domingo, 17 de julho de 2016

Venda de terras a estrangeiros: votação em agosto

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A Câmara dos Deputados deve votar o projeto de lei que regulamenta e autoriza a compra de terras brasileiras por estrangeiros após o recesso parlamentar, que termina no início de agosto. A venda está restrita desde 2010, quando portaria da Advocacia­Geral da União (AGU) limitou esse tipo de operação. Mas o governo de Michel Temer já demonstrou que apoia a comercialização e pode rever a decisão da AGU. A venda de terras brasileiras a estrangeiros está restrita desde 2010, quando uma portaria da Advocacia­Geral da União limitou esse tipo de operação. Mas o governo do presidente interino, Michel Temer, já demonstrou que apoia a comercialização e pode rever a decisão da AGU. A medida tramita em regime de urgência, e foi tema de audiência pública nesta quinta­feira, dia 14, proposta pelo deputado e presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, deputado Heitor Shcuch (PSB­RS). Ele é contra o projeto de lei e quer, pelo menos, excluir riscos para a agricultura familiar com a venda de terras a estrangeiros. O projeto tem apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). O deputado federal Luiz Carlos Heinze (PPRS) , que integra a bancada ruralista, acredita que os investidores internacionais que querem aplicar capital em terras brasileiras irão se adaptar às normas. Segundo ele, não cabe ao Congresso impedir essas negociações. “Não é um capital especulativo, é um capital produtivo”, disse. Diretor do departamento de Assuntos Financeiros do Ministério das Relações Exteriores, Norberto Moretti alerta que o Brasil poderá ter que assumir compromissos internacionais, caso a proposta seja aprovada. Segundo ele, acordos de investimento dessa natureza têm entre seus fundamentos o princípio da não discriminação entre empresas brasileiras e estrangeiras. Mas pode haver exceções. “Se qualquer legislação posterior à entrada em vigor do acordo determinar algum tipo de restrição à aquisição de terra por estrangeiros, será necessário ver em que medida essas ações estão amparadas por esses acordos”, informou Moretti. Com informações do Canal Rural.

Arroba: frigoríficos continuam pressionando

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O mercado do boi gordo apresentou maior movimentação na última quarta-­feira (13/7), em relação aos últimos dias. As compras “andaram” um pouco melhor e as escalas de algumas empresas evoluíram. Das trinta e uma praças pesquisadas pela Scot Consultoria, houve seis desvalorizações e três altas. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Na região de Goiânia­GO houve queda nos preços e o boi gordo ficou cotado em R$140,00/@, à vista. Queda de 0,7% em relação ao início do mês. Em São Paulo o mercado tem andado de lado na semana e, apesar de algumas indústrias ofertarem preços abaixo da referência, a maioria dos negócios ocorre por R$155,50/@, considerando o boi gordo, à vista, na região de Araçatuba­SP. Apesar da oferta restrita de animais terminados, o lento escoamento de carne com osso no mercado atacadista mantém as margens das indústrias em patamares historicamente baixos, o que dificulta pagamentos maiores pela arroba. Com informações da Scot Consultoria.

CEPEA: arroba tem pequena variação

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Os preços da arroba vêm registrando pequenas oscilações nesta primeira quinzena de julho, resultado da entrada e saída de operadores do mercado, segundo pesquisadores do Cepea. No acumulado parcial deste mês (até o dia 13), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do boi gordo subiu 0,31%, a R$ 156,48 na quarta-­feira, 13. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php No mercado atacadista da Grande São Paulo, o traseiro registra desvalorização de 1,59% na parcial deste mês, fechando a R$ 10,53/kg na quarta. Para o dianteiro, o preço caiu 1,48%, a R$ 8,64/kg no dia 13. A ponta de agulha, por sua vez, se valorizou 0,8% no período, passando para R$ 8,70/kg na quarta. O valor médio da carcaça bovina cedeu 1,24%, fechando a R$ 9,55/kg também no dia 13. Com informações do CEPEA.

domingo, 10 de julho de 2016

Arroba: oferta curta, mercado estável

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Em Araçatuba­/SP e Barretos­/SP a arroba do boi gordo ficou cotada em R$155,50, à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. Existem indústrias ofertando preços abaixo da referência, mas com poucos negócios efetivados nestes patamares. A oferta restrita de animais é um fator limitante para as desvalorizações. Acompanhe as cotações da arroba do boi gordo e da reposição em: www.pecuaria.com.br/cotacoes.php No mercado atacadista de carne com osso os preços estão estáveis há quase um mês. O boi casado de animais castrados está em R$8,56/kg, contudo, na comparação com o início do ano houve queda de 13,5%. O escoamento da carne não dá espaço para alterações nos preços. A margem de comercialização dos frigoríficos que fazem a desossa (Equivalente Scot Desossa) voltou a recuar e está em 12,3%, queda de 0,5 ponto percentual em relação ao início da semana. Com informações da Scot Consultoria.

Qual a perspectiva para a pecuária em 2016?

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O Produto Interno Bruto (PIB) da pecuária bovina de corte é o maior entre as cinco cadeias produtivas do agronegócio brasileiro acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq­USP, em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em 2015, os segmentos de insumos, produção primária, processamento e serviços prestados à cadeia movimentaram cerca de R$ 188 bilhões, ou mais que o dobro dos R$ 91,4 bilhões estimados para a cadeia da soja. Os dados foram apresentados no informativo de análise trimestral dos custos de produção da pecuária de corte do Cepea. Proporcionalmente, no entanto, o crescimento da pecuária bovina de corte foi de 2,48%, bem abaixo dos 9,69% da cadeia da soja e dos 5,01% da cana­de­açúcar no comparativo com 2014. Por outro lado, o leite e principalmente o algodão amargaram fortes quedas em seus PIBs, de 12,3% e 16,1% respectivamente. O resultado positivo da pecuária bovina de corte refletiu o aumento de 10,2% da renda produzida pelo segmento industrial – decorrente dos maiores preços (10,36%), já que o volume processado diminuiu 7,07% – num contexto de retração de 7,87% do segmento de insumos, de 3,1% do segmento de serviços e ligeiro aumento de 1,58% da renda gerada “dentro da porteira”. No segmento de insumos, diminuiu o volume comercializado de medicamentos, sal mineral e óleo diesel, em comparação a 2014. Por outro lado, tanto no segmento primário quanto na indústria, o balanço positivo foi obtido via aumento de preços (7,68%), já que o volume produzido e abatido recuou 7,07%, refletindo ainda a estiagem de 2013, 2014 e em parte de 2015. Do segundo semestre do ano passado para este, o câmbio tem ajudado a elevar a competitividade brasileira no mercado internacional – a média do primeiro trimestre foi de R$ 3,90, valor 36% maior que a do mesmo período de 2015. Apesar do resultado não muito satisfatório nas exportações de carne bovina em 2015, com queda de 11,9% no volume embarcado, o faturamento em reais subiu 13,8%. Por outro lado, o ano foi positivo pela liberação de exportação de carne in natura de 14 estados brasileiros aos Estados Unidos e pelo início dos embarques diretos para a China. Também foram suspendidos embargos – ainda em função do caso atípico de vaca louca em 2012 – da Arábia Saudita, Iraque, África do Sul e do Japão. Perspectivas A pecuária brasileira deve seguir competitiva no mercado externo. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a expectativa é de crescimento no volume próximo de 12% e de faturamento de aproximadamente US$ 7,5 bilhões (batendo o recorde de 2014), com incremento na participação da China de US$ 1,3 bilhão. Além disso, há a expectativa de que os embarques de carne in natura aos Estados Unidos se intensifiquem no segundo semestre. A oferta de animais continua baixa, o que mantém os preços da arroba em altos patamares. O Indicador Esalq/BM&FBovespa (estado de SP) no primeiro trimestre de 2016 registrou aumentos consecutivos, com média de R$ 155,80 em março. Esse movimento é visto também no mercado futuro; o contrato Dezembro/2016 fechou a R$ 165,92 em 21 de junho. De acordo com dados do Cepea, também em parceria com a CNA, apesar da variação do Custo Operacional Total (COT) da pecuária em 2015 ter sido 11,49% superior à variação do preço da arroba, de 2,66%; a margem média por hectare da pecuária de corte, na “média Brasil” (média de todos os sistemas de produção, em 13 estados acompanhados pelo Projeto Campo Futuro – Cepea/CNA), do primeiro trimestre de 2016 apresenta significativa alta de 25,8% se comparada à do mesmo período de 2015. Nos três primeiros meses deste ano, o COT subiu 1,65%, abaixo dos 4,79% do primeiro trimestre do ano anterior, também na “média Brasil”. O informativo indica que “apesar da inflação perto de dois dígitos, do desemprego em alta, da retração da economia, das elevadas taxas de juros e do déficit público, agravados pela crise política”, esses primeiros resultados de 2016 indicam que o setor pode seguir um pouco mais otimista que outros do país. “O que resta é manter o bom planejamento da atividade e gerenciamento dos custos para o melhor uso dos recursos disponíveis, dada a diminuição da disponibilidade de crédito ao setor”, finaliza o Cepea. Com informações do CEPEA e do Canal Rural.

Agro exporta US$ 45 bi no semestre, 50% do total

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As exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 45 bilhões no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 4% em relação ao mesmo período de 2015. Os resultados foram divulgados nesta quinta­feira (7) pela Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Outro destaque no levantamento da SRI é que o setor foi responsável por quase metade (49,9%) de todas as vendas externas brasileiras no período. Além disso, as exportações ultrapassaram as importações em US$ 38,91 bilhões, ou seja, houve superávit na balança comercial. “O agronegócio brasileiro demonstra mais uma vez a sua contribuição para a economia nacional”, diz o secretário da SRI, Odilson Silva. O complexo soja continua liderando as exportações da temporada com US$ 17,23 bilhões, seguido de carnes (US$ 6,98 bilhões), produtos florestais (US$ 5 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 4,46 bilhões) e cereais, farinhas e preparações (US$ 2,4 bilhões). Os cinco principais setores somaram US$ 36 bilhões nas vendas externas. Este valor representa 80% do total exportado pelo agronegócio no primeiro semestre deste ano. A China se manteve como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, alcançando US$ 13,56 bilhões no primeiro semestre de 2016. Outros países que contribuíram para o crescimento das exportações no período foram Japão, Coreia do Sul, Paquistão, Irã e Índia. Resultado de junho As exportações do agronegócio atingiram US$ 8,31 bilhões no mês passado. Este valor representou uma queda de 8,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os cinco principais setores foram complexo soja (44,1% de participação); carnes (15,7%); complexo sucroalcooleiro (12,3%); produtos florestais (10,2%); e café (4,3%), que somaram US$ 7,20 bilhões, A Ásia respondeu por 50,2% do valor total exportado pelo Brasil em junho de 2016 (US$ 4,18 bilhões.) A China foi responsável por um terço das vendas totais do agronegócio brasileiro no mês. Com informações do Infomoney.

Agronegócio segurou tragédia econômica

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A recessão econômica terá duração de três anos e o que ainda segurou "um pouco" a tragédia foi o agronegócio. A afirmação é tanto do ex­presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, quanto da jornalista Eliane Cantanhêde durante o 11º Circuito Aprosoja. As projeções para a retomada econômica, segundo os especialistas, apontam para uma aceleração em 2018. O Brasil, afirma a jornalista Eliana Cantanhêde, conta com uma perspectiva de ter três anos consecutivos de recessão, o que não ocorre desde a grande crise econômica vivida entre 1929 e 1930. "Quando a gente olha a economia do Brasil ela foi praticamente destroçada nos últimos anos. E, quando olhamos o equilíbrio dos setores vemos que a indústria caiu seguidamente, bem como serviços e comércio. O que ainda segurou um pouco essa tragédia foi o agronegócio". A recessão de três anos, com aceleramento do crescimento da economia a partir de 2018, também foi pontuada pelo ex­presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, que junto com Catanhêde foi um dos palestrantes da noite de lançamento do Circuito Aprosoja. "O Brasil poderia ter estado em uma crise até mais profunda se não tivesse o agronegócio. Claro que ele sozinho não foi suficiente para que o Brasil tivesse um PIB positivo. Mas, certamente nessa fase de recuperação é fundamental o crescimento da produção do agronegócio". Conforme Loyola, o agronegócio é "relativamente protegido da crise por causa da capacidade de exportação", mesmo enfrentando problemas com custos elevados e volatilidade do dólar, por exemplo. Com informações da Aprosoja.