Foi retomada a firmeza dos preços da carne nesta semana. Nos últimos sete dias os cortes valorizaram
0,5%, segundo levantamento da Scot Consultoria, fato que foi possível devido à melhora na
movimentação das vendas com o início do mês.
A reposição de estoque do varejo ocorreu mais tarde desta vez, já que comumente ocorreria na última
semana de outubro. O consumo continua regular, o que limita as altas de preços.
Por outro lado, o recente aumento da ociosidade dos frigoríficos faz com que o volume de carne
disponível no mercado esteja no mesmo ritmo da atual situação de consumo.
Em relação a novembro do ano passado, a carne bovina teve valorização de 17,1% no atacado.
As exportações melhoraram em outubro e colaboraram com o escoamento da produção e com a firmeza
dos preços.
Foram embarcadas diariamente 5,17 mil toneladas de carne bovina in natura, incremento de 13,1%
frente ao volume exportado diariamente em setembro e de 4,9% em relação aos embarques diários de
outubro de 2014.
Em curto prazo é esperado que o movimento de alta perca força, no entanto, quedas de preços estão
limitadas devido à oferta reduzida e às altas da arroba do boi gordo. Com informações da Scot
Consultoria.
domingo, 8 de novembro de 2015
Frigoríficos já pagam mais pela arroba do boi
Apesar de ter havido aumento na oferta de animais confinados ao longo da semana, sob influência das
chuvas, que forçam as vendas, o mercado do boi gordo está firme.
Em São Paulo as programações de abate dos frigoríficos estão heterogêneas, devido à presença de
animais negociados a termo nas escalas de algumas indústrias.
Há casos de redução dos abates, na tentativa de limitar os estoques.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
De toda forma, as escalas menores forçam a ocorrência de valores acima da referência, atualmente em
R$147,50/@ e R$148,50/@, à vista, respectivamente, nas regiões de Barretos e Araçatuba.
No mercado atacadista de carne com osso houve alta para o preço do boi casado, tanto de animais
castrados, como de inteiros.
A alta foi puxada pela valorização do dianteiro, devido aos abates em ritmo menor e à melhoria da
demanda. Com informações da Scot Consultoria.
domingo, 1 de novembro de 2015
Nutrição para gado de corte em confinamento
Clima, densidade populacional, manejo, estresse e doença interferem nas necessidades nutritivas dos bovinos
A alimentação é fundamental na definição da rentabilidade dessa criação
O produtor rural precisa dar uma atenção especial à alimentação do gado,
já que esta assume um papel importante. A produção de carne depende
diretamente da qualidade e da quantidade do alimento oferecido ao bovino, bem como da eficiência de utilização do alimento.
São inúmeros os fatores que interferem nas necessidades nutritivas dos animais: clima, densidade populacional, manejo,
estresse, doença, entre outros. Além disso, as exigências dos animais
são alteradas de acordo com o aumento de peso vivo. Sendo assim, tanto a
taxa quanto a eficiência de ganho de peso tendem a variar nas
diferentes fases de crescimento e acabamento do animal.
Durante a formulação da quantidade de ração a ser oferecida, o primeiro passo a ser tomado pelo pecuarista
é obter os valores de exigências nutricionais para cada situação
específica, através de tabelas. Porém, na maioria das vezes, não é
preciso preocupar-se com todos os nutrientes conhecidos.
O que o produtor precisa saber é que a
produção animal está diretamente ligada ao consumo de matéria seca
digestível, proteína, NDT e outros. Então, a ração balanceada é aquela
que apresenta esses elementos em proporções adequadas para atender às
necessidades orgânicas do animal.
Por meio do balanceamento da ração, dertemina-se a relação entre volumoso e concentrado
essencial para cada ganho de peso e para cada tipo de animal. Ou seja,
as maiores taxas de ganho de peso requerem maior concentração
energética, o que implica ingerir alimentos mais energéticos, ricos em
carboidratos não estruturais, como é o caso do grão de milho.
Por fim, é de extrema importância que os animais sejam adaptados, gradativamente, à dieta de confinamento,
principalmente aqueles que foram mantidos exclusivamente em pastagens.
Pois, a falta do período de adaptação à dieta é responsável pelos
distúrbios gastrintestinais, como, por exemplo, acidose e timpanismo,
nos confinamentos.
Aprenda como fazer o manejo de bovinos para engorda em confinamento
O tratador deve sempre estar atento para realizar ajustes das quantidades de ração fornecidas para cada lote
A observação da aparência e do comportamento dos animais deve ser uma rotina
O manejo no confinamento
deve ser feito sempre de forma calma, evitando acidentes e que os
animais se estressem. Vacinações, pesagens, embarque, desembarque e
transporte também devem ser realizados de maneira cuidadosa, evitando
edemas e machucados que possam prejudicar a qualidade da carne,
especialmente as de cortes nobres.
Sendo assim, a observação da aparência e
do comportamento dos animais deve ser uma rotina. Qualquer mudança
nesses dois fatores poderá ser um indicativo de algum problema. Os
animais doentes deverão ser separados do lote para tratamento e poderão
retornar somente após total recuperação.
Na maioria das vezes, animais doentes
têm dificuldade em se alimentar, e por isso não conseguem garantir
espaço no cocho e na competição com os outros animais do lote. Assim,
tendem a ficar cada vez mais magros, e a desnutrição acaba deteriorando
ainda mais sua condição de saúde.
No início
do confinamento, entre 7 e 14 dias, os animais não estão habituados ao
alto consumo de alimentos, característico do confinamento. Cabe ao pecuarista fornecer ração ao bovino
de forma completa, misturada de maneira homogênea. Dessa forma, ele
evita o consumo seletivo pelos animais, já que é normal consumirem
primeiro alimentos concentrados e mais palatáveis.
Para que não haja excesso ou falta de alimento, o tratador deve sempre realizar ajustes nas quantidades de ração fornecidas para cada lote. Esse sistema, conhecido como manejo de arraçoamento,
permite que os animais tenham sempre ração fresca e cochos limpos,
evitando, assim, a diminuição do consumo por causa de fermentação dos
alimentos.
Após apartar e vender todos os bois em
bom estado de terminação, pode ser que sobrem animais do lote que ainda
não chegaram ao peso de venda. É aí que entra o manejo de reagrupamento de lotes,
porém a união de dois lotes deverá ocorrer somente com o gado de meio e
de fundo. Além disso, animais de cabeceira nunca devem ser remanejados e
juntados com animais de outro lote, pois a disputa pela dominância
causa estresse e redução do consumo de ração, resultando em perda de
peso.
Mercado lento, mas arroba pode subir
Mercado sem muitas alterações. Estabilidade na grande maioria das praças pecuárias pesquisadas.
Em três regiões os preços subiram e em outra três, caíram.
Em São Paulo, a referência está em R$148,50/@, à vista. As ofertas de compra em R$148,00/@ e
R$149,00/@, na condição de pagamento citada, ganharam força ao longo da semana.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
Caso esta tendência permaneça, com maior frequência de ofertas no limite superior, é provável que
novos reajustes ocorram para o boi gordo em curto prazo.
No mercado atacadista de carne bovina com osso, sem alterações de preços, com o boi casado de
bovinos castrados cotado em R$9,50/kg.
Nos últimos sete dias, o preço da carcaça no atacado caiu 1,3%. Ainda há expectativa quanto à melhora
das vendas do início do mês, no entanto, não estão esperadas mudanças significativas de preços.
A demanda enfraquecida vem regulando as altas dos preços da arroba, mesmo em momento de oferta
restrita Com informações da Scot Consultoria.
Boi em alta no Mato Grosso do Sul
A oferta restrita de animais para abate em Mato Grosso do Sul está elevando os preços do boi gordo,
segundo a Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Sistema Famasul). Na semana, compreendida
entre 19 e 23 de outubro, o boi gordo registrou média de R$ 136 a arroba, 7% a mais que no mesmo
período do ano passado, quando valia R$ 128,19.
Para a gestora do Departamento Econômico do Sistema Famasul, Adriana Mascarenhas, não há
projeção de redução nos valores da arroba do boi gordo a curto prazo.
– Além da diminuição na disponibilidade de animais terminados, há uma tendência de aumento na
demanda no mercado interno, com a proximidade das festas de final de ano e com a expectativa de
recebimento do 13º salário – ressalta.
Acompanhe as cotações do mercado do boi gordo e da reposição
em:www.pecuaria.com.br/cotacoes.php
No mercado internacional, o resultado é positivo, segundo análise da gestora da Famasul e sinaliza uma
recuperação nas negociações da carne bovina sulmatogrossense depois de um período de
decréscimo. Em setembro deste ano, as vendas internacionais do setor somaram 8,9 mil toneladas,
com alta de 18% em relação ao mês anterior, quando os embarques atingiram 7,57 mil toneladas.
A receita das exportações do mês de setembro alcançaram US$ 40,4 milhões de dólares.
– O principal fundamento para este incremento nas vendas de setembro em comparação a agosto é o
câmbio registrado no período, que tornou a nossa carne mais competitiva no mercado internacional,
considerando o real desvalorizado – destaca Adriana.
Para a gestora da Famasul, apesar do incremento, o patamar atual está muito abaixo dos números
praticados no ano anterior.
– Em relação ao ano anterior, quando Mato Grosso do Sul exportou 10,6 mil toneladas de carne bovina, a
queda é de 15,4%. Um dos fatores que ocasionou essa redução é crise econômica também vivida por
nossos principais compradores, como a Rússia por exemplo, que por ser dependente das vendas de
petróleo cujo valor do barril apresentou queda de mais de 40% no acumulado dos últimos 12 meses
passaram a reduzir as compras de carne bovina – diz.
De acordo com as informações do boletim Casa Rural, em setembro deste ano o principal importador da
carne bovina sulmatogrossense foi o Egito, com 1,8 mil toneladas, respondendo por 20,3% das vendas
do Estado. Em segundo lugar no ranking de compradores ficou a Rússia, com 1,7 mil toneladas e, em
seguida, com 1,6 mil toneladas ficou a Venezuela. Com informações da Famasul.
Famato quer que Mato Grosso pare de vacinar
Em reunião realizada na semana passada com a Comissão SulAmericana para a Luta contra a Febre
Aftosa (Cosalfa), em Cuiabá (MT), o presidente da Famato, Rui Prado, pediu esforços supranacionais em
prol do reconhecimento de zona livre de febre aftosa sem vacinação.
Prado afirma que é preciso conseguir o status o quanto antes e é preciso haver investimentos em
barreiras sanitárias e seria muito bom que outros estados também conseguissem o status. Prado diz
que a Cosalfa já discute um cronograma para a obtenção do reconhecimento e que o governo de Mato
Grosso esteve presente no último encontro e é favorável à ideia.
– O governo tem melhorado o órgão de vigilância sanitária (Indea). Estamos fazendo a nossa parte,
vacinando todo o rebanho de forma coerente e responsável. Isso vai nos conferir lá na frente o status de
zona livre sem vacinação – acrescenta.
O presidente da Famato afirma que a credencial, obtida na Organização Mundial da Saúde Animal (OIE),
deve permitir à cadeia produtiva da carne bovina em Mato Grosso acessar novos mercados. Como
exemplo, Prado cita Estados Unidos, Japão e países da Europa. Oficialmente, norteamericanos já
abriram seu mercado à carne bovina matogrossense, mas frigoríficos aguardam a liberação dos
embarques.
A posição da Famato, porém, não é unanimidade. A Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat)
concorda que são necessários esforços integrados para alcançar a credencial, mas é contrária ao fim da
vacinação contra a aftosa no curto prazo.
– Queremos chegar ao status de livre de aftosa sem vacinação, mas precisamos de estruturas de
vigilância adequadas para não pôr em risco duas décadas de trabalho – afirma o superintendente da
entidade, Olmir Cividini. O representante se refere ao período de tempo em que Mato Grosso não registra
nenhum foco da enfermidade.
Como desafios a serem enfrentados para esta finalidade, Cividini ressalta a necessidade de construir
postos de fiscalização.
– Temos uma fronteira seca de 700 quilômetros com o exterior e isso é preocupante, sem contar as
divisas com outros Estados. Tudo isso precisa ser construído e não é um trabalho só em Mato Grosso
ou no Brasil, e sim na América do Sul – diz. Com informações do portal Estadão.
Assinar:
Postagens (Atom)