domingo, 9 de outubro de 2016

Arroba: há força para novas altas?

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Mesmo com a resistência das indústrias em pagar mais, o viés do mercado é de alta. Além das valorizações em diversas praças e regiões do país, há ainda compradores ofertando R$1,00 ou R$2,00 a mais por arroba. Em Goiânia, por exemplo, mesmo com o reajuste nos preços, ainda há indústrias menores que chegam a pagar até R$3,00/@ a mais que a referência. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php A carne bovina, que deu esperança de que o caminho estava aberto para valorizações mais expressivas para o boi gordo, aparentemente perdeu o fôlego para seguir dando força ao mercado. O mark up dos varejistas saiu de quase 65,0% em julho e voltou a ficar próximo de 50,0% após as valorizações de agosto nas cotações dos cortes sem osso vendidos pelas indústrias. Ou seja, está claro que não há espaço para repasse aos consumidores, que seguem com poder de compra reduzido. É isso que limita novamente os pagamentos maiores para a arroba. Em São Paulo a especulação é grande. Há desde compradores que ofertam R$148,00/@, a prazo, mas estes estão bem escalados com boiadas contratadas a termo ou de parcerias, e outros que pagam R$152,00/@, à vista, sendo que neste preço é que os negócios começam a fluir com mais facilidade. No mercado de carne bovina, os preços estão estáveis, mesmo sendo o período atual de pagamento de salários e de sazonal aumento de renda da população. Com informações da Scot Consultoria.

CEPEA: preço firme para a arroba do boi gordo

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As cotações do boi gordo iniciaram outubro firmes na maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea. As compras antecipadas e o abate de animais de confinamentos próprios têm aliviado a necessidade de aquisição de certas unidades, mas não amenizam a dificuldade para aquisições no spot. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Com isso, frigoríficos, de modo geral, têm reajustado positivamente os valores de compra de animais, visando preencher as escalas mais urgentes. Segundo colaboradores do Cepea, com a saída de operadores do mercado, em especial pecuaristas, a liquidez acaba comprometida e as médias diárias oscilando, apesar de o cenário ser claramente firme. Entre 28 de setembro e 5 de outubro, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu 0,45%, fechando a R$ 152,49 nessa quarta­feira, 5. Com informações do CEPEA.

domingo, 2 de outubro de 2016

Arroba: frigoríficos pagam acima da referência

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Viés de alta no mercado. As indústrias de menor porte, que não possuem parcerias e contratos de boi a termo, têm tido dificuldade em alongar as programações de abate, o que colabora com ofertas de compra acima da referência, a fim de preencher as escalas. O lado positivo para as indústrias é a melhora das margens de comercialização, o que permite aos frigoríficos pagamentos melhores para a arroba dos animais terminados. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Com isso, têm sido observadas valorizações na maioria das regiões pesquisadas pela Scot Consultoria. Das trinta e duas praças pesquisadas houve valorização para o boi gordo em três. No mercado atacadista de carne com osso, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,76/kg. Na comparação com o início da semana houve queda de 4,1%, contudo, frente ao início do mês houve valorização de 3,9%. Para curto e médio prazos a expectativa é de que os preços se mantenham firmes. Com informações da Scot Consultoria.

Exportações de gado têm forte alta

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As exportações de gado em pé cresceram 68,4% em volume nos oito primeiros meses do ano, com embarque de 176.781 cabeças, ante 104.954 no mesmo período do ano passado. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que apontou receita de US$ 124,0 milhões, ante US$ 101,7 milhões nos oito meses de 2015, alta de 21,9%. Segundo o mercado, o crescimento reflete o cenário interno menos favorável nos últimos meses, com preços da arroba pressionados e demanda enfraquecida tanto no físico quanto no atacado. Analistas dizem que a exportação de gado vivo passou a ser uma alternativa para compensar a dificuldade de negociação interna. Além do Pará, que lidera os embarques de gado em pé, com 60,3% do total, ou 106.608 cabeças, São Paulo também aparece como exportador neste ano, com 14,8% das exportações, ou 26.205 cabeças. Em junho, o Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), publicou sobre o embarque de 22 mil cabeças de bois vivos pelo porto de São Sebastião, no litoral paulista. Os animais, que fizeram o período de quarentena em uma propriedade de São José do Rio Preto, no interior do estado, partiram com destino à Turquia. A multinacional australiana Wellard foi a responsável pela operação. O Rio Grande do Sul respondeu por 11,7% dos embarques de gado vivo até agosto, o Maranhão por 6,2%, Minas Gerais 4,8% e, por fim, Santa Catarina 2,0%. Nos primeiros oito meses do ano passado, todo o gado em pé exportado pelo Brasil saiu pelo Pará, mas depois do incidente que resultou no naufrágio de um navio com 5 mil animais, em outubro de 2015, no Porto Vila do Conde, em Barcarena (PA), e que paralisou as operações naquele porto por um período, o mercado buscou alternativas. Em relação aos países importadores, a Venezuela, que no ano passado foi responsável por mais de 57% das aquisições, este ano despencou para 4,53%, devido à atual situação política e econômica do país. Este ano, a Turquia assumiu a liderança com mais de 58% dos embarques, seguida pelo Líbano (19,7%) e Iraque (9,8%). Ainda figuraram entre os importadores deste ano o Egito (4%) e a Jordânia (3,8%). Com informações do Globo.com.

Arroba: a espera é pela virada do mês

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As cotações subiram no varejo em todos os estados pesquisados, mas as altas menores que as do atacado continuam reduzindo a margem de comercialização do elo. Em São Paulo, na média de todos os cortes a alta semanal foi de 0,5%. No mesmo intervalo, a alta o atacado foi de 2,2%. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php No Rio de Janeiro a valorização foi de 1,8%, a maior. Em Minas Gerais e no Paraná as altas foram de 0,9% e 0,4%, respectivamente. A situação da demanda limita o repasse pelo varejo das altas geradas pela disponibilidade pequena de carne no mercado atacadista. A demanda tende a melhorar nos próximos dias, com a entrada do mês e, consequentemente, dos salários. Com informações da Scot Consultoria.

Reposição segue lenta

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Mais uma semana de lentidão no mercado de reposição. A recuperação de preços no mercado do boi gordo aos poucos incentiva a compra, principalmente das categorias mais eradas. Entretanto, os compradores estão receosos quanto aos preços historicamente desfavoráveis, o que colabora para o cenário de lentidão. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Em São Paulo o boi magro (12@) está cotado em R$1,95 mil. Atualmente são necessárias 12,8 arrobas de boi gordo para a compra da categoria, valor 1,9% menor quando comparado ao mesmo período do ano passado. Por outro lado, na comparação com agosto e a média histórica, o valor é 0,8% e 5,6% maior, respectivamente. Em curto prazo, a expectativa é de firmeza, principalmente para esta categoria. A melhora gradativa nas pastagens e do mercado do boi gordo são alguns dos fatores que geram tal expectativa. Com informações da Scot Consultoria.

Por que o preço do milho caiu?

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A Câmara de Comércio Exterior prorrogou por mais três meses a importação de milho de fora do Mercosul com alíquota zero. Esta medida pode acentuar a queda de preço do produto, que vem sendo registrada em todo o país. Em mato grosso, o valor do grão já caiu quase 20% nos últimos quatro meses, desestimulado os produtores a vender o grão. Para o diretor de Commodities da INTL FCStone, Glauco Monte, a maioria dos produtores está segurando o grão. “São poucos negócios que estão acontecendo agora. O produtor perdeu aquele melhor momento, então está tentando segurar para ver se ele consegue um melhor momento. O mercado está um pouco parado”, disse. Alguns fatores justificam a queda de preço da saca do milho nos últimos meses, como a entrada de mais de 40 milhões de toneladas da segunda safra brasileira, a queda de 20% da cotação do dólar do começo do ano até agora e a desvalorização do valor do milho no mercado internacional com a expectativa da safra nos Estados Unidos. Além disso, a demanda externa pelo produto brasileiro também está menor. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o país deve exportar 30% menos milho em 2016, totalizando 20 milhões de toneladas. “Se analisarmos apenas o último trimestre de 2016, me parece que não há espaço pra quedas muito bruscas. Ele pode cair, mas a taxas menores do que nós observamos nas últimas semanas, porém, ampliando pra primeiro semestre de 2017, podemos ter quedas ainda mais intensas", analisou o pesquisador Lucílio Alves. Na visão do presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa, este é o momento para a venda dos estoques. “Seria o momento de liquidarmos os nossos estoques brasileiros, que são pequenos, mas existem. A partir disso, do final do ano pra frente, já que temos muito milho sobrando, inclusive na tentativa de baixar um pouquinho mais o milho internacional, para que ele chegue mais barato para o produtor de aves e suínos”, disse. Os produtores que negociam contratos futuros da primeira e, principalmente, da segunda safra de milho já perceberam a queda da cotação para 2017. Em Mato Grosso, existe até o risco do valor da saca ficar abaixo do preço mínimo. “Nós ouvimos negócios na região, em torno de R$ 17,50, R$ 18, R$ 19 até R$ 20. Alguns produtores, que lá no início da colheita da safrinha fizeram contratos até R$ 24, mas é muito pequena a quantidade vendida em Mato Grosso. Nos preocupa o produto que temos para vender ainda, que pode até ficar abaixo do preço mínimo que hoje é de R$ 16,50. Isto vai ligar o sinal de alerta para os produtores que ainda não fixaram nada”, concluiu o presidente da Aprosoja –MT, Endrigo Dalsin. Com informações do Canal Rural.