domingo, 10 de julho de 2016

Desmama aos 3 meses: é possível?

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No Pantanal de Mato Grosso, pecuaristas estão desmamando bezerros com três meses de idade e levando para a engorda. O sistema inovador tem dado resultados surpreendentes como, por exemplo, a oferta de animais prontos para serem abatidos com até vinte meses, o que agrega valor e qualidade à carne. Uma propriedade no município de Poconé (MT) vem, pelo terceiro ano seguido, adotando o sistema de desmama precoce. Para o médico veterinário e gerente da fazenda Alex Oliveira, o sistema tem dado resultados positivos. “Hoje temos alguns resultados de 680 gramas/dia para o macho e 560 gramas por fêmea. Isso jamais conseguiria no extensivo. Hoje se fala em um abate de 24 meses, que é o que a gente está conseguindo aqui”, disse. Por ano, a fazenda gerenciada por Alex produz cerca de 2,5 mil bezerros, que são desmamados aos três meses de idade. As fêmeas retornam para o pasto e os machos recebem alimentação no confinamento até irem para o abate. “Preparamos uma ração com bastante proteína, feita com farelo de soja, farelo de girassol e milho. O núcleo de desmama precoce tem uma aceitação excelente”, avaliou o consultor técnico Mário Roberto Faro Dorileo Júnior, que disse ainda que a prática tem contribuído para a reprodução do gado, principalmente para as vacas de primeira cria: “a gente estaria livrando ela do filho para ela não perder as condições corporais e, consequentemente, produzir outro bezerro para o próximo ano”. Para Alex Oliveira, a técnica foi uma grata surpresa, mesmo com todo o seu conhecimento técnico. “Como veterinário, posso falar que não acreditava muito na técnica. Posso dizer que desmamar um bezerro de três meses é um risco, mas o que eu percebi é que está sendo fantástico para nós”, falou. A decisão de desmamar os bezerros mais cedo tem aumentado as vendas de animais para o gerente, que credita ao sistema uma qualidade melhor para a carne. “O marmoreio dessa carne é muito mais macia. No extensivo o acabamento seria mais inferior, esse marmoreio tem o reflexo desde a desmama, já que são bezerros mais tranquilos“, completou. Com informações da Embrapa e do Canal Rural.

CEPEA: pressão dos frigoríficos não deu resultado

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Entre 29 de junho e 6 de julho, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa teve ligeira alta de 0,13%, fechando a R$ 156,00 na quarta­feira, 6. Ainda que as pastagens estejam se deteriorando e que o mercado se mostre inseguro em relação aos cenários micro e macroeconômicos, a oferta de animais para abate não é significativa. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Nesse cenário, pesquisadores do Cepea relatam que os valores da arroba vêm se mantendo praticamente estáveis, mesmo diante da forte pressão compradora. Frigoríficos têm alegado com frequência dificuldades para a venda de carne. Operadores ligados a este elo da cadeia confirmam a diminuição dos volumes de abates, o que resulta em menos urgência para preenchimento das escalas. Com informações do CEPEA.

domingo, 3 de julho de 2016

Arroba: oferta curta impede queda maior

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Na última quinta-­feira, dia 30 de junho, houve queda no preço da arroba do boi gordo na região de Araçatuba-­SP. Desde o início da semana, as cotações na região caíram R$1,50/@ , segundo levantamento da Scot Consultoria. De um lado, temos o consumo lento da carne bovina pressionando o mercado, que leva os frigoríficos a ofertarem preços menores que a referência pelas boiadas. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Do outro, a disponibilidade de animais prontos para o abate está reduzida, o que impede que os preços recuem com maior intensidade. No mercado atacadista de carne com osso, apesar do escoamento lento, os preços estão estáveis. Com informações da Scot Consultoria.

Mais uma semana de queda na reposição

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Mais uma semana de preços sem sustentação, com recuo de 0,4% na média de todos os estados e categorias de animais de reposição pesquisadas pela Scot Consultoria. Dentre os estados, destaque para o Rio Grande do Sul, com queda média semanal de 1,3%, puxada pelas categorias jovens. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Além deste estado, Paraná, Rondônia e Maranhão também registraram reduções médias superiores a 1,0% nesta semana (1,2%, 1,1% e 1,1%, respectivamente). A situação de preços mais frouxos nos estados do sul é estimulada pelas geadas e más condições do pasto, que afetam a capacidade de suporte da pastagem e desanimam os compradores, o que torna o mercado vendedor. Por fim, o panorama geral do levantamento é de queda nos preços, com gradativa recuperação do poder de compra do invernista e, sobretudo, do recriador. Com informações do Diário de Cuiabá.

Confinamento pode cair até 15% em 2016

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A alta nos preços do milho e a expectativa de uma safra menor do grão devem provocar queda de 11% a 15% na intenção de confinamento de bovinos neste ano no país. A projeção foi feita a partir de levantamento com pecuaristas durante o Rally da Pecuária 2016. Caso confirmada, a perspectiva é de redução de 580 mil cabeças, o que implicaria numa queda de 5,2 milhões para 4,6 milhões de cabeças no volume total de animais terminado no cocho no Brasil. Produtores entrevistados durante o Rally da Pecuária afirmaram que haverá mudanças na estratégia de suplementação dos animais, com redução do pacote nutricional. “Com isso, a tendência é de que o produtor entregue uma menor quantidade de animais, represando parte da oferta para 2017. Mesmo os que terminarem em 2016, a projeção é de redução no peso médio de abate e consequentemente piora na qualidade de terminação. O impacto na receita das propriedades é direto” explica Maurício Palma Nogueira, coordenador técnico do Rally da Pecuária. Apesar do cenário de redução na oferta de carne cada vez mais evidente, o consultor lembra que a definição de preços dependerá também da demanda do mercado, tanto para exportações como para o consumo interno. “Mesmo que os produtores abatam a quantidade de animais próxima do que era esperado, o rendimento de carcaça por animais abatidos será menor que em 2015”, completa Nogueira. Segundo André Pessôa, sócio diretor da Agroconsult, realizadora do Rally da Pecuária, o mercado do milho só deverá se estabilizar no segundo semestre de 2017, quando a oferta se reequilibrar e os preços recuarem. Para Pessôa, a exportação aquecida do milho é a principal responsável pela alta de mais de 40% dos preços no mercado interno. Os técnicos do Rally da Pecuária apuraram também que 15% a 20% dos pecuaristas, que trabalham com o maior nível de produtividade no público avaliado pela expedição, serão responsáveis por 45% a 50% da oferta de animais em 2016. O comportamento indica que os preços pagos no mercado tendem a se ajustar aos produtores de maior nível tecnológico, com maior capacidade de resposta. Com relação às pastagens, o Rally confirmou que 3% dos pastos visitados estão degradados e 9% em estágio avançado de degradação, índice semelhante ao observado nas edições anteriores. A diferença entre os pastos degradados e em estágio avançado de degradação reside na possibilidade de recuperação. Enquanto no primeiro caso a única alternativa é a reforma completa da área, com replantio do capim, no segundo caso há a possibilidade de recuperar o capim existente, revertendo o processo de degradação e evitando que a área chegue ao estágio final. “A principal vantagem da recuperação é o custo menor, cerca de 50% a 60% do valor da reforma. As vantagens econômicas e ambientais da recuperação são incontestáveis”, reforça Maurício Nogueira, da Agroconsult. Esta foi a edição do Rally da Pecuária com maior público já registrado. Mais de 1.000 questionários foram respondidos por produtores e outros 700 por técnicos. A expedição aconteceu entre os dias 11 de abril e 10 de junho, com sete equipes técnicas que visitaram 11 estados, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Pará, Rondônia e Acre. No total, foram percorridos cerca de 63 mil quilômetros, com a realização de 13 eventos regionais que discutiram tendências de mercado, cenários e iniciativas para aumentar a rentabilidade na pecuária, em tópicos como sanidade, nutrição, controle de invasoras, índices zootécnicos (reprodução), garantia da fertilidade do solo, qualidade das pastagens, estratégias de hedge, confinamento etc. O Rally é planejado para percorrer regiões com a maior densidade de bovinos, de acordo com dados do IBGE e com imagens geradas pela Agrosatélite, empresa do grupo Agroconsult. Os estados visitados respondem por mais de 83% do rebanho bovino e 90% da produção nacional de carne. No campo, a expedição técnica conduziu entrevistas qualitativas e quantitativas com produtores para levantar, entre outros dados, áreas de pastagem e de agricultura em cada propriedade, total de cabeças de gado, estratégias nutricionais, confinamento, índices de fertilidade, natalidade e mortalidade, manejo da sanidade do rebanho, uso de insumos tecnológicos nas pastagens (defensivos, corretivos e fertilizantes) e comercialização de animais, realizando levantamento completo, in loco, das áreas de cria, recria, engorda e confinamento. Com informações do Diário de Cuiabá.

EUA devem anunciar abertura no fim do mês

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Depois de anos de tratativas, o setor pecuário brasileiro espera, para o este mês, a abertura oficial das exportações para o mercado norte­americano. O anúncio deve vir durante visita do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, aos Estados Unidos no final de julho. Segundo o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antonio Camardelli, ­ que estará na missão e palestrou na manhã de hoje (30/6) no 3º Congresso Brasileiro de Angus, em Porto Alegre,­ a abertura significa um mercado diferenciado, que dá acesso ao Nafta. “Eles dão acesso a estados, não abrem por plantas”, informou otimista. A previsão é que, além dos embarques previstos nas cotas de exportação, o Brasil se beneficie de vendas extra­cota principalmente com embarque de cortes de dianteiro para produção de hambúrguer. “O mercado norte­americano vai nos ajudar muito a equacionar a oferta de dianteiro”. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Angus, José Roberto Pires Weber, a abertura do mercado norte­americano é, há muito, esperada pelos criadores de Angus. "É uma notícia maravilhosa que confirma que a pecuária brasileira está no caminho certo”, frisou Weber. Outra boa notícia apresentada durante o painel “Carne de Qualidade: um caminho para a pecuária nacional” foi que o Brasil concluiu, neste mês de junho, o protocolo para acessar a cota 481, que prevê exportação de carne de alta qualidade, produzida em confinamento. O documento foi concluído pelo setor produtivo (Abiec, CNA, Assocon), validado pelo Ministério da Agricultura e remetido à União Europeia. Diferente da cota Hilton (criada para normatizar exportação de cortes específicos e mais valiosos), a cota 481 inclui um maior número de cortes e permite ao pecuarista o uso de confinamento. Durante sua palestra, Camardelli ainda mencionou as mudanças implementadas pela Apex para aumentar a agressividade das ações de marketing, o que também deve contribuir significativamente nesse processo de abertura de mercado. Apesar das inúmeras ações realizadas nos últimos anos em busca do mercado gourmet, o Brasil segue sendo visto pelo mercado internacional como um fornecedor de carne ingrediente e culinária. “Temos dificuldade de acessar mercado de carne gourmet, que garante uma maior valorização”, pontuo, lembrando que o Brasil é um dos poucos países do mundo em condições de manter volumes de entrega ao mercado internacional. Com informações da ABIEC

Arroba do boi a R$ 170 em setembro?

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A relação de troca entre a arroba de boi gordo e a saca de milho está no melhor patamar do ano, segundo a consultoria Agrifatto. A leve recuperação dos preços do boi em junho e a queda recente do milho contribuíram para a relação favorável. De acordo com a analista de mercado da Agrifatto Lygia Pimentel, com o valor de uma arroba de boi gordo é possível realizar a compra de 3,7 sacas de milho. “Historicamente, a situação do pecuarista continua ruim, mas a entrada da segunda safra de milho está colaborando para uma melhora”, diz. O número de animais confinados também deve ser influenciado pela queda da cotação do grão. A analista afirma que essa melhora na relação de troca deve ajudar a colocar mais animais no confinamento do segundo giro. “O primeiro giro já está comprometido e, apesar deste cenário de menos oferta, o consumo ainda é quem está ditando o ritmo do mercado”, afirma Lygia Pimentel. Ela ressalta ainda que a dificuldade no acesso ao crédito também pode ter impacto sobre o número de animais enviados ao confinamento. Isso exigiria atenção por parte do pecuarista que precisa comprar bois magros. Até esta altura do ano, os custos de produção aumentaram no geral 30%, e a expectativa é que a arroba de boi gordo não acompanhe essa alta. De acordo com a analista, é realmente possível que o preço da arroba atinja R$ 170, como projetado pelo mercado futuro. Mas, se acontecer, assegura, será uma oportunidade muito rápida e para poucos negócios. “Acreditamos que o cenário vai ser de perda da margem do pecuarista em relação ao ano passado, por isso fortalecemos cada vez mais a ideia de se fazer um bom planejamento”. Com informações do Canal Rural.