segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Saiba mais: e-GTA será obrigatória em 2015

Versão eletrônica da Guia de Trânsito Animal já existe em alguns Estados e agora passa a valer em todo o Brasil

A partir de abril de 2015, a Guia de Trânsito Animal Eletrônica (e-GTA) será obrigatória para o transporte interestadual de animais vivos, ovos férteis e outros materiais de multiplicação animal. A e-GTA passa a ser obrigatória também para o transporte inter e intraestadual de animais vivos destinados ao abate em estabelecimentos sob o Serviço de Inspeção Federal (SIF).

• GTA eletrônica deve entrar em vigor em até 180 dias
A atualização das informações cadastrais dos estabelecimentos de origem e de destino será de responsabilidade dos Órgãos Executores de Sanidade Agropecuária (OESAs), devendo estar inseridas na Base de Dados Única (BDU), da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), conforme procedimentos definidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A implementação da e-GTA, que anteriormente era apenas facultativa, adotada por alguns Estados, já trouxe avanços ao Sistema de Defesa Agropecuária Brasileiro, incentivando os Serviços Veterinários Estaduais a atualizarem o cadastro das propriedades rurais e propiciando agilidade na transmissão de dados entre as Unidades Federativas de origem e de destino.
A GTA eletrônica será expedida por sistema informatizado, utilizado pelo Serviço Oficial, cujas informações serão transmitidas a uma base de dados única, imediatamente após a emissão. A e-GTA deverá conter as seguintes informações: origem (código do estabelecimento, nome do estabelecimento, código da exploração pecuária, CPF/CNPJ do produtor rural, nome do produtor rural, município e Estado) e o destino, com as mesmas informações citadas.
A alteração foi feita na Instrução Normativa 19/2011, que regulamenta o uso da Guia de Trânsito Animal. O prazo para adequação será de 180 dias após a publicação do novo texto no Diário Oficial da União (DOU), que foi feita no último dia 3 de outubro.
Outra melhoria é o acesso imediato do Departamento de Saúde Animal (DSA) à Base de Dados da Plataforma de Gestão Agropecuária do Mapa. Essas informações eram disponibilizadas por meio de planilhas, tornando o processo de coleta e análise de dados mais demorada. A fiscalização nas estradas é realizada pelos Serviços Veterinários Estaduais, nas barreiras intra e interestaduais.

domingo, 5 de outubro de 2014

Workshop da Pecuária será realizado no dia 10 em Rondonópolis (MT)

Evento que ocorre na Estância Angela é promovido pela Acrimat

Rondonópolis é o próximo município de Mato Grosso a receber o Workshop da Pecuária de Corte em 2014. O encontro entre produtores e os acadêmicos de zootecnia e engenharia agrícola e ambiental da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) será na sexta, dia 10, na Estância Angela. A iniciativa, promovida pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), tem por objetivo identificar no campo os entraves e as soluções para os gargalos da atividade da pecuária de corte em Mato Grosso.
No evento, estudantes terão que verificar na prática as considerações teóricas apresentadas, nas edições anteriores, sobre a pecuária bovina. Os participantes serão divididos em cinco grupos e receberão uma planilha com diretrizes que apontam problemas e possíveis soluções para a atividade no campo. Os acadêmicos irão a campo para constatar ou não as informações. Após as observações, os estudantes irão apresentar os resultados para os demais grupos.
Para o consultor da Acrimat, Amado de Oliveira, a intenção é aliar a teoria ensinada em sala de aula para a prática do meio rural. No total, serão realizadas visitas a nove municípios mato-grossenses. Pontes e Lacerda, Cáceres, Confresa, Nova Xavantina e Barra do Garças já receberam o Workshop. O evento terá continuidade nas cidades de Tangará da Serra, Alta Floresta e Sinop. O diretor regional da Acrimat, Marco Túlio Eduardo Soares, ressalta que eventos como este reforçam a necessidade de investimentos na pecuária.
– O Workshop vem em boa hora, considerando que estamos em constantes modificações no setor, principalmente no uso de novas tecnologias – diz. Os temas apontados nas edições de 2012 e 2013 do projeto e que também serão tratados neste ano são: cria; reforma e recuperação de pastagens; confinamento; integração lavoura pecuária; sustentabilidade; sistema agrossilvipastoril; instalações e ambiência; manejo e conservação do solo em áreas de pastagens; intensificação da produção de carne a pasto; manejo pré-abate de bovinos de corte.

 

Mesmo com queda das exportações em setembro, carne bovina deve fechar ano com boa lucratividade

No acumulado do ano saldo é positivo em 2,6% em relação a 2013.


Em setembro, a receita das vendas externas de carne bovina alcançou US$ 441 milhões
Apesar da expectativa de maior demanda internacional, as exportações de carne bovina in natura registraram em setembro a maior queda do ano. Mesmo assim, analistas reforçam que o acumulado dos meses tem números positivos.
Em setembro, a receita das vendas externas de carne bovina alcançou US$ 441 milhões. O valor é 12,1% menor se comparado ao mesmo período do ano passado. O volume exportado também recuou. Foram pouco mais de 90 mil toneladas, recuo de 19,3%. Apesar dos números atuais, quem acompanha o mercado é bastante otimista quanto à retomada de crescimento, já que no acumulado do ano o saldo é positivo, com alta de 2,6% em relação a 2013.
– Desde 2012 a gente observa que as exportações brasileiras vinham crescendo de forma significativa em termos de valores. Isso pra um país que já exporta muita coisa, porque a gente tem que levar em consideração que um grande exportador é muito mais difícil de ter uma taxa de crescimento tão grande em relação ao pequeno exportador. O Brasil cresceu em 2012, cresceu em 2014, e pelas nossas projeções deve crescer em 2014 – diz o diretor técnico da consultoria FNP, José Vicente Ferraz.
De acordo com outro analista, Cesar de Castro Alves, da consultoria MBAgro, a diferença dos valores praticados dentro e fora do Brasil pode ser a razão da queda nas exportações. Ele lembra que os frigoríficos geralmente atuam nos dois mercados.
– Provavelmente, essa desaceleração está relacionada a um boi gordo muito caro que está sendo praticado, combinado com a pior margem do frigorífico no mercado interno. Como o preço da carne caiu no mercado interno, ainda que as exportações estejam remunerando bem, no abate você tem um deslocamento de algumas partes do mercado interno e outras para o mercado externo. Isso pode ser uma estratégia dos frigoríficos para ganhar um pouco de tempo, até que as cotações se acomodem um pouco, ou que a carne volte a subir no mercado interno, melhorando essa equação – afirma Alves.
A crescente valorização da moeda americana torna as projeções para este fim de ano ainda mais positivas. Segundo o analista da MBAgro, o dólar valorizado e a demanda interna melhoram a margem da indústria.
– Ainda que o boi fique caro, como é a expectativa, se essa carne no mercado interno permitir melhorar a conta dessa equação, a exportação tem uma expectativa muito boa, sobretudo agora que o dólar se valorizou bastante em relação ao real. E isso faz com que as nossas exportações sejam mais competitivas. A gente consegue converter mais reais com a mesma quantidade de dólares – conclui Alves.

Clima seco é propício para eliminar parasitas no rebanho

Animais parasitados apresentam baixo desempenho produtivo e podem registrar redução anual no ganho de peso.

 

O mercado de carnes e leite está cada vez mais exigente quanto à qualidade, primando por produtos saudáveis e sem resíduos químicos. Especialistas garantem que é necessário que o manejo do gado tenha um programa bem estruturado de profilaxia para evitar o aparecimento de doenças que, além de causarem perdas econômicas, desqualificam o produto.
Segundo a Embrapa Gado de Leite, um animal parasitado por vermes, por exemplo, chega a perder cerca de 250 ml de sangue diariamente, levando a anemia. Os vermes intestinais provocam diarreias, o que causa desidratação, fraqueza e perda de peso, vermes nos pulmões desencadeiam pneumonia ou algumas enfermidades com impacto direto no abate, pois quando encontrada na carne é descontado do pecuarista do valor que seria pago pelo animal.
Para o médico veterinário do Clarion Biociências, laboratório da Agroquima, Ricardo Takafashi, os animais parasitados apresentam baixo desempenho produtivo, e podem registrar redução anual no ganho de peso em 30 quilos na média, podendo a perda variar de 18 quilos a 45 quilos.
Em função das condições climáticas, o rebanho brasileiro, em sua grande maioria, inclusive o goiano, sofre com a infestação parasitária durante todo o ano e mais intensamente neste período da seca, pois os vermes necessitam de umidade para se desenvolverem no ambiente externo.
– Como no período da seca não temos ambiente propício para eles se desenvolverem fora do animal os vermes permanecem no mesmo – diz.
Takafashi explica que a utilização de vermífugos é extremamente eficaz na eliminação e controle das verminoses nesta época do ano. Segundo o especialista, a maneira mais adequada para a prevenção e o combate das verminoses é o controle estratégico.
– Os tratamentos concentram-se em períodos pré-determinados (início, meio e final da seca) nos meses de maio, julho e setembro, lembrando que a vermifugação no final da seca e início das águas também poderá ocorrer depois de setembro, conciliando com a vacinação do rebanho – explica o veterinário. 

 

Dez produtos agropecuários respondem por 33,1% das exportações brasileiras em 2014

Dados mostram que o desempenho da agropecuária ajudou a minimizar o déficit de US$ 690 milhões da balança comercial brasileira.

Impulsionadas pelo café, couros e peles, as exportações dos dez produtos do agronegócio mais comercializados pelo Brasil responderam por 33,1% do total vendido pelo país no exterior no acumulado do ano até setembro. As vendas externas destes dez produtos agropecuários renderam US$ 57,41 bilhões no período, enquanto os embarques totais somaram US$ 173,64 bilhões, segundo números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
Os dados mostram que o desempenho da agropecuária ajudou a minimizar o déficit de US$ 690 milhões da balança comercial brasileira. Outro fator que contribuiu para este cenário, segundo a CNA, foi a boa relação comercial com a China, com quem o Brasil apresentou o resultado superavitário de US$ 6,6 bilhões em relação ao comércio total.   Destaque, também, para o resultado positivo no comércio com a União Europeia, os países da América Latina (exceto o Mercosul) e do Caribe e a Europa Oriental.
O faturamento obtido com as vendas dos dois grupos - couros e peles e café em grão – foi o que mais cresceu em 2014 na comparação com o ano passado. As vendas externas do primeiro grupo alcançaram US$ 2,23 bilhões, um crescimento de 24,1% até setembro. Já as vendas do café em grão somaram US$ 4,2 bilhões, uma elevação de 23%. Ambos apresentaram resultados positivos não só no período, mas também quando comparados a setembro de 2013: altas de 10,9% para couros e peles e de 48,1% para o café.
Liderado pela soja em grão, que representa 13,1% das exportações totais do país, o ranking dos produtos mais vendidos não sofreu alterações em relação a setembro. Os demais produtos agropecuários que lideram a lista são farelo de soja, açúcar em bruto, carne de frango, carne bovina, café em grão, celulose, couros e peles, milho em grão e fumo em folhas.
A madeira serrada, apesar de representar uma fatia menos expressiva das exportações totais brasileiras, também apresentou bom desempenho, alcançando US$ 302 milhões em faturamento, um aumento de 19,6% em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com a CNA.

domingo, 28 de setembro de 2014

Conheça as raças que geram carne de alta qualidade no Brasil

Programa Giro do Boi apresenta série especial sobre raças bovinas

 

Toda semana, o Giro do Boi exibe uma série especial sobre raças bovinas, que avalia os pontos positivos e negativos de cada raça, além de fazer um balanço do mercado pecuário para elas. Confira aqui as reportagens especiais e as matérias exibidas durante o programa:

GUZERÁ
Raça guzerá é destaque em produtividade e qualidade da carne


Nos últimos anos, a guzerá foi a raça que mais cresceu em número de associados da ABCZ e foi o animal que mais evoluiu, principalmente na comercialização de touros a campo. Segundo o presidente da Associação dos Criadores de Guzerá do Brasil (ACGB), Adriano Valera Galvão, a raça vem se sobressaindo cada vez mais na produção de carne. 



HEREFORD E BRAFORD
Raças hereford e braford são referência em qualidade da carne e ganho de peso

Para Gedeão Avancini Pereira, coordenador técnico da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), o braford veio pra possibilitar a melhor adaptação da espécie hereford (que apresenta alto nível de produtividade) no clima tropical brasileiro. A precocidade do acabamento de carcaça e qualidade da carne é o carro chefe da raça.

SENEPOL
Adaptação, rusticidade e monta natural são destaques da raça senepol

A raça apresenta alta capacidade de adaptação, rusticidade, docilidade na hora de manejar, alta libido (o que favorece a monta natural) e uma carne de altíssima qualidade. Essas são as características mais citadas por criadores que passaram a fazer seleção e optaram pelo taurino.

BRAHMAN
Brahman é destaque em cruzamento industrial e qualidade da carne



Um dos principais pontos do brahman é a sua aptidão para o cruzamento industrial. Além de touro possuir uma grande capacidade de cobertura a campo. Quando cruzado com a vaca nelore, gera um desempenho muito interessante.
SIMENTAL
Alta produtividade, adaptação e qualidade de carne são atrativos da raça simental

Muitas vezes, a tradição é peça chave para a qualidade da carne. É o caso da raça simental, que está no Brasil há mais de 110 anos. Estudos aprofundados foram feitos para melhoria do gado e da produtividade dessa raça, e os resultados têm dado muito certo para os produtores desse boi rústico.

LIMOUSIN
Precocidade de terminação e velocidade no ganho de peso são diferenciais da francesa limousin 

165 anos. É aproximadamente há esse tempo que a francesa limousin está no Brasil. O primeiro boi da raça no país teria vindo direto da França, como um presente de Dom Pedro para um amigo. E todo esse tempo de vida por aqui foi um dos principais responsáveis pelo resultado impressionante que essa raça vem demonstrando.

BLONEL
Com peso acima da média, bezzeros da raça Blonel são destaque em qualidade de carne


Com berço na exigente tradição gourmet francesa, a raça sintética blonel foi desenvolvida no município de Pedreira, no interior paulista, há exatos 22 anos. A intenção de Eduardo Rocha Leão ao fundar a linhagem era abastecer o mercado de carnes para o dia a dia. Segundo ele, 85% do consumo nacional é voltado para cortes sem excesso de gordura e mais macios, que e justamente a característica dessa raça.

ANGUS
Casamento das raças angus e nelore é o futuro da pecuária brasileira
O crescimento da raça angus vem sendo vertiginoso no Brasil. Em 2014, a raça bateu recorde na venda sêmen, segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia). Os Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, na região Centro-Oeste, são os maiores produtores de meio sangue do país, representam 43% da produção de mestiços angus em território nacional.




BONSMARA
Raça bonsmara é destaque em qualidade de carne e se firma no mercado gourmet

No final de todo o trabalho árduo do criador, o que realmente importa é entregar uma carne de qualidade. Afinal, é isso que vai trazer satisfação para todas as pontas da cadeia produtiva, do pecuarista até o consumidor. Pensando nisso, muitos açougues premium na cidade de São Paulo e em todo o Brasil se preocupam em comprar carne de raças específicas para entregar ao comprador final uma mercadoria de excelência. E uma das raças mais vendidas nesses lugares é a bonsmara.

NELORE E NELORE MOCHO
Nelore, a raça mãe do Brasil, é a alavanca comercial da pecuária nacional

A chegada do nelore no Brasil iniciou no século 19, quando há registro de boiadas vindas da Índia. Hoje, não dá para imaginar o Brasil Central sem esse animal. No quadro Raças Bovinas, do Giro do Boi, veja a edição sobre a "raça mãe do Brasil", que tanto contribuiu para a evolução comercial e afetiva da sociedade com o gado. O apresentador Mauro Ortega recebe o gerente-executivo da Associação dos Criadores de Nelore (ACNB), André Locatelli, que fala sobre a adaptação do nelore ao clima tropical, sobre rusticidade e genética.

CHAROLÊS E CANCHIM
Raças charolês e canchim são destaque na produção de carne no país

O quadro Raças Bovinas, do programa Giro do Boi, desta terça, dia 26, mostra a habilidade das raças charolês e canchim – uma raça sintética, fruto do cruzamento entre o próprio charolês (5/8) com o nelore (3/8). O cruzamento dessas raças originou um forte e precoce, conhecido por ser um grande produtor de carne no país.

DEVON
Alta conversão alimentar e qualidade da carne devon chamam atenção na Expointer 2014

Rusticidade, docilidade, precocidade sexual e de acabamento de carcaça, fertilidade e grande capacidade de converter um pasto “pobre” em um produto diferenciado e lucrativo são algumas das qualidades da raça devon.


DEVON
Alta conversão alimentar e qualidade da carne devon chamam atenção na Expointer 2014

Rusticidade, docilidade, precocidade sexual e de acabamento de carcaça, fertilidade e grande capacidade de converter um pasto “pobre” em um produto diferenciado e lucrativo são algumas das qualidades da raça devon.







Como preparar suas matrizes para esta estação de monta?

Com a chegada da primavera e das chuvas, pecuaristas devem estar atentos para atingir boas taxas de prenhez

 

Nesta semana, o Giro do Boi tratou de um tema de extrema relevância para a pecuária: a reprodução. Especialistas deram dicas sobre como melhor preparar as matrizes para esse período, seja por inseminação artificial ou por monta natural. O médico veterinário Rodrigo Martins, especializado em reprodução animal, garante que para um resultado positivo, as matrizes devem apresentar um escore de condição corporal adequado (ECC) e unidade de pós-parto adequada. Para isso, a nutrição, bem-estar animal e a questão sanitária são essenciais.

– A maioria dos problemas com as matrizes que não manifestam boas taxas de prenhez está diretamente relacionada à alimentação. Os pontos de vista nutricionais e sanitários são de suma importância para a gestação de um bezerro de qualidade –afirma Martins.

Além disso, o especialista realça que as vacinações obrigatórias e estratégicas são essenciais para o rebanho, uma vez que as doenças reprodutivas afetam toda a cadeia.