segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Cuidados especiais garantem o bem estar do rebanho bovino

As boas práticas de manejo são essenciais para garantir as condições de saúde dos bovinos, e consequentemente a boa qualidade da carne, produto almejado pelos consumidores do Brasil e do mundo.
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Neste contexto, é necessário utilizar as condições adequadas para alcançar o bom desempenho na produção animal: calendário de vacinação em tempo certo, nutrição equilibrada, manejo correto dos animais e ambiente saudável.

A médica veterinária da Seagro – Secretaria da Agricultura, da Pecuária e do Desenvolvimento Agrário, Érika Jardim, explica algumas atitudes para alcançar os melhores resultados para uma produção saudável dos animais. Segundo Érika, atualmente o mercado mundial, anseia em consumir uma carne de qualidade e, as boas práticas na criação dos bovinos garantem ótima saúde dos animais. “É importante que o produtor siga corretamente as fases de criação dos bovinos, seguindo rigorosamente o calendário de vacinação com o uso de técnicas de aplicação corretas, água saudável, boa pastagem, tudo isso contribui para a saúde do animal”, informou.

Érika informa ainda que, entre os diversos aspectos para a saúde animal, está a vacina, um dos fatores determinantes de imunização das doenças. A vacina contra aftosa, por exemplo, o produtor deve seguir algumas técnicas como: trocar a agulha a cada dez animais vacinados e, manter o frasco de vacina numa temperatura entre 2 a 8ºC graus. “As vacinas mais comuns são as da aftosa, raiva e a brucelose. A recomendação da aplicação destas vacinas depende da idade e sexo dos animais, cada idade tem uma recomendação específica, acrescentou”.

Manejo
Outros fatores também influenciam no bem estar animal, as práticas de manejo e o meio ambiente. Entre as práticas adequadas estão: separação dos animais por faixa etária; cuidados especiais com vacas e bezerros; fazer coleta de materiais para realização de alguns exames como brucelose, leptospirose, tuberculose e verminose. Além disso, reservar pastos de boa qualidade para animais logo após a desmama; fazer rotações de cultura, pastagens e de espécies animais; pastagens e nascentes; ter destino adequado de águas servidas e de estercos; evitar áreas alagadiças ou muito úmidas para permanência dos animais; evitar pastos sujos e com presença de plantas tóxicas, entre outros cuidados.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Novas técnicas que integram lavoura, pecuária e floresta produzirão uma revolução na estrutura agrícola do País

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A agricultura brasileira produziu este ano 193 milhões e 600 mil toneladas de grãos, de acordo com os últimos levantamentos do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Com todas as dificuldades climáticas que prejudicaram as lavouras em diferentes regiões do País no período de governo da presidenta Dilma Rousseff, a produção de grãos entre as safras 2011/2012 e 2013/2014 cresceu à taxa de 9% ao ano.
Na safra 2014/2015 provavelmente deveremos ultrapassar 200 milhões de toneladas. O campo brasileiro estará produzindo 1 tonelada de grãos e criando um bovino por habitante, sem praticamente ter aumentado a área explorada e utilizando apenas 15% ou 16% de sua força de trabalho.
O desenvolvimento da nossa agricultura é um exemplo claro de que, quando os governos reduzem a sua intervenção no sistema de preços e apoiam o setor privado com bons programas de pesquisa, como os da Embrapa, e com bons programas de crédito e assistência técnica eficiente, como nos últimos Planos de Safra, os produtores respondem aos estímulos, ao contrário do que acreditam alguns altruístas amadores que infestam a burocracia agrária que atrapalha a administração em várias partes do Brasil.
É importante mostrar que esse imenso progresso tem sido feito com respeito às terras indígenas (584 reservas, que ocupam cerca de 14% do território nacional) e à conservação do meio ambiente (1.098 unidades, ocupando em torno de 17% do território). Quando se descontam algumas coincidências entre os dois conjuntos, chega-se a 247 milhões de hectares, ou seja, 29% do território nacional, sem levar em conta a legislação ambiental que atinge a atividade agrícola privada! Numa imperdível entrevista na Agroanalysis, o doutor Evaristo Miranda, da Embrapa, referiu-se ao registro da International Union for Conservation of Nature (IUCN), segundo o qual “os 11 países com mais de 2 milhões de quilômetros quadrados existentes no mundo – China, EUA, Rússia etc. (tirando o Brasil) – dedicam apenas 9%, em média, dos seus territórios às áreas protegidas”.
A compreensão da evidente necessidade de recuperar as nossas imensas áreas degradadas está estimulando a Embrapa, a Academia e o setor privado a desenvolverem novas técnicas de manejo agrícola que integram a lavoura, a pecuária e a exploração florestal numa estratégia (chamada de iLPF) que vem respondendo muito bem em pequenos experimentos. Tem grande probabilidade de produzir uma verdadeira revolução na estrutura agrícola.
É preciso reconhecer que tudo isso não aconteceu por acaso nem caiu do céu. A despeito da enorme confusão de comando do setor agrícola (quatro ministérios e mais Funai, Incra, Ibama etc.), o governo Dilma tem mantido o foco dos seus bons Planos de Safra. Eles avançaram em assistência ao setor privado e vêm sendo aperfeiçoados a cada ano. O Plano de Safra de 2013/2014 foi muito bem recebido pelos agricultores por suas inovações, que revelaram a sensibilidade do governo com relação aos seus problemas logísticos. Todo o crédito programado foi tomado. O novo e excelente Plano de Safra para 2014/2015 prevê uma ampliação do crédito de custeio e de investimento de quase 15%, com um pequeno aumento da taxa de juro nominal, mas com as taxas de juro reais continuando muito próximas de zero.
Um ponto notável é que pela primeira vez se incluem as florestas plantadas, o que, além de estimular os investimentos num setor muito promissor para as exportações, talvez seja uma resposta às promessas contidas na estratégia de integração lavoura-pecuária-floresta referida acima. Não menos importante é o progresso do seguro rural, que responde ao mais importante problema da agricultura: as incertezas da meteorologia. Dadas as dificuldades e seu alto custo, o progresso tem sido lento, mas seu orçamento no governo Dilma aumentou 31% ao ano (de 238 milhões de reais em 2010 para 700 milhões em 2014).
O governo se esforça para diminuir ainda mais as “incertezas” da atividade agrícola, com o Decreto nº 8.235, que regulamenta o Cadastro Ambiental Rural: nele, os proprietários devem declarar informações minuciosas, de modo a ficar visível eventual “déficit” ou “superávit” ambiental com relação ao exigido pelo Código Florestal de 2012.

Fonte: Carta Capital

USO DO SAL PROTÉICO

Do ponto de vista prático, os bovinos possuem a capacidade de usar tanto proteínas naturais (farelos, forragens etc.) como o nitrogênio não protéico, ou NNP, existente na uréia + sulfato de amônio (85% de uréia + 15% de sulfato de amônio). 
Entretanto para que isto ocorra, é necessário que exista na dieta uma quantidade adequada de carboidratos solúveis (energia). 
Quanto mais uniforme for a liberação de amônia (hidrólise do NNP) e a de carbono (digestão dos carboidratos), maior vai ser a eficiência de síntese microbiana e, conseqüentemente, desempenho animal. 
Não havendo uma disponibilidade adequada de carboidratos no momento da liberação da amônia no rúmen, esta amônia não será incorporada à massa microbiana, sendo então, absorvida do rúmen para dentro da corrente sangüínea e, posteriormente, eliminada pela urina. Este processo metabólico é indesejável, pois requer o uso de energia que poderia, de outra forma, ser utilizada para a produção.
Um outro aspecto é que se a liberação de amônia no rúmen ultrapassar a capacidade de metabolização do animal (acima de 75 mg/100 ml de líquido ruminal), vão ocorrer problemas de intoxicação, podendo inclusive levar o animal à morte. Portanto, a participação do NNP na dieta é função do nível energético da mesma. 
Por exemplo, em animais alimentados exclusivamente com grãos, a eficiência de utilização do NNP pode chegar próximo a 100%. Já com dietas de baixa qualidade, caso das pastagens na seca, esse nível de eficiência cai para 20%. Isto precisa ser considerado no momento de se balancear uma dieta e tomar decisões de quanto NNP poderá substituir a demanda total de proteína. 
Aparentemente, níveis de substituição de até 40% da proteína natural pelo NNP não afeta o consumo de pastagens na seca (Köster et al., 1996). Entretanto, apenas com níveis de substituição abaixo de 25%, desempenho animal serão aproximadamente similares à suplementos sem uréia (Cochran et al., 1998).
SAL PROTÉICO 1 - mantença
A forma mais simples e prática de se suplementar NNP para animais em pastejo, seria através da mistura mineral, considerando-se que após corrigida a deficiência protéica, a presença de fósforo e outros minerais se faz necessária para manter as funções metabólicas normais. 
O nível de NNP pode alcançar até 50% da mistura mineral (Haddad, 1984). Entretanto, normalmente o consumo dessa mistura acaba sendo muito baixo, devido à baixa palatabilidade do NNP ou aglutinação e empedramento da mistura no cocho. 
Por essa razão, surgiu o sal protéico, que, além do NNP e mistura mineral na sua composição, inclui também um farelo protéico. Esse ingrediente, além de adicionar fontes extras de nutrientes (proteína e energia), funciona também como palatabilizante. 
O objetivo fundamental do uso do sal protéico é suprir a deficiência de nitrogênio das bactérias ruminais. Isto ocorrendo, vai haver um aumento no consumo da pastagem e conseqüente maior ingestão de nutrientes, revertendo uma situação de perda de peso para mantença de peso. Abaixo é dado um exemplo dessa mistura:
 
SAL PROTÉICO 1


INGREDIENTES
PERCENTUAIS, base matéria fresca
Farelo de soja
63,8
Uréia + Sulfato de amônio
10,6
Mistura mineral
9,6
Sal comum
16

Essa mistura tem um teor de 58% de PB, com 40% de substituição do PDR por NNP. Consumo diário por animal deveria ficar entre 300 g – 400 g. Ajustes podem ser feitos variando a quantidade do sal comum. Admitindo um consumo diário de 350 g, o custo por animal será igual a R$ 0,10. Uso durante a estação seca (PB na pastagem abaixo de 7%). Desempenho animal: mantença.
 
SAL PROTÉICO 2 - 200 g/dia
Podem ocorrer situações em que não há resposta animal ao uso do sal protéico 1. Este seria o caso em que as pastagens, quando bem manejadas (carga animal adequada), apresentam boa disponibilidade de massa no início da seca. Isso permite que o animal em pastejo selecione uma dieta com mais de 7% de PB. 
Esta última situação está de acordo com o conceito básico para o uso do sal protéico, qual seja, respostas não serão obtidas quando as condições qualitativa e de disponibilidade da pastagem, permitam ao animal manter o peso vivo. 
Para estas situações, o uso do sal protéico 2, com um consumo um pouco acima do anterior é recomendado. O objetivo seria alcançar ganhos de até 200 g/ani/dia.
 
SAL PROTÉICO 2
INGREDIENTES
PERCENTUAIS, base matéria fresca
Milho moído
28
Farelo de soja
45
Uréia + Sulfato de amônio
6
Mistura mineral
10
Sal comum
11

Essa mistura tem um teor de 40% de PB, com 20% de substituição do PDR por NNP. Consumo diário por animal deveria ficar entre 500 g – 600 g. Ajustes podem ser feitos variando a quantidade do sal comum. Admitindo um consumo diário de 550 g, o custo por animal será igual a R$ 0,14. Uso durante a estação seca.
Uma condição extremamente importante para se iniciar o uso do sal protéico, é que o pasto apresente massa suficiente para suportar todo o período de suplementação, incluindo o provável aumento no consumo deste pasto devido à suplementação. 
Exemplos práticos para o uso do sal protéico, seria o de manter as condições corporais de novilhas e vacas de cria, ou peso de novilhos que serão abatidos no início do próximo período de chuva. Não é uma medida adequada para se alcançar ganho de peso, mas sim mantença. 
Em se pensando em custo, lembrar que na época da seca, proteína é o nutriente limitante e por esta razão, o uso do sal protéico normalmente apresenta um maior retorno econômico, quando comparado à suplementação protéica/energética (Wagner, 1989). Este último suplemento é popularmente conhecido como Mistura Múltipla;

Aprenda sobre a alimentação de gado de corte

A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade na criação do gado de corte


A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade na criação do gado de corte. Por isso, é indispensável que o pecuarista conheça a fundo os principais conceitos de nutrição animal e as características nutricionais dos principais alimentos.

Ao propiciar a alimentação necessária a um rebanho, entretanto, o técnico se depara com algumas questões fundamentais: as necessidades nutricionais de cada tipo de animal a ser atendido para a mantença (manutenção do peso); a velocidade de ganho de peso desejada, em cada fase da criação; a viabilidade econômica da aceleração do ganho de peso; e a disponibilidade de alimentos que possam garantir nutrição aos animais, visando a produção. Além disso, há a preocupação com os custos dos alimentos, para que a produção seja economicamente vantajosa; e as possíveis combinações que poderiam resultar num alimento que ofereça o máximo de nutrição a um custo mínimo.

Nutrição

É a partir dela que os animais podem expressar todo seu potencial genético para produção, desenvolvimento e reprodução.  As proteínas, gordura, açúcares, cálcio, minerais, vitaminas e água são elementos que devem compor a dieta, em diferentes quantidades e combinações, com um balanceamento que varia com a categoria animal, para que eles possam desempenhar todas as atividades vitais.

Para que haja um bom aproveitamento dos nutrientes, o produtor precisa conhecer as classificações dos mesmos e as categorias de alimentos que compõem a dieta dos bovinos de corte.

Os volumosos e concentrados são alimentos indispensáveis no manejo alimentar do gado.
Os volumosos e concentrados são alimentos indispensáveis no manejo alimentar do gado.

Podemos dividi-los em duas frações básicas: água e matéria seca. Vamos considerar que o valor nutritivo está na matéria seca, composta por matéria orgânica e mineral. A primeira contém carboidratos e lipídios que fornecem energia, e, ainda, dois outros elementos: proteínas e vitaminas. Já a mineral contém macro e microelementos.  Todos eles estão presentes nos dois principais alimentos fornecidos ao gado, volumosos e concentrados.

Volumosos e concentrados

Os alimentos volumosos são aqueles que contêm alto teor de fibra bruta (mais que 18%) e baixo valor energético, ou menos que 60% de NDT, que correspondem à soma de todos os nutrientes digestíveis, exceto cinzas e vitaminas contidas no alimento. Nesse grupo incluem-se as pastagens, as forrageiras para corte, fenos, silagens, restos culturais, resíduos de agroindústrias, cascas, sabugos e outros.

Os alimentos concentrados são aqueles que apresentam menos de 18% de Fibra Bruta em sua composição, porém alto teor energético, ou mais de 60% de NDT. São mais concentrados em nutrientes quando comparados aos volumosos. Podem ser divididos em energéticos e proteicos. Os primeiros, apresentando menos de 20% de proteína bruta, são representados principalmente pelos grãos de cereais (milho, sorgo, trigo, arroz, etc.) e seus subprodutos, raízes e tubérculos (mandioca, batata, etc.), as gorduras e os óleos de origem vegetal ou animal. Os proteicos apresentam mais de 20% de proteína bruta em sua composição e podem ser de origem vegetal, como as oleaginosas (soja, algodão, amendoim, etc.), de origem animal (farinha de carne, sangue, pena, etc.) excluídos os ossos e gorduras, subprodutos (farelos), excrementos de aves, “cama” de animais, biossintéticos etc.

O grão de milho triturado é o concentrado energético mais utilizado para nutrição animal em todo o Brasil. A cultura é tradicional e está presente nas principais regiões de criação. Seu valor nutritivo é considerado excelente, principalmente pelo nível de energia. Ele apresenta 8,5 a 9,0% de proteína bruta e 0,25% de fósforo.

As pastagens constituem a principal fonte de alimentos para ruminantes.
As pastagens constituem a principal fonte de alimentos para ruminantes.

A soja é a fonte de proteína de melhor qualidade para a alimentação animal e apresenta alto teor energético, pela significativa quantidade de óleo. Tem baixo teor de cálcio, de fibra, e pouco caroteno e vitamina D.

Pastagens X produtividade, quando suplementar?

No Brasil, o ano apresenta pelo menos duas estações definidas, em termos de crescimento e qualidade de forragem: uma com crescimento intenso, quando, normalmente, a qualidade é adequada; e outra, com crescimento baixo ou nulo, quando, geralmente, a qualidade da forrageira é inadequada para o desempenho animal. Além da menor oferta, o animal dispõe de um pasto pobre em proteína, com maior teor de fibra e altamente lignificada. A consequência é que em sistemas de produção baseados somente em pastagens o ano todo, os ganhos de peso são baixos ou há perda de peso.

Durante o período chuvoso, as pastagens chegam a apresentar níveis satisfatórios de proteína, energia e vitaminas, enquanto os minerais estão deficientes, impedindo o pecuarista de obter índices máximos de produtividade. Já no período de estiagem, todos os nutrientes estão deficientes nos pastos; portanto, nessa época, a suplementação de apenas um nutriente não resulta em melhores rendimentos do rebanho.

O efeito da suplementação na pastagem, na maioria das vezes, não é aditivo, mas, sim, substituto. O objetivo básico dessa suplementação é fornecer proteínas, energia e minerais aos animais; nutrientes que podem ser considerados como os pilares da suplementação no período de estiagem. Sobre a escolha do tipo de suplementação alimentar que se pretende utilizar, ressaltamos que dependerá, em grande parte, do objetivo que se tem em mente.

Conhecendo os diversos tipos de alimentos, é possível utilizar, de maneira mais racional, variadas alternativas de alimentação para bovinos de corte.  Ao escolhê-los, deve-se considerar sua disponibilidade na região, economia, praticidade e se é o que melhor atende às necessidades nutricionais do rebanho.

Por: Patrícia Tristão

Cotações Boi Gordo

Mercado Físico
Preços R$ / @ US$ / @ Vaca R$ / @
à vista 30 dias 30 dias 30 dias
SP Barretos 143,5 144,5 53,5 135,0
MG Triângulo 136,0 138,0 51,1 130,0
GO Reg. Sul 136,5 138,5 51,3 131,0
MS Dourados 138,0 140,0 51,9 130,0
RS Pelotas (kg) 4,85 4,95 1,8 4,65
BA Sul 145,0 147,0 54,4 137,0
MT Sudeste 130,0 132,0 48,9 125,0
PR Noroeste 141,0 143,0 53,0 132,0
SC Oeste *** 144,0 146,0 54,1 135,0
PA Marabá 125,0 127,0 47,0 116,0
RO Sudeste 130,0 132,0 48,9 123,0
TO Norte 126,5 128,5 47,6 118,0
RJ 134,0 136,0 50,4 123,0
   *Preços para descontar funrural     *** Prazo de 20 dias
09/01/2015

domingo, 4 de janeiro de 2015

A pecuária de corte no contexto atual e perspectivas futuras

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A pecuária de corte brasileira que vinha almejando, timidamente, desde início da década de 1990, aumento da eficiência produtiva, passou, nos últimos anos, a ter essa demanda exacerbada, especialmente, como resultado das pressões impostas pela globalização da economia. Nesse cenário, a competitividade tornou-se elemento fundamental dessa atividade e, com ela, surgiu a necessidade de se disponibilizarem, para o mercado consumidor, produtos que sejam de qualidade e apresentem baixos custos.
Na esteira dessa transformação alinham-se outras de grande importância para a cadeia produtiva da carne bovina. Dentre essas podem-se ressaltar o envelhecimento da população brasileira que, com a mudança no hábito alimentar, influenciará o setor agrícola pela demanda de alimentos saudáveis; a transformação na composição da força de trabalho familiar, com mulher e filhos participando da manutenção da casa; a concorrência com outras carnes e a mudança no comportamento dos consumidores com crescimento da prática de refeições fora de casa. 
Nesse contexto, a importância da qualidade da carne produzida surge como fator preponderante com reflexos diretos nos requerimentos de mão-de-obra de qualidade em todos os segmentos da cadeia da carne bovina. Dessa forma, faz-se necessário ressaltar que o uso de produtos que deixam resíduos na carne sofrerá restrição cada vez mais intensa.
Ainda devem ser mencionados a possibilidade de o Brasil, nos próximos anos, se fortalecer como fornecedor mundial de carne bovina com reflexos positivos na captação de divisas para o país; o potencial de incremento de consumo da carne bovina no mercado interno; a possibilidade de a carne bovina se constituir em um importante elemento no equilíbrio da balança comercial brasileira, por sua inserção no mercado mundial; a abertura do mercado brasileiro colocou o setor frente em uma competição que para ser disputada requer mudança no conceito do produto final e de estruturação da cadeia produtiva. Essa abertura foi também responsável pelo início do estabelecimento do conceito de qualidade. 
Nesse aspecto, uma exigência adicional que começa a se fazer presente está relacionada com o sistema de produção que deve ser estruturado de forma tal que resulte em menor risco ambiental. A tendência é de que tal exigência se amplie e envolva toda a cadeia produtiva.
Nesse novo cenário, outro aspecto de extrema importância, com influência direta nos sistemas produtivos, é a sustentabilidade.  A inserção definitiva da bovinocultura de corte brasileira na economia mundial e o seu fortalecimento interno, no próximo milênio, dependem da capacidade de os sistemas de produção e os demais segmentos da cadeia produtiva da carne bovina serem capazes de disponibilizar produtos saudáveis; de utilizar, de forma conservadora, os recursos não-renováveis; de garantir o bem-estar social; de aumentar a participação no mercado externo e de contribuir para a melhoria da eqüidade social.
Assim, há necessidade de se desenvolverem ações norteadas para a adequação do trinômio genótipo-ambiente-mercado, visando ao estabelecimento de um novo conceito para o setor. A atividade pecuária, especialmente os sistemas de produção, se integra no contexto global da cadeia produtiva e passa a produzir carne de qualidade, e não mais boi gordo. Tais demandas, para serem atendidas, exigem a superação de desafios de diferentes ordens, ou seja, requerem esforços nas áreas de pesquisa (desenvolvimentos científico e tecnológico), no âmbito político/desenvolvimento e, ainda, na área mercadológica. Portanto, a solução desses problemas requer um conjunto de ações estratégicas nessas áreas.

Kátia Abreu assume Mapa nesta segunda (05) e minimiza oposição

Kátia Abreu promete manter diálogo e reduzir as barreiras para os produtores rurais durante seu mandato como ministra. 

Kátia Abreu promete manter diálogo e reduzir as barreiras para os produtores rurais durante seu mandato como ministra.

A nova ministra da Agricultura, senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), afirmou que “nem Jesus Cristo agradou todo mundo” e disse que não ficou ofendida com as críticas de integrantes do PT à indicação dela para a pasta. “Nós vivemos numa democracia, nem Jesus Cristo agradou todo mundo. E eu também não pretendo. Estou acostumada com democracia e as críticas, e sou tolerante a todas elas”, declarou na chegada ao Congresso Nacional para a posse da presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (01). A solenidade oficial de troca no comando no ministério ocorre nesta segunda-feira (05) em Brasília.
Kátia Abreu também minimizou as vaias que recebeu quando o cerimonial do Palácio do Planalto a anunciou como nova integrante do primeiro escalão do governo. Questionada pela imprensa se as vaias a incomodaram, ela respondeu: “Eu nem ouvi, eu nem ouvi. Faz parte da democracia, toda unanimidade é burra, isso é normal.”
A nova ministra destacou que sua atuação no comando da pasta será marcada pelo diálogo, afirmou que ouvirá todos os setores e permitirá a participação da iniciativa privada. “Eu sempre digo que se o ministério não atrapalhar, o agronegócio vai bem, obrigada. Tenho que me esforçar para que o ministério não atrapalhe. Temos que facilitar a vida do produtor e não criar dificuldade”.
Ela ressaltou que dará “atenção total” aos produtores rurais, para que saiam da subsistência e possam ir ao mercado. “Se temos hoje 5 milhões de produtores rurais, apenas 750 mil estão na classe media rural brasileira. O foco do ministério é aumentar a grande classe media rural, buscando produtores das classes D e E”, disse. 

Decisão pessoal

A senadora Ana Rita (PT-ES) afirmou na manhã desta quinta-feira (01) que a escolha de Kátia Abreu para chefiar o Ministério da Agricultura foi uma decisão pessoal da presidente reeleita, não do PT. Militante dos direitos humanos, Ana Rita foi questionada sobre críticas de setores do PT à escolha de Kátia Abreu para o ministério. Alegam que Abreu, presidente da maior entidade ruralista do País, é defensora dos grandes produtores rurais e contrária a bandeiras históricas do partido, como a reforma agrária. “Não questiono a indicação pessoal da presidenta Dilma. Acredito que a indicação da Kátia Abreu é da cota pessoal dela”, afirmou a senadora petista.