é emprenhar novilhas com 14 ou 15 meses, mas se trata de manter as fêmeas ciclando aos 16,17,18 meses de tal forma, que quando você abrir a estação de monta 90% delas empenhem no máximo de 21 a 25 dias de trabalho", José Bento Stermann Ferraz, FZEA-USP
Carolina Rodrigues

José Bento Sterman Ferraz é geneticista com ênfase em genética quantitativa, atuando principalmente nos seguintes temas: Nelore, parâmetros genéticos, bovinos de corte e marcadores moleculares. Também é mestre e doutor em genética pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, com pós-doutorado na Universidade de Nebraska (EUA), e professor titular de Genética e Melhoramento Animal da USP.

domingo, 26 de outubro de 2014

Calor e tempo seco influenciam bem-estar animal

Com pastos mais secos, rebanho consome menos alimento e engorda pouco

 
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As altas temperaturas impactam no bem-estar animal. No quadro Dr. Pecuária desta quarta, dia 22, saiba as consequências da seca e do calor nas criações. Segundo o médico veterinário José Bráulio Florentino Júnior, a temperatura elevada e a falta de chuva prejudicam as pastagens, afetando a dinâmica de engorda do gado.
Ele explica que, com os pastos mais secos, o rebanho come menos e engorda pouco. Mesmo adaptados ao sol forte, o gado diminui o consumo alimentar, o que provoca reduções na produtividade de leite e de carne.
– O calor afeta o metabolismo dos animais, que deixam de ingerir a quantidade ideal de alimento para consumir mais líquido, uma defesa natural do organismo – diz.
Florentino explica que os animais devem ser mantidos na sombra, com bastante oferta de água e alimentação.

 

Confinamento a pasto é alternativa para ganho de peso diante da estiagem

Quadro mostra uma solução para manter o ritmo de desempenho dos animais fora do confinamento tradicional

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A estiagem deste ano foi além do esperado e as chuvas ainda estão longe do ideal para o período. Mas algumas alternativas podem ser adotadas para manter o ritmo de ganho de peso no confinamento, quando as chuvas chegarem com intensidade suficiente para a manutenção das pastagens. Conheça o confinamento a pasto, no quadro Rebanho Gordo desta semana.
Pela aparência, não parece que as novilhas, fruto de cruzamento de animais nelore com rubia galega, estão confinadas. Com idades entre 14 e 15 meses, o lote com 80 cabeças tem ganho de peso de aproximadamente 1,5 Kg por dia. Aos 18 meses, todas serão abatidas.
A opção por essa estratégia, que o técnico em agropecuária João Henrique Orfanelli chama de confinamento a pasto, foi a solução encontrada pela fazenda Gamada, do município de Nova Canaã do Norte, em Mato Grosso, para manter o ritmo de desempenho dos animais sem precisar colocar o gado no confinamento tradicional, durante o período de chuvas. Ainda teve economia em estrutura.
– Sai mais barato e a propriedade não precisa ter toda aquela estrutura para engordar o boi no cocho. O investimento que você não fez com estrutura de cocho, produção de volumoso, você tem essa alternativa de suplementação – explica Orfanelli.
A proposta é simples: o gado come ração e capim, ao mesmo tempo. O acesso ao pasto e ao cocho é livre. O segredo para não haver desperdício de nenhuma das duas fontes de alimentação é ter um controle rigoroso do consumo dos animais, com tudo anotado e calculado. Todos os dias, antes de servir o alimento, é feita a leitura de cocho. Nem muito, nem pouco. A quantidade ideal de sobra de ração corresponde ao nível chamado de leitura 1, com menos de um quilo de comida. Esse volume significa que os animais estão comendo dentro do programado para o peso deles e o suficiente para manter o ganho esperado por dia. No confinamento a pasto, cada animal come, diariamente, em torno de 6 Kg de ração.
– Inicia com 0,5% e vai elevando essa proporção do peso. Ai vai a 1%; 1,2%; 1,3%; 1,4% até o animal se limitar no cocho. Aí que vem a importância da leitura de cocho – ensina o técnico.
Na fazenda Gamada, o confinamento a pasto serve de apoio para o confinamento tradicional, que tem capacidade reduzida, apenas para 500 animais. A propriedade tem parceria com uma rede de supermercados e precisa manter a cota mensal de abates, mesmo no tempo da chuva. Para evitar perdas de alimento e também reduzir problemas de casco, a solução foi investir na cobertura dos cochos e o retorno foi maior que o esperado.
Antes de cobrir toda a linha de cocho, foi feito um experimento para saber se a sombra faria diferença no desempenho dos animais. Separou um grupo de garrotes nelore contemporâneos em dois lotes, deixando um na parte coberta e o outro na parte descoberta. O resultado, depois de três meses com o gado recebendo o mesmo tipo de alimentação, foi um ganho de peso em 100 gramas a mais por dia por animal que estava sob a cobertura.
Essa diferença de ganho de peso, segundo o tecnólogo em Zootecnia Cleber Teixeira Lima, se deve ao conforto térmico que os animais têm enquanto se alimentam. O telhado se estende por dois metros para dentro do curral e cobre todo o pé de cocho.
– O desperdício é zero, além de fornecer ao animal uma condição de conforto em relação ao cocho, mesmo no tempo não chuvoso, o que permite ao animal se alimentar na sombra – esclarece Lima.

 

Aumento dos custos anula ganho do produtor com alta na cotação do boi gordo em Mato Grosso do Sul

Segundo a Famaul, valor da arroba subiu 15,6% desde janeiro enquanto as despesas evoluíram 15,4%

 

A cotação da arroba do boi gordo passou de R$ 106,50 em janeiro deste ano, em média, para R$ 123,10 em setembro em Mato Grosso do Sul, avanço de 15,6% em nove meses. No entanto, o ganho do pecuarista foi anulado pela alta nos custos de produção.

Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), apurados pelo Departamento de Economia da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), mostram que no mesmo período o desembolso com a produção pecuária, no sistema de recria e engorda, subiu 15,4%.

Para a gestora do Departamento Econômico da Famasul, Adriana Mascarenhas, o aumento do Custo Operacional Efetivo (COE), indicador do Cepea que mede os gastos do segmento, está relacionado, entre outros fatores, ao aumento no valor do bezerro.

– O preço do bovino de reposição teve média de R$ 1.052 a cabeça no mês de setembro, 21,7% a mais que no início do ano, com isso, os gastos com insumos de reprodução, ou seja, sêmem, produtos para inseminação artificial e controle de cio, entre outros, foram os que mais pesaram no bolso do produtor.

Segundo a economista, não há projeção de que o cenário se altere nos próximos meses.

Para o diretor secretário da Famasul, Ruy Fachini, a única alternativa para o produtor sul-mato-grossense aproveitar o bom momento da pecuária, em que os preços do boi gordo apresentam recordes históricos, é não descuidar da gestão financeira da propriedade.

domingo, 19 de outubro de 2014

Oferta curta mantém tendência de alta no mercado do boi gordo

Em São Paulo valor da arroba chega a R$ 133,50 à vista

 

A oferta curta tem mantido a tendência de alta no mercado do boi gordo. Em São Paulo houve aumento de R$ 0,50/@ para a referência do animal terminado, atualmente em R$133,50/@, à vista, alta de 3,9% em 30 dias. Existem negócios, não raros, em valores maiores que a referência.

As programações relativamente tranquilas são de frigoríficos que possuem animais a termo. Empresas que dependem das compras de balcão têm dificuldade em alongar as escalas, que atendem, em média, a três dias.

Na região Sul ainda há volume de animais de pastagens de inverno, o que mantém o mercado mais calmo. No mercado atacadista de carne com osso existe dificuldade em repassar as valorizações da matéria prima devido ao consumo fraco. Os preços se mantêm. 

Pecuaristas são fisgados por notícias sobre tecnologia

A partir de abril de 2015, a Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA) será obrigatória para o transporte interestadual de animais vivos, ovos férteis e outros materiais de multiplicação animal. A e-GTA passa a ser obrigatória também para o transporte inter e intraestadual de animais vivos destinados ao abate em estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF). Leia mais

Um software desenvolvido pelo Departamento de Zootecnia da Esalq/USP, chamado de RLM Leite, mostra ao pecuarista dados precisos para os componentes da dieta dos animais. O programa detalha para o produtor de leite dados sobre o animal e o ambiente onde vive. Também é possível ver detalhes como temperatura, topografia e a distância entre o piquete e a ordenha. Depois disso, são colocados os preços de cada alimento que pode fazer parte da dieta. No Brasil, cerca de 70 produtores já utilizam o programa. Leia mais

Com a crise no setor sucroenergético, os produtores do interior de São Paulo estão migrando para a pecuária. Com ração mais em conta e preços da arroba lá em cima, o negócio tem mudado as paisagens da região de Piracicaba. Leia mais

Os animais da raça Caracu têm uma grande contribuição no desenvolvimento da pecuária nacional. Trazida pelos portugueses em 1534 e famosa por suportar clima quente, alimentação escassa e doenças, a raça ajudou a desbravar os rincões do Brasil. Leia mais

Os campeonatos do 35° Potro do Futuro e 8ª Copa dos Campeões da Raça Quarto de Milha, de Trabalho e Conformação, serão disputados por aproximadamente 1,2 mil cavaleiros e amazonas, montados em 1.880 animais, de 13 a 19 de outubro, nas três arenas do Parque de Exposições Fernando Cruz Pimentel, em Avaré, no interior de São Paulo.