No Pantanal de Mato Grosso, pecuaristas estão desmamando bezerros com três meses de idade e levando para
a engorda. O sistema inovador tem dado resultados surpreendentes como, por exemplo, a oferta de animais
prontos para serem abatidos com até vinte meses, o que agrega valor e qualidade à carne.
Uma propriedade no município de Poconé (MT) vem, pelo terceiro ano seguido, adotando o sistema de desmama
precoce. Para o médico veterinário e gerente da fazenda Alex Oliveira, o sistema tem dado resultados positivos.
“Hoje temos alguns resultados de 680 gramas/dia para o macho e 560 gramas por fêmea. Isso jamais
conseguiria no extensivo. Hoje se fala em um abate de 24 meses, que é o que a gente está conseguindo aqui”,
disse.
Por ano, a fazenda gerenciada por Alex produz cerca de 2,5 mil bezerros, que são desmamados aos três meses
de idade. As fêmeas retornam para o pasto e os machos recebem alimentação no confinamento até irem para o
abate.
“Preparamos uma ração com bastante proteína, feita com farelo de soja, farelo de girassol e milho. O núcleo de
desmama precoce tem uma aceitação excelente”, avaliou o consultor técnico Mário Roberto Faro Dorileo Júnior,
que disse ainda que a prática tem contribuído para a reprodução do gado, principalmente para as vacas de
primeira cria: “a gente estaria livrando ela do filho para ela não perder as condições corporais e,
consequentemente, produzir outro bezerro para o próximo ano”.
Para Alex Oliveira, a técnica foi uma grata surpresa, mesmo com todo o seu conhecimento técnico. “Como
veterinário, posso falar que não acreditava muito na técnica. Posso dizer que desmamar um bezerro de três
meses é um risco, mas o que eu percebi é que está sendo fantástico para nós”, falou.
A decisão de desmamar os bezerros mais cedo tem aumentado as vendas de animais para o gerente, que credita
ao sistema uma qualidade melhor para a carne. “O marmoreio dessa carne é muito mais macia. No extensivo o
acabamento seria mais inferior, esse marmoreio tem o reflexo desde a desmama, já que são bezerros mais
tranquilos“, completou. Com informações da Embrapa e do Canal Rural.
domingo, 10 de julho de 2016
CEPEA: pressão dos frigoríficos não deu resultado
Entre 29 de junho e 6 de julho, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve ligeira alta de 0,13%,
fechando a R$ 156,00 na quartafeira, 6. Ainda que as pastagens estejam se deteriorando e que o mercado se
mostre inseguro em relação aos cenários micro e macroeconômicos, a oferta de animais para abate não é
significativa.
Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Nesse cenário, pesquisadores do Cepea relatam que os valores da arroba vêm se mantendo praticamente
estáveis, mesmo diante da forte pressão compradora. Frigoríficos têm alegado com frequência dificuldades para
a venda de carne. Operadores ligados a este elo da cadeia confirmam a diminuição dos volumes de abates, o
que resulta em menos urgência para preenchimento das escalas. Com informações do CEPEA.
domingo, 3 de julho de 2016
Arroba: oferta curta impede queda maior
Na última quinta-feira, dia 30 de junho, houve queda no preço da arroba do boi gordo na região de Araçatuba-SP.
Desde o início da semana, as cotações na região caíram R$1,50/@ , segundo levantamento da Scot Consultoria.
De um lado, temos o consumo lento da carne bovina pressionando o mercado, que leva os frigoríficos a ofertarem
preços menores que a referência pelas boiadas.
Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Do outro, a disponibilidade de animais prontos para o abate está reduzida, o que impede que os preços recuem
com maior intensidade.
No mercado atacadista de carne com osso, apesar do escoamento lento, os preços estão estáveis. Com
informações da Scot Consultoria.
Mais uma semana de queda na reposição
Mais uma semana de preços sem sustentação, com recuo de 0,4% na média de todos os estados e categorias de
animais de reposição pesquisadas pela Scot Consultoria.
Dentre os estados, destaque para o Rio Grande do Sul, com queda média semanal de 1,3%, puxada pelas
categorias jovens.
Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Além deste estado, Paraná, Rondônia e Maranhão também registraram reduções médias superiores a 1,0%
nesta semana (1,2%, 1,1% e 1,1%, respectivamente).
A situação de preços mais frouxos nos estados do sul é estimulada pelas geadas e más condições do pasto, que
afetam a capacidade de suporte da pastagem e desanimam os compradores, o que torna o mercado vendedor.
Por fim, o panorama geral do levantamento é de queda nos preços, com gradativa recuperação do poder de
compra do invernista e, sobretudo, do recriador. Com informações do Diário de Cuiabá.
Confinamento pode cair até 15% em 2016
A alta nos preços do milho e a expectativa de uma safra menor do grão devem provocar queda de 11% a 15% na
intenção de confinamento de bovinos neste ano no país. A projeção foi feita a partir de levantamento com
pecuaristas durante o Rally da Pecuária 2016. Caso confirmada, a perspectiva é de redução de 580 mil cabeças,
o que implicaria numa queda de 5,2 milhões para 4,6 milhões de cabeças no volume total de animais terminado
no cocho no Brasil.
Produtores entrevistados durante o Rally da Pecuária afirmaram que haverá mudanças na estratégia de
suplementação dos animais, com redução do pacote nutricional. “Com isso, a tendência é de que o produtor
entregue uma menor quantidade de animais, represando parte da oferta para 2017. Mesmo os que terminarem
em 2016, a projeção é de redução no peso médio de abate e consequentemente piora na qualidade de
terminação. O impacto na receita das propriedades é direto” explica Maurício Palma Nogueira, coordenador
técnico do Rally da Pecuária.
Apesar do cenário de redução na oferta de carne cada vez mais evidente, o consultor lembra que a definição de
preços dependerá também da demanda do mercado, tanto para exportações como para o consumo interno.
“Mesmo que os produtores abatam a quantidade de animais próxima do que era esperado, o rendimento de
carcaça por animais abatidos será menor que em 2015”, completa Nogueira.
Segundo André Pessôa, sócio diretor da Agroconsult, realizadora do Rally da Pecuária, o mercado do milho só
deverá se estabilizar no segundo semestre de 2017, quando a oferta se reequilibrar e os preços recuarem. Para
Pessôa, a exportação aquecida do milho é a principal responsável pela alta de mais de 40% dos preços no
mercado interno.
Os técnicos do Rally da Pecuária apuraram também que 15% a 20% dos pecuaristas, que trabalham com o maior
nível de produtividade no público avaliado pela expedição, serão responsáveis por 45% a 50% da oferta de
animais em 2016. O comportamento indica que os preços pagos no mercado tendem a se ajustar aos produtores
de maior nível tecnológico, com maior capacidade de resposta.
Com relação às pastagens, o Rally confirmou que 3% dos pastos visitados estão degradados e 9% em estágio
avançado de degradação, índice semelhante ao observado nas edições anteriores. A diferença entre os pastos
degradados e em estágio avançado de degradação reside na possibilidade de recuperação. Enquanto no
primeiro caso a única alternativa é a reforma completa da área, com replantio do capim, no segundo caso há a
possibilidade de recuperar o capim existente, revertendo o processo de degradação e evitando que a área
chegue ao estágio final. “A principal vantagem da recuperação é o custo menor, cerca de 50% a 60% do valor da
reforma. As vantagens econômicas e ambientais da recuperação são incontestáveis”, reforça Maurício Nogueira,
da Agroconsult.
Esta foi a edição do Rally da Pecuária com maior público já registrado. Mais de 1.000 questionários foram
respondidos por produtores e outros 700 por técnicos. A expedição aconteceu entre os dias 11 de abril e 10 de
junho, com sete equipes técnicas que visitaram 11 estados, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais,
Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Acre.
No total, foram percorridos cerca de 63 mil quilômetros, com a realização de 13 eventos regionais que discutiram
tendências de mercado, cenários e iniciativas para aumentar a rentabilidade na pecuária, em tópicos como
sanidade, nutrição, controle de invasoras, índices zootécnicos (reprodução), garantia da fertilidade do solo,
qualidade das pastagens, estratégias de hedge, confinamento etc.
O Rally é planejado para percorrer regiões com a maior densidade de bovinos, de acordo com dados do IBGE e
com imagens geradas pela Agrosatélite, empresa do grupo Agroconsult. Os estados visitados respondem por
mais de 83% do rebanho bovino e 90% da produção nacional de carne.
No campo, a expedição técnica conduziu entrevistas qualitativas e quantitativas com produtores para levantar,
entre outros dados, áreas de pastagem e de agricultura em cada propriedade, total de cabeças de gado,
estratégias nutricionais, confinamento, índices de fertilidade, natalidade e mortalidade, manejo da sanidade do
rebanho, uso de insumos tecnológicos nas pastagens (defensivos, corretivos e fertilizantes) e comercialização de
animais, realizando levantamento completo, in loco, das áreas de cria, recria, engorda e confinamento. Com
informações do Diário de Cuiabá.
EUA devem anunciar abertura no fim do mês
Depois de anos de tratativas, o setor pecuário brasileiro espera, para o este mês, a abertura oficial das
exportações para o mercado norteamericano. O anúncio deve vir durante visita do ministro da Agricultura, Blairo
Maggi, aos Estados Unidos no final de julho.
Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio
Camardelli, que estará na missão e palestrou na manhã de hoje (30/6) no 3º Congresso Brasileiro de Angus, em
Porto Alegre, a abertura significa um mercado diferenciado, que dá acesso ao Nafta. “Eles dão acesso a estados,
não abrem por plantas”, informou otimista. A previsão é que, além dos embarques previstos nas cotas de
exportação, o Brasil se beneficie de vendas extracota principalmente com embarque de cortes de dianteiro para
produção de hambúrguer. “O mercado norteamericano vai nos ajudar muito a equacionar a oferta de dianteiro”.
Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, a abertura do mercado
norteamericano é, há muito, esperada pelos criadores de Angus. "É uma notícia maravilhosa que confirma que a
pecuária brasileira está no caminho certo”, frisou Weber.
Outra boa notícia apresentada durante o painel “Carne de Qualidade: um caminho para a pecuária nacional” foi
que o Brasil concluiu, neste mês de junho, o protocolo para acessar a cota 481, que prevê exportação de carne
de alta qualidade, produzida em confinamento. O documento foi concluído pelo setor produtivo (Abiec, CNA,
Assocon), validado pelo Ministério da Agricultura e remetido à União Europeia. Diferente da cota Hilton (criada
para normatizar exportação de cortes específicos e mais valiosos), a cota 481 inclui um maior número de cortes e
permite ao pecuarista o uso de confinamento.
Durante sua palestra, Camardelli ainda mencionou as mudanças implementadas pela Apex para aumentar a
agressividade das ações de marketing, o que também deve contribuir significativamente nesse processo de
abertura de mercado. Apesar das inúmeras ações realizadas nos últimos anos em busca do mercado gourmet, o
Brasil segue sendo visto pelo mercado internacional como um fornecedor de carne ingrediente e culinária.
“Temos dificuldade de acessar mercado de carne gourmet, que garante uma maior valorização”, pontuo,
lembrando que o Brasil é um dos poucos países do mundo em condições de manter volumes de entrega ao
mercado internacional. Com informações da ABIEC
Arroba do boi a R$ 170 em setembro?
A relação de troca entre a arroba de boi gordo e a saca de milho está no melhor patamar do ano, segundo a
consultoria Agrifatto. A leve recuperação dos preços do boi em junho e a queda recente do milho contribuíram
para a relação favorável.
De acordo com a analista de mercado da Agrifatto Lygia Pimentel, com o valor de uma arroba de boi gordo é
possível realizar a compra de 3,7 sacas de milho. “Historicamente, a situação do pecuarista continua ruim, mas a
entrada da segunda safra de milho está colaborando para uma melhora”, diz.
O número de animais confinados também deve ser influenciado pela queda da cotação do grão. A analista afirma
que essa melhora na relação de troca deve ajudar a colocar mais animais no confinamento do segundo giro. “O
primeiro giro já está comprometido e, apesar deste cenário de menos oferta, o consumo ainda é quem está
ditando o ritmo do mercado”, afirma Lygia Pimentel.
Ela ressalta ainda que a dificuldade no acesso ao crédito também pode ter impacto sobre o número de animais
enviados ao confinamento. Isso exigiria atenção por parte do pecuarista que precisa comprar bois magros.
Até esta altura do ano, os custos de produção aumentaram no geral 30%, e a expectativa é que a arroba de boi
gordo não acompanhe essa alta.
De acordo com a analista, é realmente possível que o preço da arroba atinja R$ 170, como projetado pelo
mercado futuro. Mas, se acontecer, assegura, será uma oportunidade muito rápida e para poucos negócios.
“Acreditamos que o cenário vai ser de perda da margem do pecuarista em relação ao ano passado, por isso
fortalecemos cada vez mais a ideia de se fazer um bom planejamento”. Com informações do Canal Rural.
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