domingo, 8 de novembro de 2015

Carne bovina volta a subir

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Foi retomada a firmeza dos preços da carne nesta semana. Nos últimos sete dias os cortes valorizaram 0,5%, segundo levantamento da Scot Consultoria, fato que foi possível devido à melhora na movimentação das vendas com o início do mês. A reposição de estoque do varejo ocorreu mais tarde desta vez, já que comumente ocorreria na última semana de outubro. O consumo continua regular, o que limita as altas de preços. Por outro lado, o recente aumento da ociosidade dos frigoríficos faz com que o volume de carne disponível no mercado esteja no mesmo ritmo da atual situação de consumo. Em relação a novembro do ano passado, a carne bovina teve valorização de 17,1% no atacado. As exportações melhoraram em outubro e colaboraram com o escoamento da produção e com a firmeza dos preços. Foram embarcadas diariamente 5,17 mil toneladas de carne bovina in natura, incremento de 13,1% frente ao volume exportado diariamente em setembro e de 4,9% em relação aos embarques diários de outubro de 2014. Em curto prazo é esperado que o movimento de alta perca força, no entanto, quedas de preços estão limitadas devido à oferta reduzida e às altas da arroba do boi gordo. Com informações da Scot Consultoria.

Frigoríficos já pagam mais pela arroba do boi

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Apesar de ter havido aumento na oferta de animais confinados ao longo da semana, sob influência das chuvas, que forçam as vendas, o mercado do boi gordo está firme. Em São Paulo as programações de abate dos frigoríficos estão heterogêneas, devido à presença de animais negociados a termo nas escalas de algumas indústrias. Há casos de redução dos abates, na tentativa de limitar os estoques. Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php De toda forma, as escalas menores forçam a ocorrência de valores acima da referência, atualmente em R$147,50/@ e R$148,50/@, à vista, respectivamente, nas regiões de Barretos e Araçatuba. No mercado atacadista de carne com osso houve alta para o preço do boi casado, tanto de animais castrados, como de inteiros. A alta foi puxada pela valorização do dianteiro, devido aos abates em ritmo menor e à melhoria da demanda. Com informações da Scot Consultoria.

domingo, 1 de novembro de 2015

Nutrição para gado de corte em confinamento

Clima, densidade populacional, manejo, estresse e doença interferem nas necessidades nutritivas dos bovinos


A alimentação é fundamental na definição  da rentabilidade dessa criação

O produtor rural precisa dar uma atenção especial à alimentação do gado, já que esta assume um papel importante. A produção de carne depende diretamente da qualidade e da quantidade do alimento oferecido ao bovino, bem como da eficiência de utilização do alimento.
São inúmeros os fatores que interferem nas necessidades nutritivas dos animais: clima, densidade populacional, manejo, estresse, doença, entre outros. Além disso, as exigências dos animais são alteradas de acordo com o aumento de peso vivo. Sendo assim, tanto a taxa quanto a eficiência de ganho de peso tendem a variar nas diferentes fases de crescimento e acabamento do animal.
Durante a formulação da quantidade de ração a ser oferecida, o primeiro passo a ser tomado pelo pecuarista é obter os valores de exigências nutricionais para cada situação específica, através de tabelas. Porém, na maioria das vezes, não é preciso preocupar-se com todos os nutrientes conhecidos.
O que o produtor precisa saber é que a produção animal está diretamente ligada ao consumo de matéria seca digestível, proteína, NDT e outros. Então, a ração balanceada é aquela que apresenta  esses elementos em proporções adequadas para atender às necessidades orgânicas do animal.
Por meio do balanceamento da ração, dertemina-se a relação entre volumoso e concentrado essencial para cada ganho de peso e para cada tipo de animal. Ou seja, as maiores taxas de ganho de peso requerem maior concentração energética, o que implica ingerir alimentos mais energéticos, ricos em carboidratos não estruturais, como é o caso do grão de milho.
Por fim, é de extrema importância que os animais sejam adaptados, gradativamente, à dieta de confinamento, principalmente aqueles que foram mantidos exclusivamente em pastagens. Pois, a falta do período de adaptação à dieta é responsável pelos distúrbios gastrintestinais, como, por exemplo, acidose e timpanismo, nos confinamentos.

Aprenda como fazer o manejo de bovinos para engorda em confinamento

O tratador deve sempre estar atento para realizar ajustes das quantidades de ração fornecidas para cada lote


A observação da aparência e do comportamento dos animais deve ser uma rotina

O manejo no confinamento deve ser feito sempre de forma calma, evitando acidentes e que os animais se estressem. Vacinações, pesagens, embarque, desembarque e transporte também devem ser realizados de maneira cuidadosa, evitando edemas e machucados que possam prejudicar a qualidade da carne, especialmente as de cortes nobres.
Sendo assim, a observação da aparência e do comportamento dos animais deve ser uma rotina. Qualquer mudança nesses dois fatores poderá ser um indicativo de algum problema. Os animais doentes deverão ser separados do lote para tratamento e poderão retornar somente após total recuperação.
Na maioria das vezes, animais doentes têm dificuldade em se alimentar, e por isso não conseguem garantir espaço no cocho e na competição com os outros animais do lote. Assim, tendem a ficar cada vez mais magros, e a desnutrição acaba deteriorando ainda mais sua condição de saúde.
No início do confinamento, entre 7 e 14 dias, os animais não estão habituados ao alto consumo de alimentos, característico do confinamento. Cabe ao pecuarista fornecer ração ao bovino de forma completa, misturada de maneira homogênea. Dessa forma, ele evita o consumo seletivo pelos animais, já que é normal consumirem primeiro alimentos concentrados e mais palatáveis.
Para que não haja excesso ou falta de alimento, o tratador deve sempre realizar ajustes nas quantidades de ração fornecidas para cada lote. Esse sistema, conhecido como manejo de arraçoamento, permite que os animais tenham sempre ração fresca e cochos limpos, evitando, assim, a diminuição do consumo por causa de fermentação dos alimentos.
Após apartar e vender todos os bois em bom estado de terminação, pode ser que  sobrem animais do lote que ainda não chegaram ao peso de venda. É aí que entra o manejo de reagrupamento de lotes, porém a união de dois lotes deverá ocorrer somente com o gado de meio e de fundo. Além disso, animais de cabeceira nunca devem ser remanejados e juntados com animais de outro lote, pois a disputa pela dominância causa estresse e redução do consumo de ração, resultando em perda de peso.

Mercado lento, mas arroba pode subir

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Mercado sem muitas alterações. Estabilidade na grande maioria das praças pecuárias pesquisadas. Em três regiões os preços subiram e em outra três, caíram. Em São Paulo, a referência está em R$148,50/@, à vista. As ofertas de compra em R$148,00/@ e R$149,00/@, na condição de pagamento citada, ganharam força ao longo da semana. Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php Caso esta tendência permaneça, com maior frequência de ofertas no limite superior, é provável que novos reajustes ocorram para o boi gordo em curto prazo. No mercado atacadista de carne bovina com osso, sem alterações de preços, com o boi casado de bovinos castrados cotado em R$9,50/kg. Nos últimos sete dias, o preço da carcaça no atacado caiu 1,3%. Ainda há expectativa quanto à melhora das vendas do início do mês, no entanto, não estão esperadas mudanças significativas de preços. A demanda enfraquecida vem regulando as altas dos preços da arroba, mesmo em momento de oferta restrita Com informações da Scot Consultoria.

Boi em alta no Mato Grosso do Sul

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A oferta restrita de animais para abate em Mato Grosso do Sul está elevando os preços do boi gordo, segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul). Na semana, compreendida entre 19 e 23 de outubro, o boi gordo registrou média de R$ 136 a arroba, 7% a mais que no mesmo período do ano passado, quando valia R$ 128,19. Para a gestora do Departamento Econômico do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, não há projeção de redução nos valores da arroba do boi gordo a curto prazo. – Além da diminuição na disponibilidade de animais terminados, há uma tendência de aumento na demanda no mercado interno, com a proximidade das festas de final de ano e com a expectativa de recebimento do 13º salário – ressalta. Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php No mercado internacional, o resultado é positivo, segundo análise da gestora da Famasul e sinaliza uma recuperação nas negociações da carne bovina sul­mato­grossense depois de um período de decréscimo. Em setembro deste ano, as vendas internacionais do setor somaram 8,9 mil toneladas, com alta de 18% em relação ao mês anterior, quando os embarques atingiram 7,57 mil toneladas. A receita das exportações do mês de setembro alcançaram US$ 40,4 milhões de dólares. – O principal fundamento para este incremento nas vendas de setembro em comparação a agosto é o câmbio registrado no período, que tornou a nossa carne mais competitiva no mercado internacional, considerando o real desvalorizado – destaca Adriana. Para a gestora da Famasul, apesar do incremento, o patamar atual está muito abaixo dos números praticados no ano anterior. – Em relação ao ano anterior, quando Mato Grosso do Sul exportou 10,6 mil toneladas de carne bovina, a queda é de 15,4%. Um dos fatores que ocasionou essa redução é crise econômica também vivida por nossos principais compradores, como a Rússia por exemplo, que por ser dependente das vendas de petróleo ­ cujo valor do barril apresentou queda de mais de 40% no acumulado dos últimos 12 meses ­ passaram a reduzir as compras de carne bovina – diz. De acordo com as informações do boletim Casa Rural, em setembro deste ano o principal importador da carne bovina sul­mato­grossense foi o Egito, com 1,8 mil toneladas, respondendo por 20,3% das vendas do Estado. Em segundo lugar no ranking de compradores ficou a Rússia, com 1,7 mil toneladas e, em seguida, com 1,6 mil toneladas ficou a Venezuela. Com informações da Famasul.

Famato quer que Mato Grosso pare de vacinar

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Em reunião realizada na semana passada com a Comissão Sul­Americana para a Luta contra a Febre Aftosa (Cosalfa), em Cuiabá (MT), o presidente da Famato, Rui Prado, pediu esforços supranacionais em prol do reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação. Prado afirma que é preciso conseguir o status o quanto antes e é preciso haver investimentos em barreiras sanitárias e seria muito bom que outros estados também conseguissem o status. Prado diz que a Cosalfa já discute um cronograma para a obtenção do reconhecimento e que o governo de Mato Grosso esteve presente no último encontro e é favorável à ideia. – O governo tem melhorado o órgão de vigilância sanitária (Indea). Estamos fazendo a nossa parte, vacinando todo o rebanho de forma coerente e responsável. Isso vai nos conferir lá na frente o status de zona livre sem vacinação – acrescenta. O presidente da Famato afirma que a credencial, obtida na Organização Mundial da Saúde Animal (OIE), deve permitir à cadeia produtiva da carne bovina em Mato Grosso acessar novos mercados. Como exemplo, Prado cita Estados Unidos, Japão e países da Europa. Oficialmente, norte­americanos já abriram seu mercado à carne bovina mato­grossense, mas frigoríficos aguardam a liberação dos embarques. A posição da Famato, porém, não é unanimidade. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) concorda que são necessários esforços integrados para alcançar a credencial, mas é contrária ao fim da vacinação contra a aftosa no curto prazo. – Queremos chegar ao status de livre de aftosa sem vacinação, mas precisamos de estruturas de vigilância adequadas para não pôr em risco duas décadas de trabalho – afirma o superintendente da entidade, Olmir Cividini. O representante se refere ao período de tempo em que Mato Grosso não registra nenhum foco da enfermidade. Como desafios a serem enfrentados para esta finalidade, Cividini ressalta a necessidade de construir postos de fiscalização. – Temos uma fronteira seca de 700 quilômetros com o exterior e isso é preocupante, sem contar as divisas com outros Estados. Tudo isso precisa ser construído e não é um trabalho só em Mato Grosso ou no Brasil, e sim na América do Sul – diz. Com informações do portal Estadão.